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Opinião Acadêmica


Opinião Acadêmica

 

A FRAUDE, O ARGUMENTO E A “PALIDEZ”.[1]

Antônio Sergio Mendonça


 Sabe-se do apreço que Lacan tinha pela obra inicial de Michel Foucault. Esta obra englobava sua resposta ao Círculo de Epistemologia, sua teoria da episteme clássica, sua teoria da significação diferencial entre a filologia das palavras e a filologia das coisas, contribuições que foram sintetizadas nos seus livros:  “As Palavras e as Coisas” e “A Arqueologia do Saber”. A admiração vai ao ponto de criticar a leitura feita por este sobre “As Meninas” de Velásquez, em sua própria presença, o que foi publicado no Seminário 13 intitulado – “O Objeto da Psicanálise”. Não resta dúvida que aqui e ali a obra de Maud Manonni, no que se refere à refutação da institucionalidade do conceito de “loucura”, proposto, até então, pela psiquiatria dita clássica, sofre a influência de Foucault, mas, vê-se no pensamento de Lacan um cuidado no acompanhamento das refutações de Foucault ao saber médico e ao saber religioso presentes em “O Nascimento da Clínica” e em “Doença Mental e Psicologia”. Em Michel Foucault, assim como em Freud e Lacan, não há como se distinguir Religião (enquanto um ritual mítico, uma crença, jamais como um gozo místico e fundamentalista) e neurose, pois ambas nos remeteriam ao obsessivo discurso das ilusões.

            No entanto, como o fizera a respeito de Claude Lévi Strauss, noutro contexto teórico que era marcado pelas relações entre linguagem, imaginário e Ics (mesmo e apesar de tê-lo, no início, como uma macro referência ao acéfalo e simbólico Ics do Estruturalismo, cf: “A Eficácia Simbólica”) Lacan também vai distanciar-se conceitual e clinicamente da obra de Foucault. E não estamos falando do Foucault, primo-irmão de Gattari, o Foucault de “Vigiar e Punir” que pretendeu estabelecer as relações entre a prisão, a condenação, o aparato jurídico e uma espécie de teoria necessária à legitimação do saber social repressivo. Senão vejamos:

            1º- onde Foucault vê “repressão”, Lacan demonstra o “Déni”, ou seja, o desmentido perverso do recalque, embora, posteriormente, Michel Foucault vá abandonar o uso desta categoria na sua “Microfísica do Poder”;

            2º- onde Foucault vê a “doença mental” como um signo repressivo que impediria a configuração de qualquer modelo de “saúde mental”, ficando prisioneiro de um discurso clínico- antropológico, Lacan veria o Ics como “a verdadeira doença mental”. E, por fim, onde Foucault vê a história da sexualidade no Ocidente e suas vicissitudes, Lacan preferia ver, inicialmente com Freud, a questão Lei x Desejo que constitui o Simbólico e que é o centro das reflexões da 1ª parte de sua obra e, derradeiramente, tomará o gozo (e suas repercussões como marco de impossibilidade junto à Castração) como tema.

            Sabe-se, que, por vezes, os psicanalistas têm apresentado em sua formação teórico-clínica duas falhas graves; e para refutar o tipo de crítica feita, hoje em dia, a Freud, serão elas precisamente que farão muita falta:

a)      e à exceção de um Jacques-Alain Miller, de um Jean-Claude Milner, de um Alain Didier-Weill, dentre outros, os psicanalistas não são “doutos”como deveriam, e de um modo geral, tendem a confundir sua não submissão ao Discurso Universitário, com o não suprimento de deficiências teóricas básicas nas áreas de conexão com a psicanálise, tais como: a estética, a antropologia, a lingüística, a filosofia e o saber literário, dentre outras;

b)      e, também, embora admitam verbalmente a existência da psicanálise extensiva, ou seja, de sua presentificação na cultura, tão evidente nas obras de Freud e Lacan, dedicam-se ao “privilégio” do consultório e do “divã” como se estes fossem o próprio “microcosmo” da cultura, como se não tivessem, ao contrério desses autores citados, se dado conta da importância de uma Psicanálise em Extensão. Para tal, como Freud e Lacan o fizeram, deveriam articulá-la diretamente à crítica textual, à arte, ao literário e ao social, para realizar a crítica da cultura.

Dito isto, percebemos que a pretexto de estabelecer o “livro negro” da suposta fraude freudiana, a pós-deleuziana, na melhor das hipóteses, Catherine Meyers, não passa de porta-voz de uma “fraude ideológica” que também é dela, o que nos levaria a chamar o seu trabalho de um “rascunho pálido”. Até porque o termo “negro”, aí de medieval nomeação, por contraposição ao vermelho do “Demo”, era a cor da “peste”, de estigmatização condenatória porque hiperdeterminava “pecado e morte”; seria melhor, permanecendo-se ainda referido(s) à tradição francesa, evocarmos: “O Vermelho e o Negro” de Sthendal como um possível luto desse racismo... Além disso, os psicanalistas deveriam perceber que estão lendo um tipo de “jornalismo cultural”, dito de “qualidade”, mas que não tem passado da hiperdeterminação entre a “marqueteira” polêmica do “sensacional” e do “escândalo” que são dissimulados, na sua aparência “democrática”, pela óbvia e preconceituosa escolha ideológica de críticos e defensores do ponto de vista reportado. Logo, o “Livro Negro de Meyers” não passa, de fato, como já se disse, de um “rascunho pálido” da verdade. A própria porta-voz-autora do “rascunho ideológico” não parece apresentar a “douta” formação do feroz crítico do Capitalismo que toma como referência. Sua argumentação alternativa é algo “hippie” e não está à altura do autor de: “Proust e os Signos”.

Já a “defesa” de Elisabeth Roudinesco é apenas razoável, visto que enfatiza, principalmente, seu ponto de vista sobre uma suposta crítica à “psicanálise” de hoje; “à alienação dos psicanalistas”, suposição que remete não ao pensamento de Lacan, mas as suas “saudades” de Derrida, tão a gosto dos Estados Gerais da Psicanálise[2].

Portanto, ambas as opções são meramente ideológicas e visam, de fato, agradar o ideologismo próprio da dita “esquerda psi” o que vem sendo a opção do jornalismo ideológico e sociológico praticado pelo caderno cultural do jornal “Folha de São Paulo”; sendo ali a única exceção, quando se trata de psicanálise, a publicação, por exemplo, de um Slavoj Zìzèk.

Não se trata ali de repetir a crítica, hoje, economicamente à direita (própria de “reserva de mercado”) emanada do geneticismo biologista e muito menos a de “outrora” culturalismo do Merquior, e sim de repor em cena uma nova versão de um “anti-psicanalitismo” (anti-psicanálise) já propugnado por Robert Castel onde se “ousa” acusar Freud de “fraude” (em homofonia de mau gosto) e insistir na repetição das objeções factuais e conteudistas, tanto de um certo neo-foucaultianismo, quanto de um pós-deleuzianismo, intelectualmente “hippie”. E se Lacan, em vida, já refutara a suposição esquizofrenizante da “esquizo-análise” quando emanada do “Anti-Édipo” deuleuziano, a mesma oportunidade, não foi dada, post-morten, por Catherine Meyers a Freud. Coube, portanto, a Roudinesco, por ser tida como a “historiadora da psicanálise”, fazê-lo graças à “Batalha dos Cem Anos”, e, se acertou quando denunciou o “revival” destas críticas alternativas feitas a Freud (quando retomam o solo comum já comentado); até porque, se o Édipo freudiano não foi o de Sófocles, como os helenistas insistem em dizer (neste há Castração e no outro “enceguecimento”), tampouco, o Édipo Ático se prestaria a fundar a esquizofrenizante visão anti-edipica de Deleuze[3]. Como já se disse, foi em nome do ideologismo que essa mídia cultural deu lugar a esta retórica do escândalo. Porém, faltou a Roudinesco refutar o que havia de mais frágil na argumentação de sua “contendora”, argumento que lembrava uma espécie de “Foucault de porre”, ou seja, o fato (sic) de, a seu juízo, a psicanálise, herdeira substitutiva, por metáfora e não de fato, da tradição “confessional” (o que foi destacado por Foucault) repercutir, principalmente, em países católicos. Como explicar, então, até e sobretudo antropologicamente, o seu evidente “rechaço parcial” nas católicas: Polônia, Espanha, Portugal e Itália, e a sua incorporação, até icônica e monumental, na Áustria (tão odiada por Freud) e na Inglaterra (que o acolheu no exílio e onde morreu), sendo que lá, também, se lançou em cena a supremacia de Klein, Winnicot e Bion? Insisto, como explicar, no nível do leste Europeu, sua maior penetração na agnóstica República Tcheca (pois foi lá em Freiberg, de fato, que ele nasceu, embora austríaco de direito) e não na católica Polônia, como se vê, apenas um argumento de efeito, demagógico como todos os deste tipo o são.

Não será pelo fato de não só ser filho do local, mas também de ser o país do leste europeu onde mais repercutiu, por exemplo, o pensamento de Lacan, que tal repercussão ocorreu?; (em suma, trata-se, de uma, possivelmente, vulgar repetição de um historicismo epistêmico, conteudista e ideológico que sempre pretendeu ir até o fim no seu afã de conspirar contra o Ics e substituí-lo e a seu avesso: a psicanálise, por teorias interpretativas e comportamentais que ficariam muito melhor situadas num pensamento ideológico e/ou psicológico desde que contaminado pelo “hippismo” moralizante)[4].

Foi Freud, nos Estados Unidos da América, quem supôs trazer a “peste” do Desejo contra a moral cristã e presbiteriana. Será que cunhá-lo, “post-morten,” de “absorvível” pelos “católicos”, indicaria a refutação desta “peste” ou é apenas um mero delírio “alternativo”?

Concluindo, é óbvio que a obra de Sigmund Freud não possui bases católicas, sequer cristãs, ao contrário das referências de Lacan à tradição Tomasina, Jesuítica, Agostiniana e ao reviramento da Santíssima Trindade na questão do Nome do Pai, feita como decorrência, inclusive, da distinção importada da cultura judaica entre o Deus de Abraão e o de Moisés.

As bases do Ics freudiano, principalmente em sua 2ª tópica, são gregas, advém de um dos livros de um de seus dez escolhidos “amigos”: Gomperz (“Os Pensadores Gregos”) onde se apôs “Eros”, no outrora lugar de “Logos” e o se contrapôs, no âmbito do “mítico” Id, a Tanatus, retirado, como se sabe, da tradição épica. Lá significava “Eros em penúria”, o que ocorria, por exemplo, na “Ilíada” de Homero, e sabe-se que Freud insistiu neste conceito quando, no “Mal-Estar Civilizatório,” o articulou à perversão e à guerra. Se o Ocidente ainda mantinha, na Grécia, o Amor como símbolo de Eros e Ágape, não os dissociando como na Idade Clássica; Eros poderia submeter-se à Ágape, como na Odisséia e, ser conjugado “como abundância”, já na posterior epopéia quinhentista, ou ser conjugado como “penúria” e chamar-se Tanatus. Contudo, ao ler Gomperz, Freud transformou Logos (Gnosis) em Eros, aproximando, ao contrário de Lacan, e de uma posterior opção trágica sua, Gnosis de Eros. Também, quanto a sua opção trágica, sua matriz é helênica e reconfigurada já que, onde havia “enceguecimento” (“pulsão escópica”) haverá, para ele, Castração como metáfora substitutiva do caráter paterno da circuncisão, já que Freud não só condenava a mutilação mas também, via o sacrifício de Abraão como uma metáfora da Castração, justamente, pelo fato de o “cordeiro” do Pai Primordial impedir o filicídio com o seu angélico sacrifício. Já havendo aí uma ínclita alusão à cultura judaica, não à cristã, só que subdita à cultura ática.

Porém, sabe-se que o seu Édipo é a junção de Édipo de Sófocles que é por ele modificado acrescido da temática judaica do egípcio monoteísmo.

            Em suma, o “analfabetismo cultural” de Meyers parece não se dar conta, que será, a juízo de Lacan, apenas no catolicismo embasante da tragédia cristã de Paul Claudel que se dará o elogio da reconciliação, jamais em Sófocles, jamais em Freud, e muito menos no maquiavélico e alegórico drama Shakesperiano, à exceção de Hamlet. Se, em Sófocles, a culpa é reparada pela visão, no Édipo freudiano ela será efeito da proibição do incesto e se concretizará, via neurose, no nível de sua punição, esta sim pertinente a Hamlet e a sua temática oblativa. Já em Paul Claudel, pelo fato de a culpa deslocar-se da heroína-vítima Camille para o autor, ela ganha “foros” cristãos e católicos de reconciliação. Até porque, terá o valor catártico, não da expiação da culpa, e sim de sua conversão ao remorso. Onde está o catolicismo propício ao acatamento de Freud e da Psicanálise? Não se estará reduzindo sua transmissão e acatamento a uma delirante confusão entre confissão, culpa e sexualidade?

Aqui, mais uma vez, substitui-se o discurso autoral de Freud[5], e a verdadeira “fraude” estaria em, na esquizo-análise, não se refutar a transmissão dos “seletos”, abonada em vida por Freud (“A psicanálise é para poucos”), [o próprio Lacan, ao hiperdeterminar o herói trágico à aristocracia ática, fundada no reconhecimento da vergonha como efeito de uma desonestidade assentada na Lei legiferante, abona esta perspectiva seleta, até porque a Ética da Psicanálise pressupõe que se faça referência, ao mesmo tempo, ao trágico e ao humano, ao Gozo e ao Desejo], em nome de sua substituição burguesa feita pelo Discurso do Capitalista, mas sim pelo anti-capitalismo mental tão ao gosto deste “chulé” ideológico, próprio da “contra-cultura”, numa nova forma que preconiza a abolição da singularidade da psicanálise e a sua substituição pelo ideologismo revitalizado dos “Mil Platôs” que opõem a Esquizofrenia ao Capitalismo. Lacan teria preferido dizer que o Discurso do Capitalista ao “tomar a verdade do  (Outro) como sua” produziria a “abdução” de todo e qualquer Gozo que indicasse o macro momento da Sublimação, ou seja: a autoria. E, inspirando-se em Joyce e em sua Santidade sublimatória e sintomática nos ensinou: “Contra o Capitalismo, só a santidade”; não a esquizofrenia, jamais a impudência própria de “alternativos insolentes”.


 

[1]  Prof. Dr. LD. Antônio Sérgio Mendonça: Titular/U.F.F.; Doutor em poética pela U.F.R.J.; Livre-docente em Letras pela U.E.R.J.; Diretor de Ensino do Centro de Estudos Lacanianos/RS. www.celacan.com.br

[2] Ao supor a “alienação dos psicanalistas”, incorporando em seu raciocínio o tema hegeliano-marxista, abre, obviamente, mão de vê-la como: “Fato significante do sujeito”,  isto é, como Lacan o faria.

[3] Sempre se soube que a teoria psicanlítica, quando crítica e não apenas descritiva, sendo, para tal, oriunda do Campo Freudiano, propugnava, com certa razão, nos anos 1980, como uma respósta direta à proposta de “esquizo-análise” inferível do anti-édipo deleuziano, o reconhecimento de que este texto dramático teria uma razoável dose de veracidade ao supor uma dimensão paranóica no personagem Édipo. Tal procedimento, também, comparece nas reflexões de um André Green, malgrado este autor, inclusive e principalmente, quando escreve sobre Holdërlin, confundir ali o “mito do assassínio do pai” com a dita “questão do pai”, que é, em suma, da ordem da Foraclusão. Não obstante, tal constatação, que abraçaremos apenas hipoteticamente, é preciso que não se confunda o fato de que se, do ponto de vista do Pai Primordial, no Real, não há oposição, nem distinção entre Lei e Desejo, como o também fato de que, a juízo do Lacan do Campo do Gozo, esse mesmo Pai (da Horda Primitiva para Freud e privador para Lacan) será a pré-condição Real do Pai Simbólico e por isto constituirá a “Père-Version” como a genealogia da Lei do Pai.

  Portanto, se o Pai Simbólico, Falo Significante, é o “Pai-Morto”, não haveria como se cogitar de tal evento se  esta morte não tivesse sido produto do “mito do assassínio” de um Pai, que privava a “filia” do Desejo. Além do que, ao contrário da suposição de Green, Édipo não estava entre “o mito e a verdade”, pois não vinha da tradição Maiêutica, socrática e platônica, e sim de uma tradição dramática compatível com o advento da POLIS. Logo, ele “não agia” como um “paranóico” por efeito de uma onipotência incontida que seria da ordem de sua expansão megalômana. Então, ele não é de “carne e osso” e sequer  “imago da consistência”, mas sim um personagem da ficção dramática que, na sua gênese, atualizou a versão tebana do mito. E, enquanto tal, foi um herói trágico, qual Antígona, não cedendo jamais sobre o enigma de seu Desejo, embora, por desconhecê-lo, paradoxalmente, agisse. Como disse Lacan: “por não saber, agiu” ao contrário do Hamlet Shakespereano. Sabe-se que Édipo não cumpria como se “fosse um paciente” um mandato onipotente e prometaico oriundo da megalomania de um A (Outro não-castrado), ele apenas era a metáfora do “mito do assassínio do Pai”, isto para que seu  exemplo auto-punitivo erradicasse o enuniado incesto, e a enunciação do parrícidio de todas as formas de homicídio; em suma, declinava o religare da Lei do Pai o que nos remeteria ao Deus monoteísta de Moisés e não ao mandado mortal do Deus de Abraão que era compatível com o Pai Primordial. 

[4]  Não é sem razão que, se dirigindo à ilusão contra-cultural dos estudantes franceses de “maio de 68”, Lacan os advertiu de que por abolirem a vergonha, um procedimento”out-sider”, se inscreveriam, por serem alternativos, na insolência impudente.

[5]  Do ponto de vista do “fora do sistema”, do “band-lieu cultural”, aponta-se a “desonestidade” de Freud, porque eles não se dão conta do fato de que a sua leitura do burguês e diderotiano “pater família” remete à fusão entre o legado patrimonial e patriarcal. Ou seja, transmite-se, a partir de sua questão sintomática, advertida por Lacan: O que é um Pai?;  tanto a Lei do Pai, quanto seus efeitos de Potência, Procriação e Nomeação. Pois Freud, em nome da autoria trágica, não pode abrir mão da Honra, nele legiferante, nem abonar a abolição da vergonha, e isso iria soar como “desonestidade” aos ouvidos (moucos) dos que, Meyers, supunham que somente o “dilaceramento da consciência” e/ou o “fim da vergonha levariam à crítica contundente ao Capitalismo; estavam enganados, isto era um engodo e se constituia no “reino”, já advertido por Hegel, da impudência. Como nos ensinou Jacques-Alain Miller em seu texto: “A Honra e a Vergonha”.


ANTÔNIO SERGIO MENDONÇA é Professor Doutor titular e pesquisador do Corpo Permanente do Mestrado em Arte da Universitária Federal Fluminense (UFF), na área Psicanálise & Arte, Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Docente-Livre pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Diretor de Ensino do CEL - Instituição Psicanalítica (RS).
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