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Opinião Acadêmica
Lacan e(m) 68
rotações
Antônio
Sérgio Mendonça
1.
Introdução
Foi
em 1966, no
dia 19 de
fevereiro,
que Jacques Lacan,
como
que situando-se, premonitoriamente,
sobre os
futuros
eventos do “Maio
de 1968” na França, respondeu às
perguntas do
estudantes de
Filosofia.
Três
partes de
suas
respostas disseram,
respectivamente,
respeito aos
temas:
Filosofia e
Consciência (1ª
parte), a
partir da
onde disserta
sobre o
fato de Freud
supor,
após a publicação de
texto,
então,
inédito de Kaufmann,
ter a
Filosofia
um
enunciado
paranóico (3ª
parte) e
sobre as
relações
entre
Interpretação
Hermenêutica (Paul
Ricoeur),
Interpretação
Psicanalítica (Freud) e Antropológica
(4ª
parte), e
elas
não se relacionavam,
diretamente
ou conceitualmente,
com o
futuro “Maio
de 1968” e
sim a
segunda
parte. Retomando-se a 1ª
parte de
suas
respostas, nela Lacan abordaria
temas
tais
como: Fenomenologia, Meleau-Ponty (seu
pensamento), a critica à
suposição de uma
psicologia do
ego
autônomo de
parte de uma Hartmam e a denominou de
Consciência e
Sujeito. Ao
responder (na 3ª
parte) à
suposição
freudiana, Lacan a identificaria
como: “uma
etapa
selvagem da
ironia
freudiana”
que,
malgrado o
autor de Freiberg
ser
discípulo de Von Bretano e ter-se
inspirado
para a
construção da
categoria de Ics no
conceito de
natureza do romântico poeta-filósofo
Goëthe e,
também,
ser tradutor de Aristóteles, levaria Freud a
identificar a
Filosofia
como uma “quimera”
e, ao
responder à
pergunta
pertinente às
relações
entre
interpretação,
antropologia e
Hermenêutica (de Ricoeur), distinguira
a
interpretação sintomática e
onírica, de
caráter pulsional,
freudiana da
Hermenêutica de Ricoeur e da
interpretação culturalista da
Antropologia.
Não se pense,
contudo,
que Lacan
tinha a desconfiança de Freud
em
relação ao
saber filosófico,
embora a
Filosofia
em
diversos
textos,
por
vezes, aproximasse
certos
enunciados filosóficos da foraclusão
delirante do
enunciado
paranóico. Estamo-nos referindo ao “mito
prometaico”, à
crítica ao pedagogismo da “boa
selvageria” (um
“bon mot”) de Rousseau, e à “flor
sádica” manisfestada na
moral cristã e
social kantiana. Seriam,
qual o
enunciado
real do
saber,
saberes
supostos
sujeitos e
tendentes ao comprometimento de
palavras-mestras
com o
delírio.
Contudo,
esse
mesmo Lacan, deixará
claro,
em
sua
resposta,
que a
concepção de
paranóia
como
delírio
homossexual
presente no
pensamento
Freudiano se iria
referir ao “assassinato
da
alma” do
Presidente Schreber e
não,
como
um
todo, ao
pensamento filosófico.
Até
porque Lacan se iria
inspirar
em
sua
produção
conceitual, nas
formas clássicas de
sublimação: o
Pensamento, a
Ciência e a
Arte. E no
que se refere à
Filosofia estarão
presentes
em
seu
enunciado: Spinoza, Platão,
Santo Tomás de Aquino, Aristóteles,
Santo Agostinho e,
sobre
tudo, Hegel,
dentre
outros. Acolheria
um Heidegger escorraçado
pelo “patrulhismo” do após-guerra, distinguindo o
seu
pensamento das
suas
vicissitudes,
como
sempre o fizera,
aliás,
em
suas
relações
com Koyré, Kojève, Picasso e
Salvador Dali.
Quanto à
Ciência irá
incorporar
Galileu e Leonardo da Vinci o
que levou
seus
leitores
como Jean-Claude Milner a
denominarem-no de “Lacan dos
Classicismos”.
Posteriormente tomando-se
como referencia
seus
seminários,
Livro XX, “Encore” (+
Ainda) e XVII: “O
Avesso da
Psicanálise”, vai
procurar
compatibilizar a
Filosofia (e
seus
enunciados),
com os
discursos
Universitário, da
Histérica (Hegel) e do
Mestre (de
função
histérica).
2.
Lacan a
Linguagem e a
Filosofia (anti)
Porém, e
relação ao
evento
histórico e de
mentalidade iconizada
sob a
denominação de “Maio
de 1968”, destacar-se-ia o 2º
grupo de
respostas dadas
por Lacan aos
estudantes de
Filosofia.
Este se denominava:
Psicanálise e
Sociedade. Nele, de
saída, distinguiria o
dito “sujeito
alienado” do
Marxismo,
que é de
fato uma
construção neo-hegeliana, do
que
seus “inquisidores”
ali chamavam de “sujeito
do
desejo
alienado”;
para
ele,
desde Freud,
próprio da
neurose e nela da
obsessão,
que é ritualística
como
crença,
dita,
por
ele,
mais
tarde, de
matriz hamletiana.
Já
em
relação a
concepção
psicanalítica de
linguagem uma
formação
que
era pré-condição do Ics, a aproxima,
paradoxalmente do
Marxismo,
mas
não da “palavra
de
ordem” substancialista
que
via a “linguagem
como
superestrutura”
como Marr e
sim
conforme o
texto de Joseph Stalin. Neste
grupo de
respostas ao
ser indagado se,
por
ser
pago, o “tratamento”
psicanalítico
não seria uma “terapia
classista”, afirma
que
não,
porque o
que
lá estaria
em
jogo
desde Freud seria a
Transferência, e
não a
pecúnia e,
como acrescentou
mais
adiante
conforme
leitura de Alain Didier-Weill,
tratava-se de uma
dívida simbólica
para
com o
significante e,
também,
como, “lui-même”,
posteriormente, afirmou na
revista ORNICAR, a
psicanálise
não é
medicina,
pois Freud
já afirmara
em “A
Análise
Leiga”, e “não
se
terapia o Ics” (fazendo
um
enunciado homofônico na
língua francesa). Remete à afirmação de
Mannoni, de
que a
psicanálise
era “uma
intervenção de uma
instituição
em
outra”, à
própria; o
que foi uma
maneira educada de
evitar a
sua
não
concordância.
Mas a
sua
crítica,
então,
implícita, ao repressivismo dos
enunciados de “Maio
de 1968”,
já se delineia,
quando distingue,
literalmente, a
psicanálise da
interpretação
política e/ou
do
político (ato)
propriamente
dito;
posição,
também,
Freudiana
desde: A Analise
Leiga.
Então,
nos diz: “Mas,
para
evitar
qualquer
equívoco, tomem
nota de
que considero
que a
psicanálise
não tem o
menor
direito de
interpretar (como
queriam os
analistas franceses ligados à IPA) a
prática
revolucionária –
mas
que, ao
contrário, a
teoria
revolucionária faria
bem
em se
julgar
responsável
por
ter deixado
vaga a
função da
verdade
como
sua
causa”.
Bem
mais
tarde,
seu
discípulo,
professor de
Lingüística
em Vincennes, Jean-Claude Milner
em
seu
livro “Os
Nomes
Indistintos”, no
capítulo
sobre “As
Palavras Mestras”, se iria
permitir
dizer da
substituição desta
causa
por uma
crença; e Vincennes foi
um
produto
direto da
intervenção do “Maio
de 1968” na
instância
universitária francesa.
Mas, voltando-se a Lacan,
este
nos irá
dizer
que a
função da
verdade
como
causa é
ali substituída
por “uma
suposição
primária da
própria
eficácia”,
ou seja,
por
um
enunciado
que
só se garantiria no primarismo de
“palavras-mestras” produzidas
como
crenças. E
quem
não ouviu o
célebre
enunciado pré-condicional “a
prática é o
critério da
verdade”,
isto é, a
prática
não tem a
verdade
como
causa,
mas , ao
contrário, se propõe
como
causa
material da
verdade.
3.
A
Retomada
Lembro-me
que
em 1988,
em
Vitória do
Espírito
Santo,
quando do 3º
Congresso
Brasileiro de
Psicanálise, proposto
por
um
movimento lacaneano,
então existente, e
que se denominava de “ A
Causa
Freudiana do Brasil”,
em
nossa
intervenção
que consta
nos
anais deste
congresso,
intervenção
em
parte motivada
pelo
tema da
mesa (Psicanálise,
Ética e
Política) – Numa
dupla
alusão aos,
então, vinte
anos do “Maio
de 1968”
francês, dizíamos: “Lacan é o
que permitiu à
minha
geração (que
viveu 68) se
dar
conta de uma
saga
que,
constantemente, passava da
melancolia à
impotência,
pois
não se escutou a
advertência de
que havia a
necessidade de
intervenção da
Mestria, fundada no
adversário
pela
nossa
própria
histeria.
Em
vez disso,
nos lamentávamos
por
anos
que
supostamente
não terminarão,
ou
então, do
como e
porque ficamos à
deriva ao sobrevier à
derrota. E
como
resposta
apenas tínhamos
retaliação, o ressentimento e/ou
a
descrença
face à
angústia
inerente ao
mal-estar causado
pelo
descrédito dos
que,
um
dia, supondo
desmentir Freud, acreditaram
que
GOVERNAR e
ENSINAR fossem
possíveis,
simplesmente
porque substituíram a
crença “nos
seletos” da contra-reforma jesuítica e
cristã,
pela
crença dos “escoteiros
da boa
ideologia” ”. E
isso foi
dito
porque sabe-se
que convocado
insistentemente
pelos
estudantes
em “Maio
de 1968” Lacan,
preliminarmente, parece ter-lhes
dito
que,
ou o escutavam,
ou escutassem a
Psicanálise
oficial,
que
era tida
como uma
espécie de
reformismo
psicológico(no
sentido
político do
termo
que
remonta ao
modo
como, no
tempo de Gramsci, se admitia a
referência ao estalinista PCI, e
que, naquela
década, opunha-se a
revolucionário).
Com
isto, Lacan finaliza
que a
sua
visão da
psicanálise
freudiana seria
revolucionária
apenas
em
termos
psicanalíticos,
mas
jamais
que havia uma
identidade
entre
isso e
ser
revolucionário
nos
termos,
em
grande
parte, maoístas da
juventude
universitária francesa. Dessa
crença maoísta participara,
inclusive,
seu
genro e
hoje
um de
seus
herdeiros
intelectuais: Jacques Alain-Miller.
Em
tempo, essa
juventude,
revolucionária e contra-cultural,
identificada
até à
medula
com o repressivismo a
combater, parece
não ter-se
dado
conta de
que aplaudia, naquele
momento,
um dos
mais
repressivos e
autoritários
assassinatos (físico
e cultural),
onde a
humilhação
pública e a “eugenia”
dos
espíritos eram praticados
por Mao Tse-tung (e
seu
célebre livrinho
vermelho), aplaudido,
até
por Jean-Luc Godard,
como
um
fazer
que visava
alterar as
relações de
poder na China de
modo a
encobrir
seu,
então,
fracasso
econômico.
Mas,
apesar e/ou
por
causa deste
tipo de
equívoco, a
juventude
universitária francesa
era anti-reformista, anti-PCF,
anti-humanista, e
um de
seus
intérpretes Louis Althusser,
leitor “estruturalizante” e
anti-hegeliano de “O
Capital” de Marx, disse,
textualmente,
que Lacan estaria
para Freud
assim
como
ele
para Marx.
Talvez,
por
isso, a “geração
de 68” tenha optado
por
escutar Lacan. E,
em
suma,
ele
apenas a advertiu, dando
prosseguimento ao
seu
texto
anterior de 1966, de
que a
falta de uma
verdade (não-toda)
como
causa os levaria,
por denegação, a
inventar
como
Mestre
um
adversário.
Ou seja, o
ato de
Mestria
não surgiria do
lado do “soi-disant” “poder
jovem” e
sim do
outro
lado, do
lado do
oponente e faria
cessar,
como aconteceu, a
irrupção.
Mas o
Mestre
não foi,
como se pensou,
inicialmente
Charles de Gaulle,
um
cristão
sobrevivente a Vichy e
especialista
estratégico no
governar e,
sim,
talvez,
um
conselheiro
político
seu, epistemólogo russo, ex-mestre de
Lacan e de
sua
geração,
sucessor de Koyré no
ensinamento da Fenomenologia Alemã na
França: Alexandre Kojève. Lacan,
contudo, apostou, adotou e participou
de
alguns
efeitos deste
movimento na
Universidade,
assim sendo, tornou-se
responsável
pelo
Departamento da
Psicanálise de Vincennes.
Ali Lacan,
como
antes Freud,
jamais abonou o
ensino da
clínica e da
formação
em
Psicanálise
em
Universidade,
pois
isso se verificaria
apenas na
Escola
Freudiana de Paris, e
sim o
ensino das
conexões necessárias
entre essa
formação e os
saberes,
discursos e
enunciados,
pertinentes à complementação
indispensável à
formação
em
Psicanálise. E
assim expôs no
texto de 1975, publicado na ORNICAR, “Talvez
em Vincennes”,
que
este
ensino deveria, na
transmissão da
Psicanálise,
ser
formal, conteudístico e
doutrinário (não
eclético),
apesar do
aparente
anarquismo
quanto à
existência
ali de
um “público-alvo”,
por
vezes, apartado do
ensino
formal.
Lá se ensinaria
Lingüística (ressaltando-se a
contribuição de
seu
mestre Jakobson),
Lógica,
Topologia e Anti-Filosofia.
Com
isso, conclui
assim
em 1975 a
resposta,
iniciada
em 1966, aos
estudantes de
Filosofia. E
como Anti-Filosofia entendia: “a
investigação do
que o
discurso
universitário deve à
sua
suposição 'educativa'
e/ou 'pedagógica'
”.
Mas a
sua
relação
com 68
não termina
aí,
pois no
seminário nº 17 intitulado “O
Avesso da
Psicanálise”, Lacan homenagearia o “Maio
de 1968” ao
apor na
capa do
mesmo uma
fotografia de Daniel Cohn-Bendit (seu
ícone) zombando da militarização do
poder constituído. O
mesmo Cohn-Bendit
que
mais
tarde,
já social-democrata
como Mitterrand,
nos iria
dizer: “68
precisa
terminar”. A
sua
fotografia
já é
um
retrato do chamado
lado
positivo da
impudência,
pois
com
olhar
cínico e
atrevido
desafia o
poder.
Aliás, seria,
inclusive, neste
mesmo
seminário
que Lacan iria
propor, afastando-se de
seu
classicismo
inicial, a
sua
Teoria do
Gozo
que denominaria de
campo lacaneano,
título de
seu
capítulo V.
Já no
capítulo II,
em
explícita
referência a Hegel e
implícita a Kojève, o
que
talvez se agregue à
razão de a
figura de Cohn-Bendit
estar na
capa, fornece a
sua
interpretação dos
eventos do “Maio
de 1968”
como uma
interpretação
Psicanalítica e
não uma “interpretose”,
pois
não analisa
fato
algum
ou a
suposta motivação de
ninguém, e
sim intitula
este
capítulo de “O
Mestre e a
Histérica”;
pois esta seria a
relação
entre os vencedores e os contestadores,
possivelmente.
Mas seria no
capítulo VI do
mesmo
livro, intitulado de “O
Mestre Castrado”,
que iria
propor a
superação, a
resolução do
impasse
antes qualificado,
capítulo
que é complementado
pelo
seguinte, denominado de: “Édipo, Moisés
e o
Pai da
Horda” (3
temas
freudianos
explícitos) e
lá formularia a
sua
teoria do: “Le Pére Sevère”. E
assim dá-se
por incorporado, no
âmbito da
reflexão
psicanalítica,
esse
capítulo
que
muitos, no Brasil, apegam-se
em
não
poder
abandonar,
nem
tampouco, a
sua
confirmação
efetiva na
afetação
posterior de “Personalidades
Atraentes” (cf. Alain Filkenkraut),
que
não fazem
senão, a
pretexto de
dar
um
significado
lendário a 68 e a
sua
geração,
descrever os
efeitos
tardios dos
desencantos e dos “acertos”
desse
evento. Fazem-nos
lembrar do Jacques Alain-Miller
que, ao
retomar,
indiretamente,
este
tema (já
não
mais maoísta)
recentemente, na
revista Ornicar,
em
seu
texto “A
Honra e a
Vergonha” diz,
dentre outras
coisas,
que
um dos
efeitos da
ausência da
Honra legiferante,
presentes,
por
via sublimatória na
Mestria e transferencial na
Psicanálise, é a
impudência (ausência
de
Honra e de
Vergonha). E dizemos
impudência dos
senhores a da
Memória
Histórica querendo reescrevê-la
para,
com
isto,
apagar a
ausência da
Mestria e/ou
de
relação transferencial
com a
Verdade. E a
palavra
impudência, sabemos,
em
língua portuguesa, é
um
substantivo
feminino,
cujo 1º
registro
escrito
data, provavelmente, do
século XVII, 1685,
presente
desde a
sua
etimologia
latina,
nos
latins
clássico, novilatino e
vulgar (impudentia, ae, 1ª
declinação) e
que,
então, significava
um
misto de “desaforo,
descaramento,
falta de
vergonha” e,
hoje, na
sincronia da
língua portuguesa
corrente,
quer
dizer “falta
de
pudor,
descaramento,
impudor,
cinismo,
desfaçatez”.
E
aventando-se essa
hipótese, poderemos
encerrar esta
fala afirmando
que: “Os
eternos
opositores
quer
histéricos e/ou
foraclusivos (delirantes),
mas
sempre
impudentes e,
por
vezes, “contra-culturais”, pensavam
em
contrapor,
como se
fora uma
nova
máxima, à
ilusão (para
Freud) paranóica do “GOVERNAR”,
desde
que fosse
tomada
pelo
avesso,
ou seja,
ali propugnaram o anárquico
princípio do antigovernar. Estamos
falando,
em
suma, do
plágio
tardio da palavra-mestra de
um “Maio
de 1968” (francês) a
vociferar: “É
PROIBIDO
PROIBIR” (expondo
sua
máxima
confusão
conceitual
entre recalque e
repressão). E,
sem
dúvida, esta
evocação do
delírio
com
um
agravante “soi-disant”
libertário, conjugava,
com
valor de
impotência
histérica, o
que seria, de
fato, a supressão de todas as
impossibilidades: “seja realista,
peça o
impossível” ”. E Lacan
nos advertiu de
que
contra o
Discurso do
Capitalista (a
acumulação no
lugar do
gozo)
só a
Santidade (binômio
sintoma/autoria
por
referência a James Joyce), o
que
não
quer
dizer,
como supõe o
atual
presidente
francês,
sempre
tão
bem
acompanhado esteticamente,
que 68 seja culpado dos
males do
mundo...
Bibliografia
a)
LACAN, Jacques.
Resposta a
estudantes de
Filosofia. In...
Outros
Escritos, RJ, Jorge Zahar, 2003.
b)
LACAN, Jacques.
Talvez
em Vincennes. In...
Outros
Escritos, RJ, Jorge Zahar, 2003.
c)
LACAN, Jacques. O
Seminário,
livro 17, O
Avesso da
Psicanálise, RJ, Jorge Zahar, 1992.
d)
MENDONÇA, A.S.
Psicanálise,
Ética e
Política. In...
Anais do 3º
Congresso
Brasileiro de
Psicanálise,
Vitória,
Edição do
Colégio
Freudiano de
Vitória, 1989.
e)
ALAIN-MILLER, Jacques.
Sobre a
Honra e a
Vergonha.
In... Ornicar I, RJ, Jorge Zahar, 2004.
Esta
fala,
que discutiu os 40
anos do
evento, foi decorrente de
nossa participação no
ciclo de
palestra intitulada: “Maio
68”, promovido
pelo
Cultura
Livre, no
dia 12 de
junho de 2008,
quinta-feira,
Porto
Alegre,
Usina do
Gasômetro,
Sala 502.
Prof. Dr. (UFRJ) Antônio Sérgio Mendonça,
Titular UFF, Docente-Livre UERJ,
Diretor de
Ensino do
Centro de
Estudos Lacanenos –
Instituição
Psicanalítica – CEL/RS -
Porto
Alegre –
celacan@celacan.com.br
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