Aricy Curvello

ARICY CURVELLO
Nome literário de
Aricy Curvello d’Ávila Filho. Uberlândia (MG),1945. Poeta,
ensaista, tradutor. Durante o período da ditadura militar (1964-1985),
embora filho de Oficial do Exército, sofreu processos
policiais-militares e prisões por apoiar movimentos de reformas sociais.
Os grandes críticos Fábio Lucas e Assis Brasil o consideram
um dos poetas mais importantes de sua geração.
Residiu em
Belo Horizonte (onde se formou em Direito, na Universidade Federal de
Minas Gerais), bem como viveu no Rio de Janeiro, na Amazônia, em outras
regiões do Brasil e no exterior.
Membro do Proyecto Cultural Sur,
organização internacional de escritores e artistas com sede em Montreal,
Canadá. Foi correspondente no Brasil da revista literária
portuguesa Anto. Sócio efetivo do IHGES- Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, bem como da UBE-União
Brasileira de Escritores (S.Paulo), da Casa do Escritor (São
Roque/SP) e do IAT- Instituto de Artes, Cultura e Ciências
do Triângulo (MG).
Integra o
Conselho Editorial de Literatura-Revista do Escritor Brasileiro
(Brasília). Consultor da Enciclopédia de Literatura Brasileira.
Obra em poesia: Os Dias Selvagens te Ensinam (1979); Vida Fu(n)dida (1982); Mais que os Nomes do
Nada (1996); O Acampamento (2004).
A sair: Menos que os Nomes de Tudo (2007).
Obra em prosa:
Anto: revista portuguesa de poesia (Florianópolis:
Museu/Arquivo da Poesia Manuscrita, 2000); Uilcon Pereira: no
coração dos boatos (Porto Alegre: AGE/; S.Paulo:
Ed.Giordano,2000) Prêmio Joaquim Norberto 2001 (Ensaios
Publicados/Biografia) da União Brasileira de Escritores/RJ; A
Dimensão que não termina (Florianópolis: Museu Arquivo da
Poesia Manuscrita, 2002).
Integra
importantes antologias nacionais de poesia como, entre outras:
Brasília na Poesia Brasileira (org. de Joacyr de
Oliveira, INL/Brasília; Ed.Cátedra/Rio, 1980); A Poesia Mineira
no Século XX (org. de Assis Brasil; Rio: Imago Editora,1998).
Presente em várias antologias internacionais em Portugal, nos
Estados Unidos, Espanha e França.
Em Portugal consta
em cinco,
como em
Um
Mundo no Coração/Un Monde au Coeur
(2001) e
Povos e Poemas/
Peuples et Poèmes
(2002) , ambas
org. pelo poeta ensaísta francês Jean-Paul Mestas (professor da
Sorbonne), e em
Antologia de
Poetas Brasileiros
(2000), org. por
Mariazinha Congílio, sendo as três pela Universitária Editora, de Lisboa.
Na Espanha, está
presente em
Antología de
Poesía Brasileña
(Santiago de
Compostela: Edicións Laiovento, 2001, com apoio da Biblioteca Nacional
brasileira e Depto. Nacional do Livro), org. pelo especialista espanhol
Xosé Lois García, e em
Poemas y Relatos
desde el Sur,
org. pelo escritor
uruguaio Federico Nogara, com prefácio de Aitana Alberti (Barcelona:
Ediciones Carena, 2001).
Tem
poemas
traduzidos e publicados em espanhol, francês, inglês, italiano e sueco.
Verbete:
Enciclopédia de Literatura Brasileira
(Prof. Afrânio
Coutinho e Prof. J. Galante de Sousa, 1a. ed. 1990; 2a.
ed. 2001);
Dicionário Biobibliográfico de Escritores Brasileiros Contemporâneos
(Prof. Adrião J. Neto, 1998 e 1999).
Recebeu o
Prêmio Nacional
Dom Quixote 2001,
outorgado pelo
tablóide de cultura
“O Capital – Jornal de Resistência ao Ordinário”,
por seu trabalho
em prol do intercâmbio literário Brasil-Portugal.
Em 2005, Jean-Paul Mestas organizou e traduziu ao
Francês um volume em torno de seu poema longo “O Acampamento” (“Le
Campement”), para Les Presses Littéraires, em edição bilíngüe
(Francês/Português) lançada na França. O mesmo poema já foi traduzido
para o Espanhol pelo escritor uruguaio Federico Nogara e publicado na
revista “Malabia” nº 9 (Barcelona/Buenos Aires, janeiro 2005), bem como
para o Italiano pelo escritor siciliano Marco Scalabrino e publicado na
revista italiana “Il Convivio” (abril-junho 2005).