No dia 8 de março comemoramos o
Dia Internacional da Mulher. A mídia escrita e falada enaltece a mulher e a
homenageia de diversas formas. Será que já refletimos sobre a responsabilidade
da mulher no contexto social?
Temos conquistado espaço na sociedade, nas fábricas, nos escritórios das
grandes empresas, sempre lutando por melhores condições de vida e assim,
galgamos empregos outrora só destinados aos homens, mas muita coisa ainda
precisamos conquistar nessa batalha diária em busca do lugar ao sol.
Para chegarmos vitoriosas a essa jornada, precisamos nos preparar muito bem.
Necessitamos realmente saber o que desejamos. Qual a nossa meta? – Quando a
mulher fala em direitos iguais para ambos os sexos, não quer dizer que saia
por aí a paquerar os homens que encontre, tornando-se uma caçadora em
contrapartida aos chamados do sexo forte, os machões.
Devemos reconhecer que o homem desde pequenino é condicionado a ser bígamo, a
ter muitas garotas na adolescência para se afirmar como homem e, mesmo assim,
muitos deles chegam aos sessenta sem conseguir, sonhando com garotas que
podiam ser suas netas.
A mulher tem uma educação diferente. Desde pequenina já semeamos no seu
coração o sentimento de amor pelos filhos, o cuidado pela casa, as
responsabilidades do lar, quando a presenteamos com bonecas, casinha,
panelinhas e fogão.
Queremos, quando lutamos por direitos iguais, conseguir salários dignos,
equiparados aos dos homens. Todas sabemos que numa mesma função, o homem ganha
mais do que a mulher. Isso é inadmissível. Desejamos a ocupação de cargos
importantes dentro das empresas se a mulher tem real capacidade para
assumi-los.
A mulher, além de responsável pelo lar deve participar da vida ativa do país e
do mundo. É figura atuante se levarmos em conta o número de mulheres que
deixam seus lares em busca do trabalho. Não podemos aceitar o adjetivo
“frágil” para alguém incansável, enfrentando todos os dias o sufoco da
condução, permanecendo oito horas ou mais dentro do escritório ou da fábrica,
correndo de volta para casa para passar em revista o uniforme dos filhos para
a escola, o dever de casa e, algumas delas, deixar preparado o almoço para o
outro dia. Depois de tudo isto, ainda estar disposta para o maridinho que nem
sempre a compreende quando diz um pouco sem jeito: estou cansada!
Neste dia, não poderia deixar de dizer às amigas mulheres que nada
conseguiremos se não formos unidas. E assim me expresso porque há uma triste
verdade a ser dita, precisamos meditar sobre ela: o maior inimigo da mulher é
a própria mulher. Não se espante, é muito fácil explicar às leitoras: - não
perdoamos a vizinha ou a nossa colega de trabalho se ela tenta mudar sua vida,
tenta o direito de se encontrar, de ser feliz. Somos as primeiras a deturpar o
fato, tornando-o maior, só para denegrir a imagem da outra que, não agüentando
mais a violência doméstica, seja física ou moral, tem a coragem de procurar
seus direitos e deixar o companheiro, seu torturador. Ao invés de apoiar a
colega, estender a mão em solidariedade, não perdemos a chance de levar aos
quatro ventos de forma maldosa o ocorrido. Já os homens, não. Ajudam-se
reciprocamente, encobertam os chifres que recebemos, emprestam seus
apartamentos para os amigos pularem a cerca e, quando chegam em nossas casas,
sem o menor remorso, nos dão beijinhos, fazem a maior festa.
Outro item importante é a competição no trabalho. Devemos encarar com
seriedade o convívio dentro do ambiente de trabalho. No mundo atual, a
competição está sempre presente. Faz parte da vida. Podemos competir de forma
honesta, com nosso trabalho árduo e responsável, com dedicação pela qual
conduzimos nossas tarefas, mas nunca escondendo informações necessárias ao bom
desempenho da colega, usando meios ilícitos e de fofocas até, para eliminar
aquela que você, na sua mente doentia, encaixou como uma terrível adversária,
substituta do seu lugar.
Só a união faz a força, o admirável seria que todas nós mulheres, nas mais
diversas profissões, fôssemos unidas, tivéssemos a sensibilidade de ajudar-se
mutuamente, fazendo a equipe funcionar como se fosse uma corrente e cada uma
de nós um elo dessa corrente tão bem soldado que nada o faria desprender dos
demais.
Vamos nos orgulhar de todas as conquistas , continuar lutando para outras
alcançarmos e despertar dentro de nós a amizade, o querer bem e a união para
formarmos um todo admirado e respeitado. PARABÉNS MULHER BRASILEIRA!!!!
(25 de março/2006)
CooJornal
no 469