17/11/2007
Ano 11 - Número 555

ARQUIVO
ARLETE REIS

 
Arlete Moreira Reis



Para quê fazer poesias?

 

Às vezes perco o sono. Hoje é um desses dias. Não sei se estou ansiosa pela viagem que farei a Friburgo, ou se é um sinal de que alguma coisa não está indo bem com a saúde.
Então, vou direto para a cozinha preparar um chá de erva-doce e depois sentar-me em frente ao computador para escrever mais uma poesia.

Pela manhã o marido me pergunta: – A que horas você acordou? Digo-lhe que fiquei sem sono e resolvi escrever poesias. Ele me olha, balança a cabeça e diz: - para quê fazer poesias, isso não lhe dá nenhum retorno e no mundo de hoje poucos estão interessados nelas.

Ah, meu querido, fazer poesias é maravilhoso. Colocar no papel os sentimentos que nos vem na alma é divino. Se todos pudessem fazer poesias a humanidade estaria mais fraterna. Não haveria tanta agressividade entre as pessoas e a vida passaria mais prazerosa para a maioria.

Fazer e dizer poesia é uma forma de exteriorizar o que sentimos, é dar o grito poético alertando aos demais para tudo que nos angustia, entristece, que nos aborrece e preocupa. É também levar aos quatro ventos a alegria que sentimos por determinado acontecimento, o amor que sentimos pelo nosso consorte, pela natureza, pelos filhos, pelos netos, pelos amigos, levando sempre ao leitor o nosso recado, semeando a amizade, o querer bem, o respeito, a concórdia e o alerta para muitos desrespeitos. É para isso que é feita a poesia.

Fazer poesia é libertar sentimentos, voar com eles nas nuvens, sobrevoar lembranças, paixões, saudade, tristezas, alegrias e aterrizar no coração trazendo na bagagem a esperança de viver com a humanidade dias melhores neste planeta.


(17 de novembro/2007)
CooJornal no 555


Arlete Moreira dos Reis
advogada, escritora e poetisa 
arletemr@ig.com.br
 

http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-020.htm