Artur
da Távola
UMA LIÇÃO DE POLÍTICA |
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Do meio desse
aluvião de escândalos que assola o país, levo-lhes um ângulo de análise da
questão, com o qual concordo, no geral, embora no caso brasileiro o
momento seja de uma necessária varredura na hipocrisia do processo
eleitoral, que deveria ser simplificado assim:
No horário do TRE
apareceria apenas o candidato em fundo neutro e falaria de suas idéias à
nação. Chato? Pode ser. Mas é verdadeiro e os custos das campanhas cairiam
de modo impressionante. É esse “marketing eleitoral televisual alucinado,
que custa caríssimo sobretudo nas gravações para rádio e televisão e é a
mania de não sujar a cidade com papéis fáceis de remover o que induz a
enormes e milionários cartazes e out doors e agora empenas de edifícios,
muito, mas muito além do preço possível a um candidato normal. Por isso os
candidatos muito ricos, os que roubam, roubaram ou roubarão, levam enorme
vantagem diante dos candidatos com idéias. Reparem que os políticos de
idéias estão aos poucos (ou aos muitos) desaparecendo da política
brasileira.
Dito isto vamos ao
texto de Krishnamurti que é muito verdadeiro e se aproxima da essência do
pensamento Cristão; É a melhora interna de cada ser humano o que
modificará o mundo na direção do Bem Comum. Mas como isso é difícil! Diz
Krishnamurti
“Nem o exemplo
pessoal, nem a atividade política baseada em determinado sistema ou
autoridade, salvarão o mundo. Isso já se experimentou mil vezes. Põe o
homem a sua fé num sistema, num partido, num chefe, e todos falham,
invariavelmente, como sempre aconteceu. E volta-se à exploração do homem,
sob forma diferente. Se é o Estado que explora o homem ou se é o próprio
homem que explora o semelhante, tudo vem dar no mesmo. O problema não pode
ser resolvido pelo Estado, nem pelos exemplos. É necessária, pois, uma
revolução criadora, no pensar, e isso é extremamente difícil. E por ser
difícil apelamos para o outro, apelamos para o exemplo, para o chefe... Só
haverá revolução no pensar, quando o homem estiver livre do
condicionamento existente nas múltiplas camadas da consciência; o
libertar-se desse condicionamento, é pensar revolucionariamente. “
Krishnamurti - Uma Nova Maneira de Viver –
ICK
E por hoje é só. Já
dei meu recado. Aliás, o do Krishnamurti.
(23 de julho/2005)
CooJornal
no 434