07/03/2009
Ano 12 - Número 622

ARQUIVO
FÁTIMA DE LAGUNA






Fátima de Laguna
em Expressão Poética

 

Maria de Fátima Barreto Michels



Estejamos atentas!


 

É necessário que redobremos a vigilância, que nos mantenhamos muito atentas.

Acredito que depende muito de nós mulheres a possibilidade de diminuição dos crimes de abuso sexual contra as crianças.

Venho observando nestes últimos meses, através das notícias, o modo como estão ocorrendo e aumentando os crimes de violência sexual contra as crianças.

É importante lembrar que tantos os meninos quanto as meninas tem sido essas vítimas, e em quase cem por cento dos casos o agressor é do sexo masculino.

Houve um tempo em que eu rejeitava as páginas policiais dos jornais, mas mesmo sem prestar atenção, acabava ouvindo a TV noticiando os casos mais incríveis de violência contra crianças.

Qualquer pessoa com um pouco de discernimento, sabe que alguém capaz de causar sofrimento a uma criança, é um sujeito nocivo à sociedade.

Há adultos que submetem crianças, da própria família, para satisfazer sua libido pessoal.

Hoje se molesta, se maltrata e se comete crimes contra a criança, dentro dos lares, de igrejas, arrastando-as para fora de pátios de escolas, em casas de pessoas vizinhas, ou conhecidas, que pareciam de confiança.

E é preciso que compreendamos que não se prejudica uma criança apenas quando há a ocorrência do sofrimento físico. A criança é um ser em formação, em constante aprendizado ela precisa de certezas, da nossa proteção, do ensinamento, ela precisa ser orientada para uma vida adulta feliz, de realizações.

Jamais poderá ser tapeada, na sua ingenuidade, ser lograda, trapaceada, e perder a confiança que deposita nos adultos. O poder no sentido mais amplo da palavra precisa ser repartido na sociedade, e uma forma de exercício do poder feminino é garantir vida digna para os pequeninos, sejam eles nossos parentes, alunos, pacientes, filhos ou não.

Mães, professoras, babás, jornalistas, juízas, delegadas, todas nós neste dia internacional da mulher precisamos pensar nas melhores formas de garantir a segurança desses seres indefesos que precisam de nós. O que será do futuro dos nossos meninos, e das nossas meninas? Que tipo de adultos serão eles? Que tipo de cidadãos nós somos?

Que cidadãos estão sendo formados por nós? Podemos estar certos: o tão sonhado exercício da cidadania, da democracia, passa pela dignidade e o auto-respeito, que nós adultos, ajudamos a criança a construir em si.

O pai, o homem de verdade, orienta e deseja ver seus filhos equilibrados. Felizmente a maioria dos homens ainda são pessoas do bem, são homens com responsabilidade e compromisso.

Mesmo assim nós mulheres, precisamos estar cada vez mais cautelosas e observar o trajeto que fazem nossas crianças, por onde circulam fora do lar, e como vivem dentro do próprio lar. Precisamos ir aos locais que elas freqüentam quando estão brincando, quando saem de casa, etc. Observemos os adultos que vivem onde elas brincam, passeiam, dormem. Há relatos na imprensa, das mais incríveis maneiras que os desajustados encontram para cometer seus crimes.

Precisamos observar e cuidar. Prevenir depende muito do esclarecimento que nós mulheres podemos buscar junto a professoras, enfermeiras, psicólogas, pediatras, assistentes sociais, enfim, todas as pessoas que de fato sabem educar e respeitar nossas crianças. Defendamos nossos meninos e meninas dos comportamentos doentios, dessa gente sem noção de dignidade humana.

Sexo é saúde, quando realizado entre pessoas adultas que se respeitam. O envolvimento sexual do adulto com crianças é crime, e nenhuma mulher deve concordar com isto!

Procuremos socorro, busquemos ajuda e caminhos em benefício de uma infância feliz.


(07 de março/2009)
CooJornal no 622


Maria de Fátima Barreto Michels,
escritora e fotógrafa
Laguna, SC
fbarreto@bizz.com.br
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/fatima_laguna.htm
 
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