
04/08/2007
Ano 11 -
Número 540

ARQUIVO
GERALDO BATISTA |
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Geraldo Batista
Governo eficiente...
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O correspondente do jornal britânico Financial Times no Brasil, Jonathan
Wheatley terminou seu artigo sobre o acidente envolvendo o avião da TAM,
afirmando: "A extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil
nunca esteve tão clara."
Meus contados leitores, isso é uma afirmação da mais alta gravidade. No
tempo da ditadura, se alguém dissesse isso seria preso e torturado. Se
fosse estrangeiro, seria deportado imediatamente. No Brasil atual, isso
é uma verdade tão transparente que o governo não teve nem coragem de
comentar. Se dissesse alguma coisa seria pior, chamaria a atenção de
muito mais pessoas, inclusive de quem não tenha lido a primeira versão.
Acredito que o cidadão consciente deve meditar um pouco sobre o assunto.
A eficiência do governo brasileiro para enfrentar e resolver a crise da
aviação no Brasil é lastimável. Mesmo quem nunca teve medo de viajar de
avião, como eu, está se borrando, só em pensar em entrar num avião no
Brasil. Se decolar passou a ser uma tarefa muito difícil, pousar é uma
questão de sorte. Os responsáveis pelo tráfego e pelo controle do espaço
aéreo brasileiro estão brincando com a verdade. Quando os controladores
de vôo dizem que faltam equipamentos e melhores condições para
trabalhar, as autoridades dos diversos órgãos responsáveis pela nossa
aviação preferem desmentir, mesmo sabendo que há muita coisa escondida
debaixo do tapete dos gabinetes governamentais.
No meu modesto e ignorante entender, o caos aéreo começou quando o
governo querendo criar mais cargos para abrigar seus correligionários,
todos ávidos por uma teta para mamar, inventou uma tal de ANAC, cuja
finalidade é abrigar uma cambada de incompetentes e ao mesmo tempo
espertos diretores que fazem de tudo para se dar bem. Os seus diretores,
Denise Abreu, Leur Lomanto e Josef Barat são a prova de que não estou
dizendo nenhuma asneira. Esse trio é craque em fazer trapalhadas se
valendo do cargo que ocupam. A ANAC não faz nada pelos desamparados
passageiros e eles não estão nem aí... Como disse muito bem Diego
Escosteguy na revista Veja: “Nem os cadáveres de Congonhas parecem ter
ensinado algo à Anac.”
No último domingo, encontrei em um restaurante de Natal com o comandante
Graco Magalhães, há muito aposentado. Perguntei a ele o que achava desse
furdunço de nossa aviação. Ele respondeu: “Professor, isso tudo me faz
corar de vergonha, é uma prova inequívoca da incompetência do governo
petista. Quando apenas a Aeronáutica mandava na aviação no Brasil, a
coisa funcionava direitinho. O professor que já voou tantas vezes pode
fazer a comparação entre o ontem e o hoje.”
A única medida tomada pelo presidente Lula foi a troca de Waldir Pires
por Nelson Jobim no Ministério da Defesa. Espera todo o povo brasileiro
que o novo ministro se comporte bem melhor do que quando ocupou a
presidência do Supremo Tribunal Federal, quando agia sempre como
político e não como magistrado. Todo mundo sabe que o grande sonho de
Nelson Jobim é ser candidato à presidência da república para substituir
Lula. E ele é capaz de fazer qualquer negócio para chegar lá. Seria até
um bom se ele resolvesse acabar com a baderna que se instalou na
INFRAERO e na ANAC, mesmo que fosse para servir de escalada para sua
candidatura. De uma coisa eu estou certo e garanto, que ele não conte
com meu voto.
P.S. Agora que os jogos pan-americanos terminaram, (e me deram boas
alegrias) será que o congresso vai ter coragem de afastar Renan
Calheiros da presidência do Senado e puni-lo como ele merece ou vai mais
uma vez passar a mão pela sua cabeça como se nada tivesse acontecido?
(04 de agosto/2007)
CooJornal
no 540
Geraldo Batista
bacharel e licenciado em História, professor e escritor
Natal, RN
geraldo@concursos-rn.com.br
geraldo@talento-rn.com.br
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