
08/09/2007
Ano 11 -
Número 545

ARQUIVO
GERALDO BATISTA |
|
Geraldo Batista
"Lembranças"? Só se for de um menino "buchudo" do Acari!
|
 |
Quero pedir licença a meus leitores para publicar um artigo publicado em o Jornal de Hoje, do dia 06/9/2007 sobre o moleque que escreve neste espaço. Assim, vocês vão me conhecer melhor.
"Lembranças"? Só se for de um menino "buchudo" do Acari!
Existem pessoas que entram na nossa vida e não identificamos, de imediato o porquê, embora tenhamos noção da importância, que é explicável até pela lógica. Algumas descobrimos rapidamente e outras, menos transparentes, podemos levar anos... Eu, na minha ansiedade, prefiro classificar tal "fenômeno", como obra da afinidade, mesmo que quando os gostos são diversos, as idades não correspondentes, as áreas de trabalho são opostas, as origens inversamente disformes e até que poucas sejam, as oportunidades para encontros, onde se possa falar sobre coisas sérias ou "jogar conversa fora". E é neste rol, que enquadro Geraldo Batista de Araújo, ou melhor, Geraldo da Comperve". Pois bem, conheci a figura quando ele, o "mandachuva" daquela Comissão Permanente da UFRN e Fábio Lisboa (por eleição, ainda hoje, meu cunhado!) trabalhavam na realização do vestibular! Stress sem tamanho, em razão de termos apenas a Federal e cuja reprovação redundava em mudar de cidade ou enfiar a cara nos estudos a espera do outro ano, sonhando com aquela música de Martinho da Vila: Felicidade, passei no vestibular...
Universitária, consegui ser fiscal e fazer parte do staff de Geraldo, cujas características me chamaram atenção: primeiro, a eletricidade que se traduzia em fala, gestos, gritos, findando numa enorme gargalhada, sem pormenorizar com exatidão, o seu real estado de espírito; o segundo, foi que mesmo comandando um "time" antigo, ele estava em todas as reuniões, prévia e independente da coincidência de dia e hora e quando pensávamos que não haveria "puxão de orelha", lá aparecia o dito cujo, enfatizando para sermos diligentes, abortarmos possibilidades de "cola", num discurso que metia medo! Pois bem: Terminada a reunião, lá estava ele rindo a valer, o que não afastava o cuidado e a ciência da responsabilidade que pesava sobre seus ombros, a ponto, inclusive, caso precisasse, tomar para si, o que delegou a outrem e não tinha sido resolvido a contento. Espécie em extinção nos dias atuais...
O tempo passou e após participar de um concurso público, correu o boato que o resultado sairia antes do anunciado e meu marido, à época, telefonou para empresa que o promoveu e o marido de Selma, em pessoa, atendeu a ligação. Rápido e em alto brado disse minha nota e classificação. Bastaram tais características, para que tivesse a sua identidade revelada, redundando na seguinte pergunta: "o que danado você, Geraldo Batista, tá fazendo aí?". Uma boa gargalhada e a resposta: "É o Galego (Fábio) ou o irmão? Rapaz, essa firmazinha quem toca sou eu..." Em tempo: "Firmazinha", diga-se de passagem, que realizou um concurso transparente e sem transtornos.Posteriormente, fui aos lançamentos dos livros, cuja papeleta ostentava apenas o meu prenome, privando-o de adivinhar que eu era fã do "Geraldo da Comperve", tinha sido aprovada num concurso promovido pela Talento e lia suas crônicas, em qualquer que fosse o "pedaço de papel", sentindo-me orgulhosa por vê-lo dizer "o que, como e quando"queria, daí, parte da sua credibilidade; aliás, os textos dão impressão que o leitor é personagem, tornando-o assim, mestre no ato de escrever, o que desconfio que ele não se dá conta disto e do quanto é importante e admirado como profissional, como pessoa, seguindo num permanente ajuste da humildade ao convencimento, da amabilidade à rudeza, da franqueza à adulação. Melhor? Não poderia!
No lançamento de "Lembranças", seu último livro, não pude constatar, conforme anúncio de Woden Madruga que, além deste, seriam degustados e servidos bacalhau e vinho, hábitos adquiridos nas andanças por Portugal e no Donde Augusto, em Santiago do Chile, juntamente com Selma; todavia, meus filhos arrebataram o autógrafo de Geraldo, mesmo faltando chão, missão esta, recebida sem reclamos, pelo fato de saberem que a mãe, o pai e o tio são fãs do "Menino do Acari" que faz qualquer um morrer de rir e pelo qual, já começam a se interessar... Friso que o autor não os percebeu, o que foi um mero detalhe, pois dessa vez, credito a culpa às peripécias de Baco, que esteve bem representado... O lançamento não teve champagne, mas cabe, ainda, um tim-tim!
Autor: Cristina Wanderley Fernandes
Procuradora do Município de Natal ( cristinawanderleyfernandes@bol.com.br)
(08 de setembro/2007)
CooJornal
no 545
Geraldo Batista
bacharel e licenciado em História, professor e escritor
Natal, RN
geraldo@concursos-rn.com.br
geraldo@talento-rn.com.br
|
|