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Geraldo Batista
Zé das Cuias e seu CC
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Pronto seu moço, acabei de
solicitar meu CC. O que você acha?
Zé, pelo amor de Deus, me explique o que danado é CC.
Homem de Deus, CC é simplesmente Cartão Corporativo. Ora, se quase doze
mil felizardos usam e abusam do CC, eu, na qualidade de filho de Deus,
também tenho direito de requerer o meu. Você sabe que quando os
espertalhões do PT sacam dinheiro vivo, gastam com o que bem entendem e
não pagam nenhum centavo de imposto de renda. Enquanto nós os
contribuintes pagamos sobre cada centavo recebido. Lula comprou, em dos
seus passeios ao exterior, uma jóia para sua galega, como ele chama dona
Marise, pela bagatela de cerca de dezoito mil reais. Até sua filha que
mora no Sul do Brasil tem direito a usar o CC. Boris Casói está fazendo
falta para dizer: “Isso é uma vergonha.”
Uma revista de circulação nacional, que você sabe qual é, vem
denunciando todas as semanas os escândalos do uso indevido do CC e
nenhuma providência é tomada por quem de direito. O ministro Marco
Aurélio Mello declarou que não há na Constituição Federal nenhum
preceito que garanta o sigilo dos gastos da Presidência da República.
Nessas alturas, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff inventa de dizer que os
gastos da Presidência têm de continuar sigilosos. Ou seja, neste país o
primeiro mandatário pode meter a mão no erário e continua protegido por
um sigilo vergonhoso.
Uma coisa eu garanto, seu moço, esta história muito mal contada. Se o
presidente não deve revelar suas gastanças no CC, por uma questão de
segurança, eu vou me dar o direito de não declarar minha renda alegando
segurança pessoal. Afinal de contas o governo se julga com o direito de
vasculhar minha vida privada, enquanto os seus atos públicos podem ficar
escondidos. Isto não me cheira nada bem.
Você quer saber mais, seu moço? Enquanto Lula concedeu um aumento de
0,01% ao funcionário publico, aumentou em 2000% as despesas como os
Cartões Corporativos. Na minha matemática, o nome disso é pura
sacanagem.
Quem danado é Clever Pereira Fialho e qual a importância deste indivíduo
para o desenvolvimento do país para ter o direito de sacar dois milhões
e quatrocentos mil reais do erário sem dar satisfação a ninguém?
Deram as contas da ministra de uma pasta inútil, Matilde Ribeiro, que
gastou apenas um troco comparado aos milhões do senhor Fialho. Teve até
um ministro que comprou tapioca com O CC. Se este ministro fosse meu
filho, eu o chamaria de imbecil.
Em sendo assim, seu moço, eu quero meu CC, para que se cumpra a máxima
de Stanlislaw Ponte Preta: “Ou restaura-se a moralidade ou
locupletemo-nos todos.”
(23 de fevereiro/2008)
CooJornal
no 569