|
Geraldo Batista
Estou de luto...
|
 |
Hoje muito
cedo, recebi a notícia do falecimento de um gigante chamado Jefferson
Peres.
Este cidadão registrado como José Jefferson Carpinteiro Peres, nascido
no dia 18 de março de 1932, em Manaus. Formou-se em Direito pela
Universidade Federal do Amazonas e em Administração pela Fundação
Getúlio Vargas. Antes de se tornar político, lecionou na área de
economia, na Universidade Federal do Amazonas.
Na década de 50, participou da campanha “O Petróleo é Nosso” e, em 1988,
foi eleito vereador em Manaus, seu primeiro cargo público, sendo
reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua
cadeira no Senado.
Foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na
chapa do também senador pedetista Cristovam Buarque, do Distrito
Federal.
Jefferson Peres destacou-se por seu trabalho em prol da moralização da
política. Quando ele ocupava a tribuna do Senado, os alicerces do
palácio da Alvorada estremeciam.
Ele foi o menor Senador da República dos tempos atuais, aliás não sei se
patrasmente, como diria Odorico Paraguassu, existiu outro tão pequeno
quanto ele. Seu corpo media cerca de um metro e sessenta, ou menos. Era
pixototinho, como se diz em Acari, minha terra. Mas tenho certeza que
não houve nenhum outro de uma grandeza moral, cívica, transparente e
ética quanto ele. Eu sentia uma grande inveja dos amazonenses de não
poder votar nele para Senador.
Desiludido com a corrupção no governo Lula, anunciou o seu afastamento
da vida política em 2011, ao término do seu mandato como senador do
estado do Amazonas, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), que
infelizmente não pode completar devido ao seu falecimento em 23/05/2008.
Por sua causa, adquiri o hábito de assistir a TV Senado. Seus
pronunciamentos eram lúcidos, coerentes e tinham a força de um tufão
quando denunciavam as maracutais do governo do PT. Nem a senadora Ideli
Salvati, porta voz do PT no Senado e louvaminheira-mór do presidente
Lula, tinha coragem de lhe desmentir. Sua fala era cortante como uma
cimitarra e tinha o poder de destruição de uma bomba de hidrogênio.
O leitor pode se perguntar de onde este pequeno homem tirava tanta força
para usar na tribuna do Senado. A resposta só pode ser uma: De sua
retidão, de sua honradez, de sua moralidade, de sua ética. Dizer que
Jefferson Peres é insubstituível é muito pouco. É por esta razão que
digo aos meus contados leitores, estou t riste, estou de luto juntamente
com a pátria brasileira que perde um dos filhos mais queridos pelos que
sabem distinguir o joio do trigo.
(24 de maio/2008)
CooJornal
no 582