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Geraldo Batista
Chega de intermediário
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Logo que li a
manchete em dos jornais que assino: “Ficha suja não impedirá
candidatura” fiquei indignado. A decência neste país foi mais uma
vez derrotada. É lamentável que apenas os ministros Carlos Ayres Britto,
Joaquim Barbosa e Felix Fischer tenham tentado punir os políticos
corruptos. A Pátria ferida, vendo o crime superar a honradez, presta uma
homenagem a esses três ministros que tentaram salvar o barco antes que
afunde.
No dia
13, uma sexta-feira, a Polícia Federal prendeu 12 pessoas em Natal,
acusados de corrupção. Entre os presos um casal, ela, candidata à
vereadora e ele, candidato a prefeito. Diante da decisão do TSE, eles
poderão continuar como candidatos para fazer falcatruas durante o
mandato. Viva o país da impunidade. Salvem os que respondem a processos
de improbidade administrativa, estelionato, desvio de dinheiro público,
falsidade ideológica, peculato, apropriação indébita e os demais crimes
contra a administração pública. Continuarão também impunes os
compradores de votos. Neste momento, Stanislaw Ponte Preta repetiria o
seu refrão: “Ou restaura-se a
moralidade ou locupletemo-nos todos.”
Resolvi tomar uma
medida radical. Vou lançar a candidatura de Fernandinho Beiramar para
presidente da República. Já tenho pronto o slogan da campanha: “Chega de
intermediário, vote no bandido!”
Ninguém poderá acusar
o meu candidato de não ser organizado. Bandido que se presa é mais
organizado que o partido comunista. Fernandinho é tão organizado que de
dentro de uma cela de segurança máxima consegue comandar o seu bando que
continua atuando como se nada tivesse acontecido ao chefe.
No Rio Grande do
Norte, o Presidente do TRE/RN estava fazendo uma campanha junto aos
juízes regionais eleitorais para evitar que os corruptos se
candidatassem. Infelizmente, o Desembargador Cláudio Santos ficou de
mãos atadas.
Só nos reta pedir a
Deus que os leitores façam o serviço que o TSE não fez.
(21 de junho/2008)
CooJornal
no 586