26/09/2009
Ano 12 - Número 651


ARQUIVO
GERALDO BATISTA

 

 

Geraldo Batista




Chega de violência

Esse é o grito que todos nós queremos soltar. Não sei se as autoridades vão escutar. Os nossos atuais governantes só pensam naquilo... a reeleição. A governadora do Rio Grande do Norte desde que assumiu o segundo mandato gasta milhões em propaganda, para o eleitor escutar 24 horas por dia, nas rádios e nas TVs, sua chatíssima publicidade: “Isso é trabalho, Isso é trabalho, Isso é trabalho” Trabalho ordinário de péssima qualidade, pois o nosso Estado tem a pior educação do Nordeste, uma saúde sucateada e uma segurança inexistente, com delegacias imundas, inseguras e, agora, interditadas pela justiça. Há alguns dias, o deputado estadual Gustavo Carvalho declarou que: “Desde que me elegi deputado que venho trabalhando para me reeleger.” Faltou acrescentar: “É só isso o que eu faço como todos os demais”. Um Estado que tem meia dúzia de políticos da oposição preocupados com o povo não pode esperar nada dos seus governantes.

A manchete de capa de O Jornal de Hoje do dia 21 de setembro estampava: “Duas crianças e duas adolescentes são estupradas em Natal no fim de semana” isto seria estarrecedor se fosse novidade em nossa cidade. Infelizmente, já virou rotina. Frequentemente, as vítimas são estupradas e mortas, em seguida. Uma delas ainda foi esquartejada e teve as partes do corpo jogadas em lugares diferentes.

Até parece que meu espaço virou página policial dessas de se espremer e sair sangue. Peço desculpas aos meus contados leitores, mas desejo apenas fazer um desabafo e um alerta. Enquanto os governos federal e estadual fazem propaganda, nossas crianças estão sendo mortas de corpo e alma. Isso mesmo, uma criança estuprada tem sua alma morta, pois é ferida no que há de mais sagrado no seu corpinho. Os animais não estupram suas fêmeas, por isso eu afirmo: O estuprador não é um animal, é um monstro sem qualificação e, por isso, não merece viver. Aos que são contra a pena de morte para esse tipo crime eu pergunto: Se fosse uma filha, uma neta ou a esposa, vocês desejariam uma pena suave para o criminoso?

Levei minha preocupação para a última reunião do nosso Clube de Rotary. Pedi a opinião a um dos companheiros que já foi delegado de polícia e secretário de segurança de um estado vizinho. Ele foi “curto e grosso” mesmo sendo um cidadão muito amável e um intelectual de verdade. “Enquanto deixarem vivos esses monstros, nossas mulheres de todas as idades estarão correndo risco todas as vezes que saírem desacompanhadas.” O mais grave é que mesmo acompanhadas não estão seguras. Aconteceu, em Natal, que um pai acompanhado de duas filhas foi assaltado, levaram seu carro e suas duas filhas, ambas foram molestadas violentamente. Felizmente, os dois monstros “fugiram” da cadeia e desaparecerem para sempre. No inferno, eles não devem molestar mais ninguém.




(26 de setembro/2009)
CooJornal no 651
 


Geraldo Batista
bacharel e licenciado em História, professor e escritor
Natal, RN
geraldobatistaaraujo@gmail.com

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