Por centenas de milhões de anos mudamos e nos adaptamos às
mudanças e necessidades para sobreviver na terra. Nadávamos na água
salgada e por isto nossas lágrimas ainda estão salgadas. Nossa parte
inferior da boca se movimenta como a de um peixe. Saímos da água e nos
movimentamos perto do chão, não muito confortável. Subimos em árvores,
comemos frutas com as mãos e pulamos de galho para galho.
Mas o clima mudou e seguiram-se milhões de anos de seca, o que nos forçou
a descer da árvore e usar mãos ao invés das pernas.
Milhões de anos de frio, de umidade, de calor e muita luz até criarmos
sobrancelhas para proteger nossos olhos que estavam acostumados com a
escuridão.
Cada mudança aumentou nosso cérebro e começamos a pensar sobre o que
estava acontecendo...
Durante todos estes trezentos milhões de anos nenhuma outra criatura era
consciente da sua descendência, de um peixe com um pulmão simples e bolhas
no cérebro até o ser pensando sobre sua existência e passado. E fácil
fazer uma omelete, mas é muito difícil fazer de uma omelete um ovo. É isto
que estamos fazendo, nós estamos invertendo a história com nosso cérebro.
Somos os primeiros seres a pensar sobre nosso passado e planejar o futuro.
Somos os primeiros a nos adaptar às mudanças na terra usando o cérebro e
não por eliminação. Somos os únicos que sabemos que nossa viagem tem um
fim. Passeando na floresta somos os primeiros a não esperar os pássaros
nos trazerem frutas e amendoim das árvores, mas sim, levamos comida para
eles. Da nossa vontade de sobreviver adquirimos a capacidade de ajudar
outros a sobreviver. Agora, pela primeira vez, temos um software no
cérebro ao invés do hardware da genética. Nadamos melhor do que o peixe,
voamos mais rápido do que o pássaro, olhamos da lua para cima para ver a
terra e... sabemos sorrir.
Beleza, é verdade, mas VER a beleza é privilégio nosso.
Oferecemos flores, os outros oferecem um pedaço de um cadáver. Somos os
únicos a saber que os outros são como nós, os únicos que sabemos que
alcançamos este status através de incertezas. Sabedoria é a chave! Somos a
única criatura que sabe que o universo é feito de hidrogênio e tudo o que
existe ao nosso redor foi feito por esta partícula primordial, por
transformação do gás intergalaxial sem cor, sem gosto, sem cheiro, que
apareceu em pares de opostos próton e elétron, mais contra menos,
eletricidade contra gravidade, espaço contra tempo. Mas não somos o final
da evolução! Falta ainda muito tempo, nosso sol está somente na metade da
idade dele até engolir tudo e implodir e espalhar seu conteúdo para o
espaço, para criar outros sóis e outros planetas.
Eu estava pensando quais são as possibilidades de mudar o rumo da nossa
civilização completamente:
Mudança no ciclo dos manchas solares que é de 11 anos. Este ano houve
explosões fora do ciclo que influenciou as radiocomunicações e quem sabe o
clima na terra também.
Uma explosão de uma supernova perto de nós que, certamente, acabaria com a
vida na terra. Quem sabe se não aconteceu no passado? Cada estrela morre
um dia, entre as bilhões de estrelas na nossa galáxia já pode ter
acontecido.
Um impacto de um cometa ou um NEO (near earth object) e muitas outras
causas, mas não acredito que será o uso de automóveis.
Muito se fala em aquecimento global e destruição da Terra.
Não estamos supervalorizando nossos poderes? O presidente Bush não
assinando o tratado de Kyoto pode mudar o mundo? Com certeza não, pois já
sobrevivemos ao frio, calor, seca, o dilúvio, e vamos também sobreviver
aos gases dos automóveis.
If
forever is until the sun swallows the earth, there is not much diference
between my little moment and forever
In an ancient universe that knows no end farther than the night can see
A hundred exploded stars are coursing through my blood and yours my
brother;
The silver haze across the night is a billon suns and one among the haze
is ours. One belongs to you and me.
(Joannie Jackson)
Tradução
Se “para sempre” é até o sol engolir a terra, não tem muita
diferença entre meu pequeno momento e para sempre.
Num universo antigo que não conhece fim mais longe do que a noite revela
Centenas de
estrelas que explodiram correm através do meu sangue e do meu irmão;
A nuvem prateada através da noite é um bilhão de sóis e um
entre as nuvens é nosso.
Um deles pertence a você e a mim.
(24 de março/2007)
CooJornal
no 521