Ano 21 - Semana 1.089






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LIVROS 



 

 



16 de agosto, 2018

arrastão de textos





J.C.K.T.

A partir do título da obra, o autor pretende fazer uma paródia quanto ao vocábulo 'arrastão' no Brasil deste início do século XXI, compilando textos seus esporádicos já publicados, bem como memórias, entrevistas, historietas ou sonhos ainda por revelar. Neste Arrastão reuniu também textos de seus livros ou artigos inéditos, bem como textos e citações de críticos e de outros escritores sobre obras do autor publicadas em diversos meios impressos e eletrônicos, inclusive e-mails particulares.

Paródia essa levando em conta que, nos nossos dias, 'arrastão' enfatiza popularmente o vil e amargo roubo coletivo urbano, enfileirado, nas ruas, avenidas, rodovias, praias, túneis, praças, bares, restaurantes, condomínios residenciais, aeroportos, e por aí afora... Aliás, significante e significado incompatíveis com a doçura da canção "Arrastão" nos meados do século XX, musicada por Edu Lobo e com letra de Vinicius de Moraes (1913-1980) na voz inconfundivel de Elis Regina (1945-1982).

Assim, nestas páginas, o leitor encontrará um pouco de tudo ligado à atual conotação do vocábulo "arrastão" não sendo exagero a comparação do autor sobre a visão profética do Padre Antônio Vieira, em 1655, no chamado Sermao do Bom Ladrão, perante a corte real portuguesa de D. Joao IV, presentes também os mais altos dignitários da Coroa (juízes, ministros e conselheiros), referindo-se às bandas do longínquo Brasil "...ali, o verbo roubar é conjugado de todos os modos... indicativo, imperativo, mandativo, conjuntivo, perfeito, imperfeito, maisque-perfeito, infinito... furtam por todos os tempos... presente, preterito e futuro... e por todas as pessoas..."

Mas nao vou 'arrastar" atenção e tempo do leitor com explicações sobre o conteúdo variado deste Arrastão de textos. Melhor será constatar que o miolo do livro ainda está aqui, tal como aparece numa das histórias iniciais.

J.C.K.T
Um dosfantasmas que coabitam e arrastam o autor.



CARLOS TRIGUEIRO nasceu em Manaus, Amazonas. Graduou-se em administração pública na Fundação Getúlio Vargas (RJ) e fez pós-graduação em disciplinas bancárias na Universidade de Roma (Itália). Entre 1980 e 1996, viveu em Madri (Espanha), Roma (Italia), Macau (China) e Chicago (EUA). Publicou memórias, artigos e ficção no país e no exterior. É autor de Meu brechó de textos (2012), 0 clube dos feios e outras histórias extraordinarias (2013), Mierdamorfose: ou o semeador da radical honestidade (2014) e Histórias tipo assim: Whats au-au-app (2016).

www.carlostrigueiro.art br.









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