25/05/2011
Ano 15 - Número 788


 


Intrincada Leveza
- Cissa de Oliveira -






Título: INTRINCADA LEVEZA
Autora: Cissa de Oliveira
Ilustrações: Ernesto Neto
ISBN: 978-85-7961-828-4
Preço: R$ 32,00
Gênero: Contos e crônicas
Páginas: 46

Contato: cissa.oliveira@gmail.com

 


4ª capa:
Por Irene Serra
Editora da Revista Rio Total

“Apenas o livro importa, tal como ele existe” - dizia Maurice Blanchot.

Intricada Leveza - Contos e crônicas de Cissa de Oliveira é um livro que importa pelo seu conteúdo de textos curtos, claros, objetivos e com qualidade da linguagem jornalística de quem sabe dar àquilo que escreve uma realidade universal e representativa do imaginário, trazendo cenas e contornos inesquecíveis ao leitor.

Tanto nos contos como nas crônicas, Cissa de Oliveira utiliza uma narração direta, inspirada pela oralidade. Uma escritora que assume o recitar da história pelo real acontecimento e pela importância determinante da hesitação, que começa no personagem e envolve o leitor com sua retórica especial.

Um livro para ser “devorado” em horas.



Prefácio

Por Nilto Maciel

Solicitou-me Cissa de Oliveira uma apresentação de seu livro de contos e crônicas. Aceitei o pedido, embora ande cansado de ler e comentar obras novas. No entanto, não me referirei ao todo. Deixarei para trás o título e o primeiro texto, porque isto não é uma denúncia (acusação), e muito menos uma defesa, mas apenas um prefácio, ou seja, uma peça analítica ou, se quiserem, um convite ao leitor a percorrer as páginas da publicação.

O primeiro impacto senti ao ler “Seria amor?” Esse conto meio crônica que pega o leitor pelo pé, fisga-o bem direitinho e o conduz, no samburá, feito peixe, a um cafundó qualquer, a uma noite escura, a um mistério da alma. Terá Cissa pretendido, algum dia, escrever um romance de costumes, do sertão, com os Fulô na flor-da-idade e na velhice, na saúde e na doença, na vida e na morte?

Também “Mulher malabarista” mexeu comigo. Croniquinha gostosa. Só faltou ser mais crescidinha. Cissa tem boa imaginação e sabe lidar com as imagens. Igualmente bela é “Bom mesmo é o amor, e as saladas”. Ou será conto? Gosto desse tipo de narração, envolvente, criativa, ao sabor da pena.

Cissa é poeta. Se não fosse, não conseguiria escrever isto: “Como se cada minuto fosse um copo, bebeu todos eles, menos um ou dois, verdade seja dita, por conterem coisas menores – raiva e similares – sabe como é, veneno pra matar o outro é coisa que somente os tolos bebem”. Lido “Dois parágrafos” (que poder de síntese!), pensei: Assim se elabora um conto, com esmero nos pontos-de-vista, no ambiente e na linguagem.

Para encerrar este minúsculo prefácio (por imposição editorial, pois há muito a realçar neste livro), mais duas palavras: Cissa de Oliveira poderá ir até onde foram uns seres que souberam erigir monumentos literários, se assim o quiser.
Fortaleza, janeiro de 2012

 



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