Intrincada Leveza
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Cissa de Oliveira -

Título: INTRINCADA LEVEZA
Autora: Cissa de Oliveira
Ilustrações: Ernesto Neto
ISBN: 978-85-7961-828-4
Preço: R$ 32,00
Gênero: Contos e crônicas
Páginas: 46
Contato: cissa.oliveira@gmail.com
4ª capa:
Por Irene Serra
Editora da Revista Rio Total
“Apenas o livro importa, tal como ele existe” - dizia Maurice Blanchot.
Intricada Leveza - Contos e crônicas de Cissa de Oliveira é um livro que
importa pelo seu conteúdo de textos curtos, claros, objetivos e com
qualidade da linguagem jornalística de quem sabe dar àquilo que escreve uma
realidade universal e representativa do imaginário, trazendo cenas e
contornos inesquecíveis ao leitor.
Tanto nos contos como nas crônicas, Cissa de Oliveira utiliza uma narração
direta, inspirada pela oralidade. Uma escritora que assume o recitar da
história pelo real acontecimento e pela importância determinante da
hesitação, que começa no personagem e envolve o leitor com sua retórica
especial.
Um livro para ser “devorado” em horas.
Prefácio
Por Nilto Maciel
Solicitou-me Cissa de Oliveira uma apresentação de seu livro de contos e
crônicas. Aceitei o pedido, embora ande cansado de ler e comentar obras
novas. No entanto, não me referirei ao todo. Deixarei para trás o título
e o primeiro texto, porque isto não é uma denúncia (acusação), e muito
menos uma defesa, mas apenas um prefácio, ou seja, uma peça analítica
ou, se quiserem, um convite ao leitor a percorrer as páginas da
publicação.
O primeiro impacto senti ao ler “Seria amor?” Esse conto meio crônica
que pega o leitor pelo pé, fisga-o bem direitinho e o conduz, no
samburá, feito peixe, a um cafundó qualquer, a uma noite escura, a um
mistério da alma. Terá Cissa pretendido, algum dia, escrever um romance
de costumes, do sertão, com os Fulô na flor-da-idade e na velhice, na
saúde e na doença, na vida e na morte?
Também “Mulher malabarista” mexeu comigo. Croniquinha gostosa. Só faltou
ser mais crescidinha. Cissa tem boa imaginação e sabe lidar com as
imagens. Igualmente bela é “Bom mesmo é o amor, e as saladas”. Ou será
conto? Gosto desse tipo de narração, envolvente, criativa, ao sabor da
pena.
Cissa é poeta. Se não fosse, não conseguiria escrever isto: “Como se
cada minuto fosse um copo, bebeu todos eles, menos um ou dois, verdade
seja dita, por conterem coisas menores – raiva e similares – sabe como
é, veneno pra matar o outro é coisa que somente os tolos bebem”. Lido
“Dois parágrafos” (que poder de síntese!), pensei: Assim se elabora um
conto, com esmero nos pontos-de-vista, no ambiente e na linguagem.
Para encerrar este minúsculo prefácio (por imposição editorial, pois há
muito a realçar neste livro), mais duas palavras: Cissa de Oliveira
poderá ir até onde foram uns seres que souberam erigir monumentos
literários, se assim o quiser.
Fortaleza, janeiro de 2012

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