O
previsível de ser Humano está no pressuposto do viver praticando o
humanitarismo. Se o viver decorre dissociado do espírito da irmanação,
da devoção aos atos do justo e do honesto, fica claro que o humano
assim é reconhecido inconseqüentemente.
Direito e
reconhecimento, quando aplicados linearmente, pecam à retidão,
desmerecem o legítimo, enobrecem o falso. É a aplicação do Direito sem
contra-indicações, com suas apreciações dando-se num raso de um peso
maior. Não pode haver direitos iguais ao reconhecimento do Humano, sobre
vivenciais e comportamentais oblíquos e ofensivos à razão do
humanitarismo. O selvagem e o civilizado – tratando-se de seres – têm os
seus mundos diferentes. Os seus valores são indivisíveis e imutáveis.
Não se permeiam, não se aceitam, não se reconhecem. Portanto, o peso da
justiça teria que ser muito excludente nas não-semelhanças e quanto aos
atos.
O que poderia ser
chamado de lixo humano, não é lixo e tampouco humano. São seres
vivos com as mesmas características visuais do homus erectus, mas
diferem profundamente dos valores tácitos e, mesmo que essas quebras
tivessem uma paciente e isenta avaliação, ainda assim, o gritante das
contumazes ofensas levam ao intolerável e ao imperdoável.
Observando-se os
animais, notadamente todos, são estáveis no seu tradicional
comportamento no habitat, renovando geração por geração,
idênticos hábitos e reações. E, assim, é mantido um equilíbrio natural
com as devidas proporcionalidades.
O Direito é a
consagração do mérito e do valor, dentro de um conjuntural de regras,
expectativas e visões. Não é explícito e, portanto, tampouco podendo ser
estendido aleatoriamente.
Doenças e pragas,
se não combatidas, carreiam desgraça, destroem vidas produtivas e
valiosas. Como mal muitíssimo menor, o banimento dos estóicos torna-se
cada vez mais necessário e evidente. Entanto e curiosamente no nosso
país, com as suas leis ultrapassadas e sobrepostas, – apesar do clamor
de toda a Sociedade – não se vislumbram mudanças.
A Lei e a Ciência
são a salvaguarda da humanidade. Juristas e cientistas não podem parar
no Tempo. Infelizmente, quanto às Leis Brasileiras, aqueles que assim
poderiam levá-las à cobrança da atualidade, dão o notório entendimento
de que não estão interessados em qualquer titulação histórica. Preferem
a comodidade do manso dia-a-dia, sem maiores implicações vindouras,
apegando-se ao descaso e à cagüira.
Ainda mais,
a grande maioria desses partícipes de governo, tem como único
referencial de vida o seu próprio espelho.
Deve ser muito
melancólico para um espírito vagante, voltando em visita a sua
sepultura, notar o desconcertante de um epitáfio em branco. Dando a
entender, tardiamente, que a sua vida
não valeu nada.