25/06/2005
Ano 8 - Número 426


 


Como fez diferença
Humanos, berrantes e aberrações
Por que somente o cigarro?


 
Arnaldo Massari

 

VENDER FÉ É UM BOM NEGÓCIO

 


Toda a arregimentação para credos faz com que muitos e muitos se submetam a poucos.  É o antiqüíssimo canto da sereia, bastante efetivo, para ver-se com os olhos de outrem; para o sentir-se sob o interesse daqueles que pregam ou discursam.  Isso acontece neste Mundo Engraçado, cheio de graças e desgraças, desde as Calendas Gregas.  Com muitos salvadores e, todos os demais horrores. Sempre, vender fé, foi um bom negócio.  Quer para a religiosidade, quer para os privilégios de castas com um sem-número de aspirações.

 

O unívoco dos pensamentos nunca foi receita certa em ponto e paladar para os mais espertos; sempre distorceram e contestaram, fazendo ver às multidões que, o caminho ideal é o dos dizeres da então pregação - seja ela qual for.  Funciona e, como já funcionou. 

 

Galgam o Poder e o dinheiro passa a chegar ininterruptamente, aos balaios.

 

Estranhos autodidatas se instituem nesse título ou naquele expoente e a coisa cresce e aparece para Eles; na igual medida do rarear e do encurtar as posteriores expectativas dos seus ouvintes.  A teatralidade é tal que, no proveito da ignorância das massas, levam o nome de Deus ou da Causa, sob um engodo que dá nó em pingo d’água; pois a fala é uma energia.

 

Arrebanhar idiotas sempre foi tarefa fácil aos bons oradores.  Da hora, fazem oráculo, das necessidades, certezas próximas.

 

Para chegar-se à Grande Crença, ninguém precisa de intermediários.  Pode ser alcançada por cada um, no sozinho do seu discernimento e, em autêntico e valioso. Bastará exercer permanentemente a solidariedade, arrematando-a, sempre, com a boa intenção e o bom sentimento.

 

Para ter-se ao Social das realizações, é torcer para que o Mando não atrapalhe, - pois ajuda nunca existirá - assim facilitando a você, no seu próprio valor e disposição, construir o profícuo para a sua vida e para a sua família.

 

Quando a Humanidade vai deixar de ser besta?
 


(25 de junho/2005)
CooJornal no 426


Arnaldo Massari
escritor
SP
arnaldomassari@uol.com.br