Toda a arregimentação para credos faz com
que muitos e muitos se submetam a poucos. É o antiqüíssimo canto da
sereia, bastante efetivo, para ver-se com os olhos de outrem; para o
sentir-se sob o interesse daqueles que pregam ou discursam. Isso
acontece neste Mundo Engraçado, cheio de graças e desgraças, desde as
Calendas Gregas. Com muitos salvadores e, todos os demais
horrores. Sempre, vender fé, foi um bom negócio. Quer para a
religiosidade, quer para os privilégios de castas com um sem-número de
aspirações.
O unívoco dos pensamentos nunca foi
receita certa em ponto e paladar para os mais espertos; sempre
distorceram e contestaram, fazendo ver às multidões que, o caminho ideal
é o dos dizeres da então pregação - seja ela qual for. Funciona e, como
já funcionou.
Galgam o Poder e o dinheiro passa a chegar
ininterruptamente, aos balaios.
Estranhos autodidatas se instituem nesse
título ou naquele expoente e a coisa cresce e aparece para Eles; na
igual medida do rarear e do encurtar as posteriores expectativas dos
seus ouvintes. A teatralidade é tal que, no proveito da ignorância das
massas, levam o nome de Deus ou da Causa, sob um engodo que dá nó em
pingo d’água; pois a fala é uma energia.
Arrebanhar idiotas sempre foi tarefa fácil
aos bons oradores. Da hora, fazem oráculo, das necessidades,
certezas próximas.
Para chegar-se à Grande Crença, ninguém
precisa de intermediários. Pode ser alcançada por cada um, no sozinho
do seu discernimento e, em autêntico e valioso. Bastará exercer
permanentemente a solidariedade, arrematando-a, sempre, com a boa
intenção e o bom sentimento.
Para ter-se ao Social das realizações, é
torcer para que o Mando não atrapalhe, - pois ajuda nunca existirá -
assim facilitando a você, no seu próprio valor e disposição, construir o
profícuo para a sua vida e para a sua família.
Quando a Humanidade vai deixar de ser
besta?