
23/07/2005
Ano 8 - Número 434

Como fez diferença
Humanos, berrantes e aberrações
Os tantos erros e as muitas razões
Política a la carte
Por que somente o cigarro?
Vender fé é um bom negócio
Verdades ofídias
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Arnaldo Massari
POR PONTOS, SIM, POR NOTAS, NÃO
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Quando o furtivo da idade não permitir mais as ideações nas fotos,
restará o quê? – Uma foto sem rosto, ou um corpo sem fato? O acabrunhado
no corpo, nesse ou naquele particular, não é propriamente do gosto de
ninguém!
As academias de ginástica e de beleza sofisticam-se mais e mais para
convencer os clientes, prometendo a revitalização do corpo ao realismo
da procurada beleza.
Beleza física em cuidados corporais, tratamentos embelezadores, cremes
que escondem crimes, cirurgias estéticas - são valores valiosos em
recursos, aos cursos freqüentes das boas miradas ao espelho. Também no
espelhinho do ego, na auto-afirmação, aquela do caminhar buscando pelos
lados ou à frente, os olhares ou não, do passar em branco.
No entanto, sob esses fundamentais da estética, abrigam-se os exageros
femininos e masculinos. Mais os femininos, sem dúvida; como não poderia
deixar de ser. A magreza em exagero, os músculos e os ossos em
pronunciados, aquela aparência de corpo corrigido na marra e no malho,
trazem a visão de que certos translúcidos femeais foram esquecidos;
conseqüentemente, sem o porte ou sem o portentoso, nada apresentando,
como silvos, ao interesse masculino.
Sem rigor aos gostos, é lembrada a preferência daquele que ficava
excitado ao ver uma mulher frágil, esquálida e, incrivelmente, com
traços distintivos de alguma decadência. Vibratilidade!
Na Era de Malhação, dos cuidados com o corpo, dos muitos paraísos que
foram criados para a beleza, resta a pergunta: - E o cuidar do espírito,
onde fica? Todos querem ficar bonitos por fora – e por dentro, não
importa?
Não pode passar em desconsiderado de que a vida é de minutos, contada em
anos, gasta em segundos. Um belo espírito também irradia beleza física!
Para as feiúras internas, no entanto, faltam cada vez mais os tratos.
A beleza remunera a vaidade ou a praticidade? – Provavelmente, a
vaidade, pois há muita beleza desvalida e desvairada, bem como feiúra
acomodada e contemplada: em físico e em espiritual!
Deixa quieto!
(23 de julho/2005)
CooJornal no 434
Arnaldo Massari
escritor
SP
arnaldomassari@uol.com.br
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-049.htm
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