
30/07/2005
Ano 8 - Número 435

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Arnaldo Massari
O CAOS É BRASILEIRO
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É triste, muito triste – deprimente!
A despeito do que mais se leia ou se inteire, não há no mundo tamanho
descalabro no que remanesce e no que acontece nos nichos governamentais do
nosso país – sob todos os comportamentais.
Usar a palavra que, em construção etimológica, se traduz em política,
empobrece o texto, redunda a mesmice do já por demais conhecido de todos.
Fica difícil até para escrever, pois a pobreza das ações e dos fatos, com
esse status, inexiste em qualquer parte do planeta.
Este é um território endividado até os quintos, dos impostos mais altos do
mundo, profano ao povo e profundo às injustiças sociais. E, ainda, no rabo
de tantos problemas insolúveis pela inércia de comando, apresenta-se a
violência urbana fora de controle.
Os Gigantes para as soluções são pigmeus em inteligência e vontade,
aproveitando o seu porte para o aporte de vantagens, vida mansa, e
valorizando, sempre, Poncio Pilatus.
Falta a Lei em leitura e em conteúdo; faltam os seus efeitos, faltam
Homens, sobram homens. Não é possível que duzentos milhões de brasileiros
fiquem à mercê de propineiros, e de muitos outros mais que escondem
dólares nas cuecas, debaixo dos colchões, em todos os lugares, menos em
suas consciências!
Os brasileiros não devem eternamente pensar na ilusão de um bom viver,
quando essa possibilidade para todos é totalmente possível e real,
bastando que não sejam aceitas, em plácido, essas eternas figuras do
politiquês. Tudo é renovado, por que não Esses?
A democracia é um sistema de governo que somente funciona com cavalheiros,
com inteligentes, com homens honestos. No contrário, é o Demo crasso –
aritmeticamente, muito pior do que uma ditadura.
Abominemos por completo esses personagens presentes, perenes e repetentes,
arraigados por toda uma vida às tetas da Nação. Não sejamos egoístas e
inconseqüentes aos nossos filhos, pois para nós, mesmo no advir de
partidos inteiros, pouco resultará aos nossos saldos de vida. O buraco que
aí está é imenso demais para ser tapado em alguns anos. Mas, se no agora
nada for feito, legaremos para as gerações vindouras a seguinte indagação,
que indubitavelmente será feita: Como puderam ser tão contemplativos,
insensíveis e coniventes?
(30 de julho/2005)
CooJornal no 435
Arnaldo Massari
escritor
SP
arnaldomassari@uol.com.br
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-049.htm
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