Quem foi o imbecil que
inventou o dinheiro? Esse famigerado inventor não sabia que iria
escravizar todos os viventes, e que essa dependência seria a
determinante para a compra e a venda indiscriminada das inconsciências?
E os conscientes, como se arranjaram até hoje, sem dinheiro,
injustiçados e frustrados?
A paga é a saga do
adquirir, já dizia sabiamente a cobrança. A remuneração é o instrumento
do passe livre à necessidade ou à vontade. Sejam elas legítimas,
ilegítimas ou no médio da propina. Essa história de gratuidade
traz sempre uma grande vontade de rir. Não ergue a taça no satisfatório
da convivência e tampouco assegura a continuidade do brindar.
Estamos no irreversível
de um mundo capitalista que, quando em parte era comunista, mesmo assim,
praticava o capitalismo – com a pequena diferença da grande injustiça,
pois se tratava de idêntica ordem, isto é: o conforto e as posses para a
cúpula que copulava todos os demais.
Esse tal de dinheiro,
de que muitos não sentem nem o cheiro, pode ser falso ou verdadeiro, no
depender do seu uso. No seu abuso ou na sua falta, é sempre o peralta
dos mais inusitados atos.
Se você quiser ser um
pária da Vida, experimente endividar-se e ficar sem nenhum!
Nessa eventual penúria, mesmo que você seja um bom homem, em nada
adiantará. Já no caso de uma mulher boa, talvez, não fique
completamente à toa.
O dinheiro de plástico,
matreiro e sarcástico, faz o menor caminho entre as compras e o
descrédito. Envolvendo-se em contas e correntes, você vira um otário,
deixando todo o salário, nos caixas e nos cartórios.
Para sobreviver e não
sofrer, compre tudo a dinheiro, aposentando, de vez, o banqueiro!
Trata-se de uma eterna vigília para não quebrar a família. Faça juras
aos juros altos para não viver nos sobressaltos.
Como todos podem ver, o
dinheiro compra tudo, menos o caixão; este, seguramente, será pago por
outrem. Sem dívidas, e para não haver dúvidas, deixe sempre algum
separado, para quando for enterrado...