03/05/2008
Ano11 - Número 579


 

ARQUIVO
ARNALDO MASSARI




 
Arnaldo Massari

 


“RÉQUIEM PARA ISABELLA”

 

- Aos Arcanjos da guarda maior, o anjo que aqui esteve em assustada visita.

Os discípulos do Demo, pelos atos hediondos que desmarcam qualquer civilidade, são figuras que não podem ser reconhecidas como gente.  Apenas arremedos humanos que aí ululam e destoam.  Estão e subsistem no tripúdio para peitar direito e razão. 

Para tons de destaque em mais cinzento a esses medonhos ocorreres, surgem dos recôncavos da frieza comportamentos solidários de apoio, procurando esvaziar o acontecido, elegendo os provenientes ao do ganho.  Zero à esquerda, o fato em si; muitos à direita o que ele propicia.  Um horror!  Atroz e incomensurável pobreza!

O sentimento da decência, apesar de muitos o desconhecerem, mesmo que ainda em embotado, naturalmente impõe limites.  É o fulgor e a escuridão!

O que tange a Humanidade em perdas subseqüentes de desvelos e de moralidade?  Fundos acreditados arraigados aos dos bens, aos dos pecuniários, momentâneos confortos e pseudo-sucessos?  Empáfias que não resistem ao menor toque do Destino, quando, e sabido, o aleatório aritmético da idade não assegura qualquer de continuísmo ao do dia seguinte...

O reconhecimento de erros em arrependimento, o expor em verdadeiro, em geral, não ocorre.  Ratifica e ilustra muito bem que o equilíbrio, o sentimento e a alma não são conteúdos jubilados às todas individualidades.

Em certo e em seguro, para muitos partidários do desamor, aqueles que se prostram nos bordos e rebordos das parecidas indiferenças, as assertivas do agora são apaixonadas, momentâneas, postas no açulado de uma emoção passageira.  Definitivamente não somos iguais...

O monstruoso proceder de tirar uma vida, em castigo, somente interrompendo a outra.  Ainda assim, o justiçar, apesar de jamais reparar o dano, apenas seria perpetrado com igual medida e peso, caso a idade do autor e da vítima fossem iguais.  Em contrário, aquele etário maior da autoria, mesmo em desencarnado, ainda remanesceria em devendo.

O todo do assuntar, nos seus desdobramentos e aos comportamentos, aflora vivenciares tão nojentos que não comportam ao de um maior discorrer.

            


(03 de maio/2008)
CooJornal no 579


Arnaldo Massari
escritor
Campinas - SP
arnaldo.massari@bol.com.br    
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-049.htm