10/05/2008
Ano11 - Número 580


 

ARQUIVO
ARNALDO MASSARI




 
Arnaldo Massari

 


CAFETINA

 


Em voga está o termo e os considerados. Desmerecedor, um tanto açodado, como o que apresentar alguém a alguém no algum do próprio interesse fosse comportamento de exceção.

Seria pelo do remunerado? Aquele do ganhar dinheiro? Quem move uma palha sem algum proveito? – Apontem, por favor! A questão do em lícito ou em ilícito seria um debate ao interminável, ao seguramente discrepante.

As pechas que uns colocam sobre os outros, na verdade, podem moldar-se ao de cada individual. Seria, apenas, dependente de acurada observação, nos continuados de viveres. Ninguém é santo... Contudo, muitos prosadores.

Prestação de serviço que, para os homens, pode ser até uma comodidade. Para as mulheres, no maciço paredão do desamor, pelo pouco de habilidosas no respectivo, talvez, como peculiar salvação – física...

A despeito dos possíveis proveitos, as situações outras das apresentações: quando o do mérito intelectual feminino é sobrepujado pelas curvas. Quando o do masculino, no figurino da eventual necessidade, é esquecido para parentes e amigos do então apresentante, do então contratante.

Cafetinas e cafetões sempre existiram nas mais variadas esferas do social. Apenas, nos velados de ações tão iguais aos daqueles literais. O preconceituoso é fato e efeito dos de muito em escondidos. Será que um dia essa cortina irá cair? – Enquanto houver o cinismo, não!

Nesses em considerados, vemos uma figura mundial do esporte às voltas com chacais de calçadas noturnas. É incompreensível como assim tenha se posto, uma vez que sempre desfrutou de moças prendadas, de inconsúteis piranhas, nada explicando o acontecido.

Provavelmente, uma cafetina de alto nível teria evitado esses transtornos.

Faz parte...


            

(10 de maio/2008)
CooJornal no 580


Arnaldo Massari
escritor
Campinas - SP
arnaldo.massari@bol.com.br    
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-049.htm