Na vertical ou na horizontal? Em verde ou amarelo?
Entra ministro, sai ministro, continuando em sinistro a insana
derrubada. O coibir na mesma proporção em que as árvores caem. As
seguidas apreensões, sempre no tardio do evitar, apenas ratificando a
devastação.
As madeireiras são mais fortes do que as consciências que não lá
enxergam. Superam, em ataque, os canhões e os fuzis das Forças Armadas.
– Não derrubem o meu ninho, sou pequeno passarinho. As vacas e a soja
estão invadindo o meu último refúgio.
A falta de visão ao do médio prazo, calcada numa certeza de grandeza
infinita que suporta agressões, porém, inconseqüente e falsa, permite
que meia dúzia de aventureiros, que não saberiam afirmar à luz do tino
por que existem, mandem e desmandem no que ainda restou de valioso no
ecossistema do planeta. – Como isso é possível em repetires contínuos,
nos tácitos de uma realidade visual? Interferentes sedimentados no
peculiar da ausência e do isento às zelosas ações que fossem, pelo
menos, mesmo em acanhado, espectros eminentes mais sisudos.
O assunto tem implicação climática transcendental. Foge do conceito
menor de pátria, de fronteira. Entenda-se ou não! Alcança o patamar de
todos que, em pé ou sentados na bola, parasitos ou não, poderão
quedar-se deitados, em antecipado, pelos desandes das temperaturas.
Contudo, o assunto tem os seus entremeios para um contexto amplo e
avançado, onde o conjunto de viveres e as regras mundiais são agentes.
Como contemplar a selvagem creofagia humana? Cada vez mais com os seus
maxilares ávidos por carcaças, num seguir incontestável em que a formiga
comerá o elefante!
Inapelavelmente aos comparativos e aos juízos, os abusos das minorias
mundiais deveriam ser combatidos. Aplacados na sua gula e nos seus
desmandos e desmerecimentos. Abusos no Poder, usura, burrice e
insolência. Cegueira ao de ver horizontes maiores. Os chamamentos à
razão, cada vez mais em cruentos, clamam por essa ordem mundial de
vozes.
Não é possível que barris de petróleo escravizem a Humanidade.
Somente escorpiões conseguem viver no árido da areia. Quando assim
acontecer na Amazônia, os desvalidos não terão o refúgio financeiro que
os deslavados de há muito já conseguiram. Entretanto, talvez, agora, o
risco seja para todos. Estejam perto ou longe da clorofila, em palafitas
ou nos palácios...
(24 de
maio/2008)
CooJornal
no 582