Esse, vivendo no
restritivo do pouco ir à sua algibeira, não prejudica em tanto e
todos. Apenas a sua mulher, o seu único filho, raríssimos garçons,
muitos aniversariantes, inúmeros anfitriões.
O fato dessa peculiar avidez e da auricular timidez
aos outros no concernente ao do legar, por menor que seja, ao pedido,
advém de uma compulsão ao do não gastar. Não se pode dizer que é uma
cretinice – apenas sovinice...
Entrementes, existe uma classe diversa de indivíduos, seguramente
advindos de parto não honesto, queiram ter nascido entre linhos ou
trapos. São figuras que se erigem à vida pela força do dinheiro
retirado dos bolsos de outrem. Nesse eterno quadrar, restam-se, em
maioria, os alijados que valorizam o comedimento e a decência.
Os usurários são figuras que desconhecem limites, conveniências,
premências. Em cifras ou nas safras dos sociais. Simplesmente não os
vêem, não os sentem, não os reconhecem.
Atuam em solo ou em empresariais, sempre a maquinar brilhantes
idéias. “Por que não fazer isso ou aquilo para render mais, para dar
mais lucro?” Mesmo a despeito dos ganhos exorbitantes, quedados em
mal-postos de beneplácitos.
Os verdadeiros caçadores da boa-fé sabem que a pessoa comum é desarmada
da maldade. Que acredita e aceita até o ponto do escandaloso. A figura
bizarra e abusada do desonesto, amiúde escondida nos ternos e nos
fraternos da aparência e da retórica, em geral, é dissimulada, arrogante
e sem medos. Não quer saber do país que o abriga. Lá, continua e está,
permanece, enquanto a sua gula, sem riscos, permita engolir o trabalho e
a dignidade que nunca foram de seus. Desestabilizar as economias de
praças e de países é, simplesmente, comportamento aos trunfos covardes.
Desconhecendo o sentido e o sentimento do que a decência traduz.
Entretanto, essa Raça depende em fundamental do aquiescente. Da grande
parcela populacional que se deixa assim ser explorada. Há de se convir
que, nas mais inusitadas entressafras, não pode haver os obedientes ao
Consumo. Também, e em muito igual, o açodamento em comprar ou
contratar, movido por tesão ao conseguir e ao consumismo.
Para que as situações econômicas adversas e ameaçadoras não retornem ou
subsistam, o do deixar na prateleira, ignorar em audição e visão, é uma
defesa que deve, sempre, ser muito valorizada.
A bondade, a complacência do poder econômico, ocorre, apenas, nos
acordos. Nunca em acordes. Querer escutar música de instrumentos que
inexistem, de notas que somente são reconhecidas pelos maços, realmente
é de um boçal devaneio.
Entretanto, sonhar é acalanto. Quem sabe se um dia nos produtos, o
peso, a qualidade e a quantidade estarão em de bem-postos? Quem sabe
se um dia será possível cruzar o átrio do Banco D’Ajuda – o banco ao
contrário?
- Sim, será possível quando o impossível acontecer...
(31 de
maio/2008)
CooJornal
no 583