16/02/2019
Ano 22 - Número 1.113

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MILTON XIMENES

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Milton Ximenes Lima



PASSA, TEMPO... (9)

Milton Ximenes Lima - Colunista, CooJornal


Pensem comigo: esse negócio de qualificar a tranquilidade de uma viagem aérea como “de céu de brigadeiro” não seria preconceituoso para com os subordinados da aeronáutica? Qual seria o tipo de bom céu de outros graduados?

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E em se falando de viagem aérea, me lembrei daquele conhecido que atravessava inesperada e persistente depressão, repelia possíveis visitas, e ainda tinha, sem ser aeronauta, inventado uma oportuna justificativa para suas ausências nos acontecimentos familiares e de amigos:

- Gente, no momento, estou fechado para pousos e decolagens!

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Ela foi “secretária” da minha sogra que, praticamente a criou, acompanhou sua saúde e seus estudos, estes, no curso primário na Escola Argentina (Vila Isabel, RJ). Também premiou-a, paralelamente, com sua experiência gastronômica. Até que, finda a adolescência, ela assumiu um namorado, casou-se, partiu em lua de mel pelos caminhos do nordeste natal. Na volta, ele se empregou num edifício da Tijuca (RJ) como porteiro e zelador, e onde dividiam apertado quarto no andar térreo. Aí nasceu o primeiro e único filho. Entretanto tudo começou a mudar na afeição do casal quando ela intuiu que o marido “andava a “arrastar as asas” para outras. Queixou-se várias vezes, ele sempre reincidente. E daí o desenlace inesperado que ela preparou. Ao chegar ao lar, após um dia prolongado de rua, ele se surpreendeu com o sumiço da cama de casal e sua substituição por uma modesta cama de solteiro.

Depois, apontando para um canto, ela lembrou:

-Suas coisas todas estão lá naquela mala! Pode levar!

E, a partir daquele momento, a Síndica ainda lhe ofereceu o lugar do marido, e por muito tempo!

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Há muito conheço esta: para burlar compromissos, alguns assim mal se justificam:

- Hoje, não, hoje não, meu horóscopo não permite!

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Um nordestino que residia em São Paulo foi atropelado e foi considerado incapaz. Retornou à Paraíba, resolveu, um dia, se dedicar à arte. Artesão: transformar pedaços de madeira em bichos de todos os tipos. Hoje é expoente de arte popular no seu Estado. No final de uma entrevista nos exemplifica a lição da sua vivência: ”A melhor parte do viver é criar”. (Artesão Bento do Sumé, revista Época nº 1033 de 16.04.18.pág.77).

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Só a tua unha é capaz de te coçar direito. (Anônimo - Internet)

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Comentários sobre o texto podem ser encaminhados ao autor, no email miltonxili@hotmail.com  





Milton Ximenes é cronista, contista e poeta
RJ

Email: miltonxili@hotmail.com
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