Quando se ganha de
presente a condição de avô só se tem um jeito: ficar caidinho pelo
neto. Neste caso aqui, pela netinha, a Vitória. Esquece-se os
parafusos todos da coluna e o único caminho é o tapete, de bruços,
acompanhando a brincadeira da hora.
Vô Zito, que já é um paizão para a Samanta, virou um vô babão pela
menina mais linda que já apareceu em seus braços. Se com a filha
tinha alguma reserva com o que quer que fosse, com a netinha deixou
de ter. Nada é impossível, nada é ridículo, nada é difícil.
Bem que diziam que ser avô deixava qualquer homem bobão.
Eu estou adorando ter a chance de ver esta transformação. É claro
que eu também fiquei babona, bobona e etc. e tal, mas agora estou
falando dos homens que se tornam avôs.
Lembro que de uma feita, o Zito, bem "sem noção", disse para a minha
filha (que já sabia que era uma menina que estava em sua barriga):
- Ah... Que pena! Queria tanto um menino pra me acompanhar nas
pescarias e caminhadas do sítio!
Foi o suficiente pra provocar um terremoto emocional de grandes
proporções que foi difícil pra ele contornar depois.
Poxa! Vai ser sutil assim lá na Conchinchina! Homem é assim mesmo:
tão delicado quanto um elefante numa loja de cristal... de ré!
Mas deixa estar que a menina Vitória veio e encheu os dias de vovô
Zito com tanta satisfação que ele tem nova vitalidade, novos
objetivos. Já faz planos com Vitorinha incluída no pacote.
Acho que meu marido ficou feliz quando foi papai, mas agora como avô
ele vibrou diferente.
A responsabilidade de educar, não é mais dele, e mesmo assim, pode
ter todos os encantos de ter um bebê por perto.
E agora, mais maduro, não tem medo de expressar o seu afeto.
Pois é... avô também pode ser carinhoso, pode ficar babão, pode
ficar bobão.
Avós nunca parecem ridículos por mais ridículos que possam ser.