
02/02/2008
Ano 11 - Número 566 
ARQUIVO
ROSA PENA
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Rosa Pena
Ouvir ou não estrelas?
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Para Carol Pena
Ah! Eu queria que cada momento seu fosse um verso bonito, uma frase certa,
uma rima preciosa!
Ah! Eu queria que você acreditasse que o amor é como nos poemas, aqueles
cheios de entusiasmo criativo, em que as palavras estão molhadas de
beijos, promessas do sempre e do nunca, imagens perfeitas de corpos
suados, abraçados no antes e no depois. Sonorizados por uma viola
enluarada, batendo um papo com as estrelas. Tresloucados com o aval do
Bilac. ("Amai para entendê-las!”). Eternidade do primeiro afeto.
Mas amor-perfeito é apenas nome de flor ou de um morador encadernado em
alguma estante empoeirada de devaneios. A poesia é companhia do romanesco.
O dia-a-dia tritura as fantasias!
Ou beba sua vitamina pé no chão ou bem -vinda ao clube dos loucos que
ouvem os suspiros da via Láctea!
Ontem ela estava tão chorosa como você. Quem sabe hoje ela não vai sorrir
insinuante pro Cacaso? Olavo que se cuide. Nada acontece por acaso. Tudo
tem a mão de Deus.
(02 de fevereiro/2008)
CooJornal no 566
Rosa Pena
professora e escritora
RJ
rosapenarj@br.inter.net
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