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Rui Martins
ATENTADO EM ISRAEL
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O atentado suicida, em Israel, matando três pessoas e ferindo
55, é um desafio dos extremistas palestinos ao recém-nomeado
primeiro-ministro Mahamoud Abbas, que prometeu acabar com o terrorismo, no
seu discurso de posse, algumas horas antes do atentado.
Mahamoud Abbas, que praticamente passa a ter o poder antes nas mãos de
Yasser Arafat, tinha tambem enfatizado que o caminho da paz com Israel
implica em se acabar com as colônias israelenses nos territórios
palestinos.
Os europeus depositam grande confiança no novo líder palestino, que
prometeu desarmar os palestinos, ficando com armas apenas os policiais. O
desafio é grande, pois o movimento extremista Hamas quer prosseguir com os
atos de kamikases e ameaça fazer vítimas mesmo entre os palestinos, se
Mahamoud Abbas prender seus militantes.
Existe até o risco de guerra civil entre os palestinos.
Se for severa a reação do primeiro-ministro palestino ao atentado desta
manhã, na entrada de um bar em Telavive, ela poderá restabelecer as
condições e confiança para negociações com Israel, interrompidas desde o
início da Intifada 2, que, seguida da eleição de Ariel Sharon, têm
envenado as relações entre palestinos e israelenses.
É claro que se o líder palestino desmilitarizar a população, Sharon será
obrigado a dar o troco, se retirando das colonias. Na teoria tudo parece
impossível, dada a tensão atual, depois de enterrado o Acordo de Oslo, mas
existe nos dois povos o desejo de se encontrar o caminho da paz.
Leia, também, nesta edição:
RELATOR DA ONU ELOGIA LULA
(02 de maio/2003)
CooJornal
no 313