26/03/2004
Número - 361

- Atentado em Israel
- Bye bye Blair
- Convenção declara guerra ao cigarro
- E agora, Sr. Bush?
- Forum social suíço
- Knowhow contra aids
- Lepra: o fim da maldição
- Maria de Buenos Aires
- Morte de Sergio Vieira de Mello
- My sweet lord
- O espectro de Bin Laden
- O leão, o lobo e o cordeiro
- Prisioneiros sem estatuto jurídico
- Relator da ONU elogia Lula
- Ricúpero acusa
- Resistente iraquiano
- Roleta russa do Vaticano
- Uma visão de Davos
- Vieira de Melo na direção da Onu?
- Vitória da extrema direita na Suíça

 
Rui Martins



CRIANÇAS NÃO!


 

 O fascismo franquista cultuava a morte – Viva a Morte, berravam seu líderes. 70 anos depois retorna a mesma ideologia da morte. Tanto do lado ocidental americano, assanhado pelo cheiro das guerras, como do lado extremista islamista. Vejam só, as agências noticiam que os EUA não querem destruir as ogivas nucleares, de acordo com um tratado assinado há alguns anos com Moscou. O arsenal americano tem 7 mil ogivas, o suficiente para destruir nosso planeta. Essas ogivas ficarão guardadas para os americanos se defenderem dos extremistas da Al Qaeda, que vivem em tocas pré-históricas no Afganistão. É o culto da morte.

Do outro lado, os extremistas palestinos do Hamas estão utilizando agora crianças com cintos explosivos como bombas humanas. Revolução ou resistência é coisa para gente grande, adulta, maior de idade. A utilização de crianças por palestinos deve ser tão condenada como é a utilização de crianças soldados na África por diversas tribos e mercenários.

Não acredito que se possa construir qualquer coisa boa com o sacrifício de crianças. O escritor Amos Os, que criou a famosa imagem do Shafarat, misto de Sharon e Arafat, bem definiu a coisa – Sharon passou dos limites, os palestinos têm direito a um Estado soberano, mas o Hamas também passou dos limites com essa do sacrifício de crianças.

 


(26 de março/2004)
CooJornal no 361


Rui Martins é jornalista,
correspondente internacional na Suíça
ruimartins@hispeed.ch