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Rui Martins
Fahrenheit 9/11
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Vejam só que graça – as autoridades americanas proibiram para menores de
17 anos, o documentário de Mike Moore sobre a presidente Bush, que tem por
título Fahrenheit 9/11 numa alusão ao 11 de setembro. O pretexto foi o de
que o documentário tem cenas e linguagem violentas para adolescentes e
jovens.
Essa decisão americana provocou aqui na Europa, reações do tipo – então os
americanos acham que garotada americana pode ir morrer violentamente no
Iraque, mas não pode ver o filme? É bom lembrar que os atentados e
assassinatos cometidos pelos resistentes iraquianos contra americanos têm
deixado muito GI perturbado e com medo. A tal ponto que o número de
suicídios cometidos pelos soldados americanos desesperados é de quase 40.
E para mudar de assunto – o Parlamento suíço mostrou ontem que age com
dois pesos e duas medidas. Aprovou o retorno do absinto, aquela bebida
forte que deixava malucos os artistas do Montmartre parisiense, e que
deixou louco o Van Gogh, mas proibiu, no mesmo dia, a liberação da
maconha, desejada pelo governo. Qual é a droga mais forte – o absinto ou a
maconha, chamada de droga leve ou doce?
Por enquanto, a moçada pode continuar se embebedando com os refrigerantes
adocicados alcoolizados, que a sociedade vai continuar protegendo-a contra
a fumacinha da maconha.
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DICK CHENEY COM O
RABO PRESO NA SUÍÇA
O bloqueio por suspeita de corrupção de uma conta na Suíça, ligada ao
grupo Halliburton, quando dirigido pelo vice-presidente americano Dick
Cheney, promete repercussões na campanha eleitoral americana. São 110
milhões de dólares depositados em nome de um advogado inglês pelo
consórcio de petróleo Halliburton, que influíram, segundo se pensa, na
escolha de uma empresa do grupo de Dick Cheney para a construção de uma
industria de liquefação de gás, na Nigéria.
O dinheiro circulou pelo banco HSBC, no nome do advogado Jeffrey Tesler,
bem infiltrado no governo nigeriano. O pedido de bloqueio de conta foi
feito pelo juiz francês Renaud van Ruymbeke, conhecido por outros casos de
combate a lavagem de dinheiro.
O pagamento aos responsáveis nigerianos, ocorreu entre os anos 1995 a
2002, época em que Dick Cheney dirigia Halliburton. A empresa declarou
para a imprensa suíça e francesa não ter infringido nenhuma lei americana
e que está colaborando com a justiça francesa.
Entretanto, essa suspeita de corrupção torna mais recheadas as recentes
denúncias de que a empresa Halliburton teria também um setor de
construções, favorecido por Dick Cheney, no projeto de reconstrução do
Iraque.
Como no caso Maluf, a Suíça teria funcionado como plataforma para
recebimento e pagamento de propinas, para o vencimento de concorrencias
públicas.
(18 de junho/2004)
CooJornal
no 373