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Rui Martins
INDUSTRIAIS E BANQUEIROS SUÍÇOS INVESTEM EM BUSH
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Dados divulgados por uma ONG americana sobre contribuições às campanhas
eleitorais, mostram que os industriais e banqueiros suíços preferem
entregar alguns milhões de dólares para Bush, certamente um investimento
mais seguro. Por via das dúvidas, fazem também contribuições para Kerry,
como um apostador previdente que joga na vitória dos dois clubes. (Leia
mais)
UBS, CREDIT SUISSE, NOVARTIS, ABB PARTICIPAM DA CAMPANHA ELEITORAL
AMERICANA
Se os suíços pudessem votar nas eleições americanas, elegeriam Kerry por
mais de 70% dos votos, porém, os industriais e banqueiros suíços têm
outros interesses e, embora não votem, doam milhões de dólares para as
campanhas dos candidatos. Espertos, não apostam num só candidato; no pano
verde das apostas e jogo eleitorais, preferem investir nos dois.
Entretanto, as maiores contribuições são para o Partido Republicano de
Bush.
Assim, o banco UBS está aplicando dois milhões de dólares nas eleições
americanas, dos quais um milhão e duzentos mil para Bush e só 800 mil,
para garantir a retaguarda, para Kerry.
Mesma tendência com o Credit Suisse que do milhão e meio investido nas
eleições americanas, destinam 840 mil para Bush e apenas 660 mil para
Kerry.
Mesmo se a multinacional suíça ABB poderia se beneficiar com o plano
interno de infraestruturas energéticas de Kerry, ela investe um milhão e
100 mil em Kerry, mas prefere dar um milhão e quatrocentos mil para Bush.
Quem tem maior preferência por Bush é o laboratório farmacêutico Novartis
que investe 73% em Bush e apenas 27% em Kerry, do total de 400 mil
dólares.
O conhecimento desses totais é possível graças ao Centro por uma Política
Responsável, uma ativa ONG.
Em princípio, existe um limite legal de mil dólares para contribuições
partidárias pessoais, mas ele pode ir bem além quando se trata de empresas
ou grupos de pessoas ou empresas. Tanto que o partido de Bush premia com o
título de Pioneiro, os dão cem mil dólares e de Combatente, os que
contribuem com duzentos mil dólares. Pela ONG, fica-se sabendo que o banco
suíço UBS é o quinto maior contribuinte para a campanha de Bush, e o
Credit Suisse décimo-quarto. E alguns banqueiros suíços têm seu títulos de
Combatentes, na lista de contribuições para o Partido Republicano.
Por que a preferência por Bush? Porque ele aplica o neoliberalismo,
diminui os impostos para as empresas e porque sua guerra relançou diversos
setores da economia americana, além da industria armamentista. Por isso, o
mercado financeiro de Zurique e a Federação das Empresas Suíças acham que
contribuir para a eleição de Bush é, em outras palavras, um investimento
com chances de dar bom retorno.
(30 de outubro/2004)
CooJornal
no 392