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- Uma de papagaio


Sarita Barros



AS TORRES

Quando o homem quis desafiar a Deus construiu a torre de Babel. Nunca foi terminada devido a confusão das línguas.
Quando os padres quiseram falar com Deus armaram uma torre no templo e nela puseram um sino para se comunicarem com o povo.
Quando o castelão quis defender seu castelo, dos assaltos de surpresa, levantou uma torre. Quanto mais alta a torre, mais inexpugnável. Do alto da torre o castelão domina o mundo. Do alto da torre observa seus inimigos. Castelo sem torre é área indefesa a mercê dos predadores. 

Elas (as torres) por importantes fazem parte do jogo de xadrez - o jogo dos Reis - o Jogo do Poder. Nesse jogo temos o rei (poder político) e sua dama (eminência parda - o poder por trás do trono), os bispos (poder da igreja), os cavalos (poder militar), os peões (o povo - que não sabe que é poder) e as torres (a estratégia - o poder simbólico). Esse jogo até hoje, praticamente, não mudou. Em nosso mundo existe poder político, eminência parda, povo, ministros religiosos e seculares, forças armadas e o poder simbólico - que muda através da história. Atualmente é (ou era) o mercado, os negócios, a economia. No xadrez quem perde suas torres, dificilmente ganha o jogo. 

As torres do mundo financeiro caíram. O castelo ficou sem torre. O reino está ameaçado. Mais cedo ou mais tarde perderá seus outros poderes. 
Qual reino ascenderá? Qual torre terá esse novo reino? 
Esperamos seja a torre da solidariedade/amor e em seus cimos tremule a bandeira da paz e que seu rei governe para o ser humano. 
Compreenda que:
* somente a boa vontade entre os povos pode preservar a humanidade da autodestruição. 
* pessoas e povos têm direito à autodeterminação e livre arbítrio. 
* a vida é essencial e que todo ser vivo tem direito a ela. 
* a destruição do meio ambiente leva à perda de valores e à conturbação social. 

11/9/2001 é um marco na historia mundial. Que esse episódio dantesco assistido em nossas telinhas seja um ponto final em todas as formas de guerras. Que essas mortes não tenham sido em vão como têm sido todas as outras mortes feitas pela ganância, sede de conquista e poder. Rezemos para que seja o fim da barbárie e não o da nossa Terra. 
 

(setembro 2001)
    


Sarita Barros
produtora cultural, poeta e escritora
RS  
barros@alternet.com.br
  
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-02.htm