06/07/2002
Número - 266

 

 

 

Sarita Barros



SOMOS PENTA

Com o Penta descobrimos que verdeamarelo é lindo, verdeamarelo tem poder. Descobrimos que essas são as cores de nosso coração, de nossa cidadania. Tomamos consciência que um “canarinho” canta em nosso peito. Constatamos que somos uma Pátria, uma Nação. O “Penta” devolveu nosso orgulho, nossa alegria e auto confiança. Nos apropriamos de nossos símbolos. A bandeira nos enfeita da cabeça aos pés. Tremula em janelas, postes, ruas. É carregada por crianças e não-crianças com carinho, veneração e orgulho. O “Pátria Amada” deixou de ser letra morta. Aprendemos a cantar nosso hino em todos os ritmos.

Despenquem as bolsas – somos Penta!
Dispare o dólar – somos Penta!

Penta o quê? Campeões! De quê? Futebol. Ora bolas, futebol. Futebol é um nada no contexto mundial. Futebol não enche barriga, não dá emprego, não afasta o “risco Brasil”, pode argumentar algum desavisado. Mas, o que vem a ser Risco Brasil? Invencionice de quem está sentindo areia movediça sob os pés. Risco Brasil, puro medo de quem sempre viveu à custa do suor alheio.

Estamos vivendo o “aqui e agora”, usufruindo até a última gota nossa taça de mel. Curtindo nossos heróis. Papai Felipão (ou Feli penta?), Cafu, Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, São Marcos, Denilson e mais cento e setenta milhões de técnicos e craques nestes Brasis. Cada um de nós subiu ao pódium, recebeu o ouro e principalmente subiu ao pedestal e elevou, ninou e beijou aquela taça. Taça mais que troféu, nosso sonho de Nação.
Baixo astral, Xô! “Com o Brasil não há quem possa”, somos Penta!


(06 de julho/2002)
CooJornal no 266
    


Sarita Barros
produtora cultural, poeta e escritora
Bagé, RS  
barros@alternet.com.br
  
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-02.htm