20/06/2009
Ano 12 - Número  637



ARQUIVO
SARITA BARROS

 

Sarita Barros



A um amigo

Não sei se é uma boa hora, mas sinto que devo te falar. Antes quero dizer que te amo e te desejo o melhor. Hoje e sempre.

Esta é uma situação delicada, como todas as que envolvem relacionamentos. Não é hora de procurar culpados ou fazer julgamentos. Menos ainda procurar assumir erros ou culpas. Diz um provérbio chinês que: quando um erra o outro nunca é inocente.

Segura o facho, não joga a toalha e procura continuar agindo com dignidade, amor próprio e auto-estima elevada. Muitas vezes a pessoa desmorona e se coloca como saco de pancadas do mundo. E aí o Universo bate mesmo!

Sei que é difícil, mas pés quentes e cabeça fria são o melhor em qualquer situação. Lembra que sempre somos os responsáveis (não culpados) pelo nosso destino, pelas nossas escolhas, pelas nossas ações. Somos responsáveis de forma consciente ou não. Nesta ou em outras vidas. Nosso carma jamais é injusto e por mais penoso que o momento possa parecer, nunca o fardo é superior ao que nossos ombros podem suportar. Essa co-responsabilidade com Deus mos dá uma força muito grande. Deixamos de ser vítimas da vida e nos tornamos atores de nossa existência.

Uma amiga me disse certa vez que deixou de viver na auto-piedade quando mudou a pergunta: por que isso acontece comigo? pela seguinte: para que isso acontece comigo? Dessa forma ela enxergou saídas e pode fazer opções conscientes. Enquanto permanecia na queixa só via escuridão e não conseguia sair do buraco.

És forte. E os fortes choram, erram, esbravejam, sentem medo, vergonha, tristeza e raiva, mas continuam procurando o melhor caminho e a estrela-guia na escura noite.



(20 de junho/2009)
CooJornal no 637


Sarita Barros
instrutora de yoga, escritora
Bagé


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