| Sarita Barros
Deu Zebra na Vida da Tereza
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Outubro. Manhã alegre. Sol carinhoso. Tereza passeia na alameda das azaléias.
Mulher bonita. Tez clara e luminosa. Cabelos soltos de um castanho quase negro.
Boca carnuda e alvos dentes. Adivinha-se o corpo bem torneado através do
vestido leve. Seu passo é seguro. Saboreia o perfume das flores enquanto as
lembranças saltam à sua volta.
- Que flor é essa papai?
- Azaléia.
A menina deixa escapar um riso alegre
- A asa da prima Léia.
Anos mais tarde seu amor quebrando um talo:
- Esta flor sorri como tu, deixa colocá-la em teus cabelos
- Miguel! Meu sorriso não é tão lindo. Contrapõe faceira.
Casa, jardim e, principalmente, a alameda estão impregnadas de doces e amargas
recordações. Tereza pára de chofre. Não consegue mais lembrar as cores.
(13 de novembro/2003)
CooJornal no 340
Sarita Barros
instrutora de yoga,
escritora
Bagé
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-02.htm
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