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Sarita Barros
A garota de vermelho
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Geisy e seu curto
modelito tomam conta da mídia. Estudantes da UNB se pelam em
solidariedade. A Universidade se retrata. Vestido micro é proibido? Pode,
não pode?
O Reitor exorbitou?
Houve ou não abuso de poder? Houve ou não atentado à moral e aos bons
costumes? Geisy está no Jornal Nacional. Preta Gil fala de Geisy. Geisy está
no Fantástico. Geisy estará na Play Boy disputando com artista global. O
Terra diz que Geisy está em alta. Lembrei do samba sobre Conceição.
É. Subidas e quedas.
Qual o parâmetro? “Bruna Surfistinha” depois de ser best seller
mundial será protagonista de filme. Vivemos na era da banalização. A vida
está banalizada. O sexo também. Honestidade idem. Princípios éticos então? A
verdade está abaixo do rabo do cachorro. Há justificativa para todo e
qualquer ato. Roubo não é a mesma coisa que desvio de verba pública. E a
Geisy? Aparecerá na Play Boy. De micro curto? Talvez de fio dental vermelho.
Quem comprar, verá.
Vi um cartum
onde se cogitava que a Uniban seria do Talibam. Também pensei nessa
possibilidade. Segundo estudos (confiáveis?) os súditos de Alá possuirão a
Terra. Não pelas armas, mas pelos índices de fertilidade. Enquanto a média
de filhos por casal ocidental é de 2.1 %, a deles é de 8.1 %. Diz o tal
estudo que, na Europa, o número de mesquitas já equivale ao das igrejas
católicas.
Sempre tive confiança
nos jovens. Eles apontam o caminho. Que caminho estarão apontando? Se a
Uniban não é do Talibam por que seiscentos jovens queriam “tirar o couro” da
garota de micro vermelho? Rapazes e moças. E por que duzentos e cinqüenta (a
trema é dele) se pelaram em Brasília? A Uniban está situada no ABC paulista,
a UNB em Brasília. Será que os jovens, do interior, estão se cansando dessa
onda de desmandos e impunidade e, os de Brasília ainda não se deram conta da
mudança que se gesta? Ou uns estão engessados em velhos e tradicionais tabus
e os outros estão descolados? Sei lá. Vai ver estou “viajando na maionese”
ainda se usa essa expressão?
Quem é Geisy?
Perguntarão daqui a alguns meses. Resumindo: uma garota classe média baixa
que faz, ou fazia, Turismo na Uniban em São Caetano/SP, em um dia qualquer
resolveu assistir às aulas com um micro-vestido vermelho. Causou toda uma
celeuma envolvendo o corpo discente. Foi expulsa por atitude incompatível
com a filosofia da instituição. A imprensa tomou as dores. O Reitor voltou
atrás. Quem é louco de medir forças com a Imprensa?
(28 de novembro/2009)
CooJornal no 660