Meus bons amigos, estou nesta internet, escrevendo sempre, toda
semana, desde janeiro/2001. Comecei não só na revista Rio Total, de
Irene Serra, onde estou até hoje, como em Blocos, de Leyla Miccolis,
de onde saí uns 4 anos depois.
Só consegui ter o meu site pessoal posteriormente pelo honroso
segundo lugar que consegui num concurso de poesia do site A MAGIA DA
POESIA, do excelente poeta, que depois ficou meu amigo, o Fabio
Rocha. O prêmio era ele criar um site para o segundo colocado. A
honra foi minha, ganhei uma amizade e um belo site.
Mesmo estando numa fase de me “encolher”, em termos de participação,
aceitei o simpático convite das meninas do site SINAL, do Sindicato
de Funcionários do BACEN, Michelle e Lúcia, onde sou colunista junto
com Mário Márcio já há uns anos. Estou hoje com mais de 240 crônicas
semanais no SINAL.
Mais recentemente cedi ao convite de Valéria Eik e passei a
colaborar com o “Conexão Maringá”, e logo a seguir chegou-me outro
honroso convite do poeta português Victor Jerônimo. Hoje integro
igualmente o seu magnífico “ECOS DA POESIA”. Outra querida amiga,
Silvana Guimarães, um dia veio a me convidar também para eu ter um
espaço só com poesias no seu GERMINA, REVISTA DE LITERATURA E ARTE.
Nós já estivéramos juntos no PD-Literatura durante um bom tempo,
onde conheci Asta Vonzodas.
Continua “on-line” o “Cantinho do Francisco”, em Londres, que era
integrante do CANTINHO DO POETA, na época criado e mantido por Marc
Fortuna e Richard Price. Há anos deixou de ser atualizado, mas vale
uma ida até lá.
Como vêem não estou nesta internet por acaso.
Nem permaneço aqui só por insistência de alguém.
Escrevo porque gosto. Escrever me faz feliz e me ajuda a viver.
Pois é, bons amigos, mas cada dia que passa, testemunhando tanta
mentira, tanta hipocrisia, tanta apelação, tanto desrespeito com o
uso de autorias falsas em textos sempre repassados e mais repassados
levianamente, venho sendo tentado, a pedir o meu boné.
Confesso que estou ficando cansado porque quando invisto contra
esses e outros ilícitos nem sempre recebo o apoio esperado, pelo
contrário. Logo surge alguém
a
me criticar e a tentar justificar sua “cumplicidade” nos repasses
efetuados. Fico realmente triste com isso.
Alguns pedem que eu faça de contas que nada li, que nada vi.
Desculpem, não tenho tendência para ser avestruz. Não consigo fugir
à minha responsabilidade nem calar a voz de minha consciência. Teria
vergonha de mim mesmo se agisse diferentemente.
Ao ler essas minhas palavras provavelmente alguns
estarão a rir do meu empenho na defesa do que é de direito, contra
quem distorce a verdade, plagia descaradamente textos e poesias,
atira denúncias sem provas, só porque preferem que o seu alvo seja
atingido de qualquer forma, não importando os métodos, as mentiras
ou falsificações empregadas na luta contra o “inimigo”.
Nem vou me
referir aos textos que me chegam onde, para atingir quem quer que
seja, geralmente autoridades que detestam, usam palavras de baixo
calão, pegam pesado, descem algumas vezes ao mais baixo degrau da
indignidade, da moral, para quem injúria, ultraje, tudo é válido,
esquecendo que, com essas atitudes, não só se igualam aos que querem
criticar como exibem o seu próprio lado mais sórdido, mais vulgar.
Lembro que não é à toa que na primeira página do meu site pessoal
está lá, há anos, a imagem que representa o “Grupo Brasil D+A –
Maior Valor aos Direitos Autorais”. Faz muito tempo fui
convidado por César Paes Leme para integrar um dos grupos que ele
preside e assim me dedicar também ao combate incansável na defesa
dos direitos autorais. Visitem, quando puderem, e confiram o que
digo: (http://www.superviadigital.com.br/projetos/news_brdmaisamais.htm
)
Não tenho podido ser mais atuante porque me falta tempo, porém me
insurjo sempre que posso e que me surge algum ilícito como aquele em
que plagiaram descaradamente um escritor português, mudaram o foco
das críticas para o Brasil, e creditaram a autoria ao João Ubaldo
Ribeiro, fato que o próprio João Ubaldo já desmentira em mensagem a
um escritor amigo dele. E repassaram a rodo.
Um povo que é criticado por pessoas, deste mesmo povo, que agem
também usando métodos que criticam no restante dos seus patrícios,
que não se importam com a falta de lisura de suas ações, que querem
apenas atingir o seu povo, a começar pela autoridade maior do país,
que eu não defendo, porém de quem eles se arrogam em severos
críticos do tipo “roto falando do remendado”!! Culpo também a
omissão de tantos que preferem o cômodo silêncio a se expor na
defesa da verdade.
Vergonha, amigos, sinto eu
ao
ler essas baixarias, esses argumentos injustificáveis de pessoas das
quais eu esperava mais, muito mais, mas em honradez, em seriedade,
em decoro. Pessoas que jamais deveriam agir no estilo de “os fins
justificam os meios.” Envergonhado e indignado tenho vontade mesmo
de pedir meu boné.
(03 de outubro/2008)
CooJornal no 601
Francisco
Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.franciscosimoes.com.br
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