16/01/2020
Ano 23 - Número 1.157



ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

Venha nos
visitar no Facebook

 

Francisco Simões



ENTRAMOS NUM ANO NOVO



Francisco Simões, colunista - CooJornal

Será mesmo? Só porque terminou o mês de dezembro, o de janeiro já ganha tanta importância assim para comemorações diversas? Desculpem, podem me xingar, mas eu discordo.

Afinal o tal ano que agora passou, ou o de 2019, não nos trouxe muitas alegrias, felicidade e se falarmos em paz, amor e outros sentimentos positivos perceberemos que o tal ano findo foi meio desastroso.

Nem vou entrar no terreno da política, pois não gosto do assunto, embora ele seja sempre necessário. Afinal de contas, sem os políticos, bons ou maus, teríamos uma ditadura. Todavia pensando melhor e com eles também não podemos vir a tê-la?

Não estou insinuando nada, absolutamente, mas convenhamos que o terreno em que “pisamos” está meio minado, ou não? Deixa-me triste é ver que hoje em dia paira sobre nossas cabeças uma ameaça constante onde a intolerância parece ser mais forte que o amor, que a paz, que o entendimento etc.

Os fogos soltados pelo mundo afora comemorando a entrada deste Ano Novo devem ter sido comemorados de forma bem diferente. Afinal como soltar fogos de festas e gritar vivas ao Ano Novo enquanto alguns continuam a soltar bombas e a matar a torto e a direito?

Se você lê habitualmente os noticiários e/ou vê cenas lamentáveis na TV, tem que parar e repensar diversas vezes antes não só de soltar um rojão como o de dar gritos de “viva” ao Ano que mal começa. Mudar de ano é o mesmo que passar de um dia para outro e isto não tem tanta importância assim, concorda comigo?

Claro, eu pretendo fazer a minha análise, não ser dono de nenhuma verdade, portanto se o amigo ou a amiga discorda de mim contra argumente, mas o faça com total sinceridade, lealdade e argumentos.

O que me entristece e me deixa meio assustado também é ver nas tais redes sociais hoje em dia que se alguém discorda de determinado assunto logo espinafra o autor do mesmo, geralmente com palavras de baixo calão, ou tenta ridicularizar determinada situação abordada seja por quem for. E o diálogo, onde foi parar?

Imagino que em certos desses casos se as pessoas estão próximas e procuram defender seus pontos de vista diferentes de outra pessoa, correm o sério risco de serem no mínimo agredidas fisicamente, isto se não tomarem uma facada ou um tiro covarde.

Perdoem, mas como eu acompanho bastante nossa realidade, os fatos que se sucedem não só em nossa cidade ou em nosso país, mas pelo mundo afora, eu vejo que não há grande perspectiva de melhora no relacionamento entre os seres humanos, não obstante tudo que as Igrejas dizem ou professam.

É verdade que a maioria da população deste nosso mundo é crente, com certeza, seja qual for a religião que professe, aí eu menos entendo porque este planeta já passou e continua passando por tantas guerras, revoluções, sem falar nos atos de fora da lei como agressões a mulheres, assaltos a seres indefesos, covardia imperando cada dia parece que nós, os chamados seres humanos feitos à imagem e semelhança de Deus de repente mudaram o padrão com que passamos a ser “fabricados”. Por que isto, amigos e amigas? Por quê?

Alguns amigos meus diriam “Ano Novo Vida Velha”. Não posso discordar totalmente deles até porque não sou pessimista, mas realista sim e não queiram por favor me rotular de coisas que jamais fui ou exerci. Sou católico, sem exageros, todavia tenho muitos amigos que professam outras religiões como também alguns são ateus.

Muitos destes até participam das tais “comemorações” do que chamamos de Ano Novo, entretanto o fazem apenas por farra, brincadeira, diversão etc. Podem crer que muitos deles jamais acreditaram que por entrarmos no chamado Novo Ano tudo vai mudar, especialmente para melhor. O que temos visto ultimamente são mudanças, mas para pior, ou não?

Basta acompanharem os noticiários não apenas em nosso país, porém também pelo mundo afora. Há muita hipocrisia em declarações de autoridades tanto na política como até mesmo, por incrível que pareça, oriundas das mais diversas religiões. Quem dera dissessem somente verdades, e afirmassem mudanças para melhorar a vida de todos, fosse no sentido que fosse, quem dera.

Até a ciência que procura alcançar os melhores resultados para ajudar na cura de doenças as mais variadas, e sabemos que é verdade mesmo, o fato é que ela algumas vezes vem sendo usada para outro sentido, o da perversidade. Há de tudo neste nosso mundo que ainda acreditamos ser de Deus.

Enfim estamos agora, digamos, entrando num Ano Novo. Esperanças não nos faltam tomara que o coração de muitos passe por um estágio de melhora e possamos não ter jogado ao lixo tantas comemorações pelo mundo afora. Gostaria de também gritar, mas acreditando: Viva o Ano Novo.



Comentários sobre o texto podem ser enviados diretamente ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br 








Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com



Direitos Reservados
É proibida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor.