01/10/2019
Ano 22 - Número 1.143


ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



ESTE MUNDO MODERNO



Francisco Simões, colunista - CooJornal


Gente amiga, vocês já devem estar cansados (as) de ler a minha idade, só que hoje a usarei com relação como diz o título, com certos “efeitos” deste tal mundo moderno.

Algumas pessoas se julgam donas de uma verdade ou de verdades absolutas e assim querem impor situações, programas, etc e tal. Eu sempre fui adepto da ginástica desde meus tempos de muito jovem ainda e jamais deixei de me exercitar.

Até Yoga acreditem eu pratiquei, ou melhor, a Hatha Yoga (yoga com o “o” aberto e não fechado como alguns resolvem pronunciar hoje). Eu era bem mais leve do que sou agora ou já há algum tempo e também muito mais jovem claro. Ademais eu lia muito sobre o assunto yoga e assim também me dediquei tanto à respiração ritmada por sinal muito boa, como me voltei ao relaxamento.

Aconselho usarem a respiração completa ritmada em casos em que a pessoa se encontre nervosa, angustiada ou coisa parecida. Faz muito bem e costuma assentar o ritmo respiratório o que acaba por nos conduzir a uma tranquilidade, acreditem.

Efeitos semelhantes podem usufruir pessoas que vez ou outra, como eu já fiz mais rotineiramente, pratiquem também o relaxamento completo. Ele costuma ser antecedido da respiração que acalma e nos dirige melhor para relaxar.

Mas eu também fui adepto de corridas, isto quando era muito jovem ainda lá em Belém do Pará, minha terra natal, e depois com a idade avançando passei a adotar as caminhadas. Eu as fiz tanto na areia da praia quanto em calçadas como em Ipanema, onde morei, e depois aqui em Cabo Frio onde passei a morar há alguns anos.

É claro que a idade vai avançando e nos levando para um patamar que se não nos faz desistir do exercício, pelo menos inteligentemente procuramos adequar este ao nosso estado atual. Faz alguns anos que chegando perto dos 80 e depois ultrapassando esta idade, estando hoje nos 83 anos tomei uma decisão irrevogável.

Não pensem que desisti de me exercitar, isto não, mas faz alguns anos que agora eu me exercito aqui em casa mesmo, e a caminhada se dá pelo quintal, além da garagem etc. Andar na rua sabendo das ruas que nós temos em qualquer cidade eu afirmo não ser aconselhável. Pode-se tropeçar cair, ou coisa pior. Então já faz tempo que evito.

Respeito opiniões em contrário, mas mantenho minha decisão. Outro dia numa bela reportagem na TV vi alguém que eu sempre admirei, e está hoje no patamar dos 90 anos, dizer que também faz exercícios, porém na casa dele. Até sauna o cara tem tanto seca quanto úmida. Maravilha, eu concordo plenamente.

Entretanto decidi escrever este texto face a críticas que tenho feito não só a pessoas com as quais eventualmente convivemos ou mesmo os tais “mestres”, donos de verdades absolutas, que aparecem na TV ou na internet, ditando regras e mais regras para todo mundo.

Alguns ou algumas chegam ao absurdo de quererem impor regras de pessoas mais jovens a pessoas com muito mais idade. Já vi e ouvi algumas vezes em programas na TV. Acreditem que há aqueles ou aquelas que se impressionam e passam a assumir o mesmo comportamento. Lamentável, mas desde que não seja eu tudo bem.

Quando eu estava nos cinquenta e tanto e mesmo depois nos sessenta e tal fui morar em Portugal por 4 vezes, em Lisboa, de três em três anos, e dali partia para conhecer muitas cidades de diversos países porém sempre a pé. A viagem se dava de trem, mas estando nas cidades eu fazia questão de andar e mais andar. Afinal eu podia e era bem melhor assim. Se não conheci todas afirmo que aproveitei muito sempre caminhando.

Lógico que hoje nem de longe eu poderia fazer o mesmo. Se me criticarem pelo que eu afirmo aqui aviso que não ligo afinal não sou nenhum super-homem, mas uma pessoa comum. Estou bem de saúde, é verdade, mas conheço meus limites além de respeitá-los acima de tudo. Se todos fizessem o mesmo garanto que seria bem melhor.

Este mundo moderno tem muitos atrativos, é verdade, e eu participo deles em parte dentro do que julgo não me vá escravizar. Neste caso me refiro aos maravilhosos celulares. Vejo pessoas que passam a maior parte de seu tempo mirando e dedilhando naqueles aparelhos, até quando elas andam pelas ruas e aí mora algum perigo, pois acabam por se tornarem atrativos para os larápios. Comigo não.

Estes maravilhosos aparelhos, cada dia mais modernizados, a mim servem apenas e muito mais como telefones. Posso parecer meio fora deste tempo, mas não sou não apenas ajo de forma que nenhum avanço tecnológico me faça escravo enquanto como aparelho seja o senhor. Isto eu entendo e me reservo o direito de continuar a ser eu mesmo como sempre fui é verdade. Não abandono amigos por causa dos celulares.

A mim serve bem melhor o computador de torre pelo qual escrevo e divulgo minhas crônicas e poesias para amigos e amigas de todo o mundo além de usa-lo para pagar muitas contas nossas e de pessoas bem chegadas entre outras coisas. E vamos levando neste tempo de tantas mudanças sabendo não me deixar fascinar por todas elas. Usa-las, sim, mas com muito equilíbrio. É isso aí, amigos e amigas.



Comentários sobre o texto podem ser enviados diretamente ao autor, no email fm.simoes82@gmail.com







Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
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