15/09/2017
Ano 20 - Número 1.045

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões

O FIM DO MUNDO

Francisco Simões, colunista - CooJornal




Eu não pretendo ser catastrófico, muito menos abordar o assunto em epígrafe tal como pregaram alguns profetas, ou falsos profetas através dos tempos. Isso não, amigos, podem ter certeza.

Ademais não me move mergulhar em escritos e ou opiniões oriundas de livros sagrados, os quais respeito e sigo apenas no que eu creio sem pretender debater com ninguém sobre certo ou errado. Cada um tem a sua fé e que assim seja.

Aliás, sequer tenho a pretensão de me imiscuir no assunto hoje tão divulgado na mídia do mundo inteiro a respeito do que determinados Chefes de certas Nações estão a querer levar seu país ou sabe-se lá se este lindo planeta a uma destruição parcial ou total “brincando” de produzirem e testarem artefatos cada dia mais poderosos.

Percebo que há no ar uma provocação de lado a lado, fazem discursos pregam este ou aquele regime como se seus semelhantes não tivessem o direito e o dever de defender aquilo no que acreditam. As provocações se sucedem dia após dia, semana após semana, muito mal disfarçadas ou sequer sem disfarce algum.

Mas eu não pretendo considerar o tema por mim escolhido como o que alguns chamam de “final dos tempos”. Preocupa-me muito além das nações ou das políticas defendidas por seus líderes a situação dos seres humanos. Estes sim são o objeto maior desta minha reflexão neste texto.

Afinal quando nascemos, quando chegamos a este mundo, ninguém nos diz que nossa estada nesta vida terá um tempo determinado. Quem o dita, quem nos faz partir desta vida antes ou depois, ou bem depois, confesso que não sei, mas tenho ideias formadas através do tempo de minha já longa existência considerando não só minha formação familiar como o Colégio em que estudei por muitos anos e outras experiências. Tenho aprendido muito nesta minha já longa vida que ultrapassa os 80 anos.

Enquanto vamos crescendo física e mentalmente temos o direito e até o dever de crermos não apenas no que mestres, familiares e religiosos nos disseram, pregaram para nós, porém também naquilo que temos deduzido e que nos levam a crer ou não nas razões de tudo isto que aí está ao nosso redor, deste infinito imenso e incalculável no seu todo visto que a cada tempo nos ensina coisas, nos dita regras e definições.

Assim sendo, consideremos todos os seres viventes que nascem vivem e morrem um dia. Quando? Ninguém sabe, jamais alguém pode sequer supor, a menos que uma doença hoje considerada das tais incuráveis a atinja em certo momento. Mesmo assim alguns já alcançam a cura antes jamais conseguida. As pesquisas avançam e quando o são para o bem de todos nós temos que aplaudir.

Eu costumo me referir aos seres humanos atribuindo a cada qual um horizonte que como tempo vai a cada dia se aproximando mais e mais conforme nós avançamos na idade. O horizonte que no meu entender é o final de tudo, não tem um tempo certo para ninguém e em verdade é diferente para cada ser humano.

Alguns dizem que já nascemos com destino traçado outros não creem nisso. Os que justificam a opção acima acreditam em reencarnação assunto que eu já andei estudando e confesso que tenho minhas dúvidas, mas não desprezo de todo tal crença.
A verdade é que cada um de nós acaba seguindo esta ou aquela crença ou simplesmente não crendo em nada. Aqui eu me refiro aos ateus que também respeito. Tenho amigos que o são e convictamente. Estes costumam conhecer as demais crenças, mas optaram por nenhuma delas, um direito inalienável.

O fim da vida nós todos sabemos que é a morte. Como e quando ela chegará não fazemos a menor ideia nem quem a programa nem o que a determina. Você pode acreditar nesta ou naquela crença religiosa ou mesmo ser ateu, todavia nunca descobrirá este mistério.

Para cada ser humano posso dizer que a morte é em verdade o fim do mundo, o ponto final de uma existência que poderá ou não ter sequência, de alguma forma, após a nossa vida terrena. Muitos creem na chamada “vida após a morte”, embora muitos outros não levem a sério tal discernimento.

Os que acreditam na opção acima consideram que além de nosso corpo físico temos um espírito que deve reencarnar uma ou várias vezes para cumprir, não sei se diria um destino, mas algo como uma programação para se regenerar ou pagar pelo que teria ficado devendo em vidas anteriores etc. Este raciocínio justifica a reencarnação.

Não defendo nem acuso nenhuma crença só digo que já passei por algumas experiências começando pelo catolicismo, já que nasci em família católica. No correr da minha existência acabei tendo experiências diversas pelo espiritismo com pessoas da maior credibilidade, chegando enfim a frequentar a Igreja Evangélica agora mais na reta final de minha vida.

O que concluí de cada experiência eu guardo só para mim. Em minha família os meus pais, avós e bisavós ultrapassaram os 85 anos de vida. O que me cabe eu não sei nem quero pensar nisso, o importante é viver sendo útil, mantendo-me atuante no que agora me resta, ler e escrever. Assim mantenho minha mente ocupada com coisas saudáveis e procuro ser útil aos que precisam de mim de alguma forma.

Percebo que a cada ano meu horizonte mais se aproxima trazendo com ele o que pode representar para mim o tal “fim do mundo”. E daí? Só espero recebê-lo em paz e tranquilamente sem dar trabalho a ninguém. Enquanto isto eu vou vivendo. Saúde e paz para todos. Até o próximo texto.







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Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(15 de setembro, 2017)
CooJornal nº 1.045



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
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