10/06/2006
Ano 9 - Número 480

ARQUIVO SIMÕES

 

          

Francisco Simões

 

JUSTIÇA SEJA FEITA

Se queremos ser respeitados, até em nossas críticas, havemos que sempre nos manifestar, porém com absoluto respeito àqueles a quem criticamos, mereçam ou não qualquer distinção. Nem todos respeitam esta regra, daí muitas vezes porem a perder o seu trabalho, ou a não ver o mesmo receber o crédito que pretendiam.

Mas, o que desejo hoje é que a justiça seja feita. Refiro-me à empresa TELEMAR. Algumas vezes já relatei fatos e teci críticas em cima dos mesmos referindo-me aos serviços que me foram prestados, deixando a dever. Outros também já o fizeram.

Aliás, a TELEMAR já foi até colocada como uma das campeãs de queixas no PROCON do Rio de Janeiro. Felizmente conheci o outro lado da moeda justo na semana passada, aqui em Cabo Frio.

Eu tentava conectar meu computador com o provedor Terra, do qual sou usuário há muitos anos, mas seguidamente a conexão não se completava porque a linha estava ocupada. Este fato pode ocorrer, porém jamais se repete por mais de duas horas, por exemplo, a menos que esteja acontecendo uma situação de caos nas comunicações telefônicas, relativamente ao provedor ou à empresa de telefonia.

Tudo começou por volta das nove horas da manhã. Cerca das dez horas decidi telefonar para o suporte técnico do Terra que, após verificação, me garantiu nada terem detectado que justificasse o fato. Foi-me sugerido entrar em contato com a TELEMAR, o que fiz logo a seguir.

Tive o prazer de ser maravilhosamente bem atendido por uma jovem, cujo nome não guardei, e que tentou de tudo para me apresentar alguma resposta objetiva e que explicasse o que eu lhe narrara estar acontecendo. Àquela altura eu já pedira a mais duas amigas que tentassem conectar com o Terra nos computadores delas, e igualmente nada conseguiram, a linha estava sempre ocupada.

Encantei-me com o atendimento da jovem, funcionária da TELEMAR, pois foi educada, ouviu-me com atenção, não procurou me descartar com desculpas tão comuns em outros casos que já experimentei em outras empresas. Pelo contrário, vendo esgotadas as possibilidades ao seu alcance para me apresentar uma resposta confiável e honesta, colocou-me em contato com um colega seu de outra área.

Em nenhum momento ela repetiu aquilo que me cansa ouvir: “Senhor isso, senhor aquilo, senhor, e mais senhor, e tome senhor...” Para mim, pior que isto só quando ficam a me chamar de... “tio”... É como se pisassem no calo que não tenho, felizmente.

Agradeci a atenção dela e passei a ser atendido por um rapaz, também muito educado, preocupado em resolver meu problema ou esclarecer a situação, e para isso me fez esperar umas duas vezes por alguns minutos, vindo, logo a seguir, pedindo desculpas pela espera. Jeito de falar respeitoso, sem exageros, tratando-me com cortesia e buscando sempre a solução que, infelizmente, não estava ao dispor dele.

Meio constrangido por não poder me oferecer uma resposta ou uma solução, apresentou-me desculpas novamente e sugeriu que voltasse a falar com o provedor Terra. A essa altura pedi para conversar com a supervisora dele. Outro atendimento de primeira, com sorriso amável nas palavras, embora esperando que eu fosse apresentar alguma queixa. Surpreendeu-se com a minha preocupação em levar ao conhecimento dela o excelente atendimento que tivera por parte dos dois funcionários, independente de o problema não ter podido ser resolvido.

Apresentei-me e lhe disse que iria comunicar em uma de minhas crônicas esta impressão favorável à empresa, pois quando fiz críticas antes não as enderecei graciosamente à TELEMAR, somente queria poder contar com um atendimento como o que agora me ocorrera. Acredito que as coisas devem ter mudado, e para melhor, na nossa principal empresa de telefonia, o que é muito bom. Parabéns.

Minutos depois, voltando a ligar para o provedor Terra, finalmente me confessaram haver descoberto que o tal problema de conexão devia-se a momentâneo, embora demorado, impasse talvez de excesso de comunicações com eles. O problema, afinal, não fora mesmo gerado pela TELEMAR.

Para encerrar, cito mais um fato que me deixou estupefato. Logo após haver desligado o telefone, quando conversava com a supervisora daquela empresa, tocaram a campainha de minha casa. Podem não acreditar, mas era um técnico da mesma que estava trabalhando no bairro do Braga, onde moro, e ao perceber que havia, no seu celular, um aviso pedindo visita, tratou de se dirigir ao meu endereço.

Na verdade eram dois homens que traziam um lap-top para fazer uma verificação em minhas linhas. Nada foi detectado já que a explicação viera do próprio Terra. Isto pode acontecer eventualmente, nada contra o meu provedor, pelo contrário.

À TELEMAR os meus sinceros cumprimentos e que não tenha sido apenas um eventual atendimento exemplar o que me dedicaram. Que o exemplo se prolifere.




(10 de junho/2006)
CooJornal no 480


Francisco Simões
escritor, fotógrafo (expositor), radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
www.franciscosimoes.com.br