03/10/2008
Ano 12 - Número 601

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética


 

          

Francisco Simões
 


DÁ VONTADE DE PEDIR O BONÉ

Meus bons amigos, estou nesta internet, escrevendo sempre, toda semana, desde janeiro/2001. Comecei não só na revista Rio Total, de Irene Serra, onde estou até hoje, como em Blocos, de Leyla Miccolis, de onde saí uns 4 anos depois. 

Só consegui ter o meu site pessoal posteriormente pelo honroso segundo lugar que consegui num concurso de poesia do site A MAGIA DA POESIA, do excelente poeta, que depois ficou meu amigo, o Fabio Rocha. O prêmio era ele criar um site para o segundo colocado. A honra foi minha, ganhei uma amizade e um belo site.

Mesmo estando numa fase de me “encolher”, em termos de participação, aceitei o simpático convite das meninas do site SINAL, do Sindicato de Funcionários do BACEN, Michelle e Lúcia, onde sou colunista junto com Mário Márcio já há uns anos. Estou hoje com mais de 240 crônicas semanais no SINAL.

Mais recentemente cedi ao convite de Valéria Eik e passei a colaborar com o “Conexão Maringá”, e logo a seguir chegou-me outro honroso convite do poeta português Victor Jerônimo. Hoje integro igualmente o seu magnífico “ECOS DA POESIA”. Outra querida amiga, Silvana Guimarães, um dia veio a me convidar também para eu ter um espaço só com poesias no seu GERMINA, REVISTA DE LITERATURA E ARTE. Nós já estivéramos juntos no PD-Literatura durante um bom tempo, onde conheci Asta Vonzodas.

Continua “on-line” o “Cantinho do Francisco”, em Londres,  que era integrante do CANTINHO DO POETA, na época criado e mantido por Marc Fortuna e Richard Price. Há anos deixou de ser atualizado, mas vale uma ida até lá.

Como vêem não estou nesta internet por acaso. Nem permaneço aqui só por insistência de alguém. Escrevo porque gosto. Escrever me faz feliz e me ajuda a viver.

Pois é, bons amigos, mas cada dia que passa, testemunhando tanta mentira, tanta hipocrisia, tanta apelação, tanto desrespeito com o uso de autorias falsas em textos sempre repassados e mais repassados levianamente, venho sendo tentado, a pedir o meu boné.

Confesso que estou ficando cansado porque quando invisto contra esses e outros ilícitos nem sempre recebo o apoio esperado, pelo contrário. Logo surge alguém a me criticar e a tentar justificar sua “cumplicidade” nos repasses efetuados. Fico realmente triste com isso.

Alguns pedem que eu faça de contas que nada li, que nada vi. Desculpem, não tenho tendência para ser avestruz. Não consigo fugir à minha responsabilidade nem calar a voz de minha consciência. Teria vergonha de mim mesmo se agisse diferentemente.

Ao ler essas minhas palavras provavelmente alguns estarão a rir do meu empenho na defesa do que é de direito, contra quem distorce a verdade, plagia descaradamente textos e poesias, atira denúncias sem provas, só porque preferem que o seu alvo seja atingido de qualquer forma, não importando os métodos, as mentiras ou falsificações empregadas na luta contra o “inimigo”.

Nem vou me referir aos textos que me chegam onde, para atingir quem quer que seja, geralmente autoridades que detestam, usam palavras de baixo calão, pegam pesado, descem algumas vezes ao mais baixo degrau da indignidade, da moral, para quem injúria, ultraje, tudo é válido, esquecendo que, com essas atitudes, não só se igualam aos que querem criticar como exibem o seu próprio lado mais sórdido, mais vulgar.

Lembro que não é à toa que na primeira página do meu site pessoal está lá, há anos, a imagem que representa o “Grupo Brasil D+A – Maior Valor aos Direitos Autorais”. Faz muito tempo fui convidado por César Paes Leme para integrar um dos grupos que ele preside e assim me dedicar também ao combate incansável na defesa dos direitos autorais. Visitem, quando puderem, e confiram o que digo: (http://www.superviadigital.com.br/projetos/news_brdmaisamais.htm )  

Não tenho podido ser mais atuante porque me falta tempo, porém me insurjo sempre que posso e que me surge algum ilícito como aquele em que plagiaram descaradamente um escritor português, mudaram o foco das críticas para o Brasil, e creditaram a autoria ao João Ubaldo Ribeiro, fato que o próprio João Ubaldo já desmentira em mensagem a um escritor amigo dele. E repassaram a rodo. 

Um povo que é criticado por pessoas, deste mesmo povo, que agem também usando métodos que criticam no restante dos seus patrícios, que não se importam com a falta de lisura de suas ações, que querem apenas atingir o seu povo, a começar pela autoridade maior do país, que eu não defendo, porém de quem eles se arrogam em severos críticos do tipo “roto falando do remendado”!! Culpo também a omissão de tantos que preferem o cômodo silêncio a se expor na defesa da verdade.  

Vergonha, amigos, sinto eu ao ler essas baixarias, esses argumentos injustificáveis de pessoas das quais eu esperava mais, muito mais, mas em honradez, em seriedade, em decoro. Pessoas que jamais deveriam agir no estilo de “os fins justificam os meios.” Envergonhado e indignado tenho vontade mesmo de pedir meu boné.

 

 
(03 de outubro/2008)
CooJornal no 601


Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.franciscosimoes.com.br 

Direitos Reservados