22/08/2009
Ano 12 - Número 646

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética


 

          

Francisco Simões



ESPÍRITO SANTO –
GENTE BOA, TERRA LINDA – VI
Reserva Florestal da Vale (continuação)

Ao chegarmos ao viveiro de mudas de árvores, localizado no fundo do complexo hoteleiro, ficamos encantados com a extensa área por eles usada. Vimos lá alguns funcionários trabalhando com afinco e, pelo que percebemos de nossas conversas com alguns deles, sentem muito orgulho pelo que fazem.

Eles passam o dia inteiro plantando, cuidando com muito zelo de cada muda de árvore, e elas são inúmeras, ocupando vários espaços numa imensa área. Pode-se ir até lá a pé ou de carro. Aliás, tudo por ali é grande, é amplo, e muito bem cuidado.

Enquanto eu fotografava e filmava ia ouvindo as conversas de Lena com os vários empregados. Eles sentem o maior prazer em fazermos perguntas, pois gostam de falar sobre o trabalho ali desenvolvido. Além dos funcionários existe na área um administrador que coordena todo aquele trabalho.

Caminhei por entre os inúmeros canteiros de mudas, lendo as placas que identificam cada uma. A maioria das árvores eu não conhecia o nome. A razão maior da manutenção e ampliação daquele grande viveiro de mudas de plantas é a preservação da Mata Atlântica. Elas irão sendo replantadas reorganizando a natureza que o bicho homem insiste em viver destruindo.

Perguntados por Lena se admitiam vender algumas das mudas foi dito que sim, porém fizeram um alerta: no plantio das mudas eles não usam enxertos já que o objetivo primeiro é o replantio das árvores de forma a ajudar na ampliação da Mata Atlântica, e assim, as que sejam frutíferas, por aquela razão, só deverão dar frutos a partir de 9 a 10 anos após seu plantio. Vivendo e aprendendo.

Verão imagens do grande e bonito viveiro de mudas de plantas neste link:
http://www.franciscosimoes.com.br/vale2-1.htm

Das frutas mais conhecidas por mim, como o cupuaçu e o açaí, originários da minha terra natal, o Pará, ficamos sabendo que especificamente o açaí de lá eles não usam na alimentação, são apenas para os muitos macacos da região que vivem inclusive na Reserva da Vale, à nossa volta.

Sobre o cupuaçu há inúmeros pés em volta e dentro do complexo hoteleiro. Fotografei e filmei Lena com alguns deles na mão, assim como me fartei de comer tanto sorvete como musse de cupuaçu e beber o delicioso suco, ou vinho, da mesma fruta. Acabaram nos presenteando com um exemplar de cupuaçu dos grandes. Fotos da árvore e do próprio cupuaçu verão neste link:
http://www.franciscosimoes.com.br/vale2-2.htm

Repito que a toda a volta do complexo onde nos hospedamos tem-se a presença permanente da floresta. Em certo trecho existe uma passarela, no alto, também toda de madeira, por onde caminhamos tendo a sensação de estar a passear no habitat do personagem Tarzan. Andamos mesmo entre árvores muito altas e com a sensação de estar a anoitecer, seja qual for a hora do dia. É muito agradável e diferente. Algumas fotos neste link:
http://www.franciscosimoes.com.br/vale2-3.htm

Para descontrair resolvi mostrar-lhes que o chuveirão, ao lado da piscina principal, está embutido também num poste de madeira grossa e para economizar água eles colocaram um interruptor bem largo e que só deixa a água passar se pressionado. Veja a prova nessas duas fotos:
http://www.franciscosimoes.com.br/vale2-4.htm

Um detalhe fundamental que prova o cuidado, a responsabilidade, o zelo com o meio ambiente e um imenso respeito com a flora local, é a iluminação noturna usada nas passarelas que cercam os quartos assim como em todo o correr dos caminhos do complexo do Hotel Fazenda. Não há postes, luzes fortes, nada disso, apenas discretas luminárias colocadas em pequenas toras de madeira de no máximo 40 cm cada uma.

A partir de determinada hora um vigia apaga as luzes e tudo fica às escuras do lado de fora dos quartos. As muitas aves e os animais que vivem nos milhões de árvores espalhados naquela Reserva Natural da Vale certamente agradecem, pois aquele é o seu habitat natural. Todavia há pessoas que ali se hospedam e não alcançam os verdadeiros objetivos daquele ambiente que, acima de tudo, deve respeito à natureza. Fotos da iluminação noturna especial neste link:
http://www.franciscosimoes.com.br/vale2-5.htm

Soubemos que certos hóspedes insistem com diretores para que instalem postes com refletores, isso porque certamente querem ficar até tarde na piscina, ou na sala de jogos, etc. Insensibilidade total já que aquele sítio não comporta atitudes mais próprias de Pousadas ou Hotéis meramente comerciais. A Reserva Florestal da Vale, na qual está incluído o complexo hoteleiro, tem o compromisso primeiro de trabalhar para a preservação da Mata Atlântica, nela incluída a fauna local.

Ofereço-lhes agora mais alguns registros fotográficos do belo parque da Reserva Natural da Vale, incluída a sala de estar, com bar e jogos, também criada toda em madeira. Vejam as fotos neste link:
http://www.franciscosimoes.com.br/vale2-6.htm.

Para terem uma idéia melhor de tudo que estou a narrar nestes dois textos sobre a Reserva Natural da Vale, o trabalho que desenvolvem visando a preservação da Mata Atlântica, e seu complexo hoteleiro, sugiro visitarem o site deles além de verem as fotos que fizemos e que estou disponibilizando em vários links a cada texto. O site deles é:
www.vale.com/reserva_natural_vale. Há muito que saber e que ver passeando pelos vários espaços deste site.

A disponibilidade total da parte hoteleira é de 50 apartamentos, sendo 28 de Luxo, 11 de Ouro e 11 de Prata. Entre os considerados de Luxo estão os 12 log’s em madeira nos quais nos hospedamos. É comum eles receberem visitas de curiosos e também de auxiliares que estão a ser treinados pela empresa Vale.

Vai daqui um agradecimento a todos os funcionários que foram sempre muito gentis conosco. No outro texto me referi ao cozinheiro da noite e à senhora cozinheira do almoço. Não poderia deixar de agradecer também a acolhida sempre calorosa do amigo Ozir e da amiga Letiane, que nos atendem na recepção.

Todos os funcionários que lá trabalham, em qualquer das áreas, têm condução gratuita diariamente. Um ônibus reservado os leva logo cedo e os recolhe por volta das 17 horas. Soube que a maioria deles reside em Sooretama que fica bem próxima, cerca de apenas uns 5 km, enquanto alguns moram em Linhares, o que representa mais uns 23 km. O cozinheiro da noite que lá permanecia para nos servir o jantar era depois recolhido por uma vã antes das 21 h.

À noite, no complexo, permanece apenas um vigia. Fiquei curioso ao saber que por parte da mata circulam vigias de moto com a tarefa de tentar impedir a entrada de caçadores, inclusive à noite.

Estimo que tenham curtido bastante com nossas fotos e minha narrativa o que é permanecer como únicos hóspedes naquele espaço imenso e paradisíaco durante quatro dias. Recomendo uma visita. Acreditem, é mesmo imperdível.

Divulgarei mais uns dois ou três textos sobre outros aspectos de nossa viagem, estes já sem fotos, porque há mais algumas coisas a contar.



(22 de agosto/2009)
CooJornal no 646


Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.franciscosimoes.com.br 

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