26/02/2011
Ano 14 - Número 724

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética


 

          

Francisco Simões



O LADO OCULTO DA MINHA VIDA



 

Francisco Simões, colunista - CooJornal

Meus prezados, venho hoje explicar a vocês o que pretendo fazer a partir dos próximos dias e durante algumas semanas no que se refere às minhas divulgações.

Já há alguns anos eu escrevera uns textos sobre fatos que resolvi chamar de “O lado oculto da minha vida”. É uma narrativa séria, em capítulos, de fatos e circunstâncias que vivi a partir de 1958 até hoje.

Das pessoas do meu relacionamento que ainda estão vivas, seja na família, seja em amizades de tantos anos, quase ninguém conhece essas histórias. De uma parte dessas, mais recente, talvez umas três ou quatro pessoas saibam alguma coisa porque estiveram envolvidas no que ocorreu e que será por mim contado. Quanto a essas eu troquei alguns nomes propositadamente. Mas são apenas uns 2 ou 3.

Sobre os fatos e circunstâncias bem mais antigos somente eu conheço tudo que será narrado nos mínimos detalhes. As demais pessoas envolvidas já faleceram. Serei fiel a tudo que narrarei, sem fantasiar nada, sem inventar histórias, sem fazer nenhum tipo de pregação, sem tentar induzir alguém a uma emoção falseada.

Eu escrevera os cinco primeiros textos e me empenhava no sexto quando ocorreu-me um piripaco que não me deixou dormir por três noites consecutivas. Quando deitava, eu me sufocava. Isto aconteceu em Janeiro/2007. Passei as noites em claro, pois mesmo sentado era difícil dormir. Marlene, que cuidava de mim, estava viajando, fora rever parentes em Bom Jesus do Itabapoana (ES). Eu me encontrava realmente só com meu cachorrinho, o Touche.

Uma das irmãs de Lena é que vinha à minha casa fazer minha comida e a limpeza geral. Ficava lá das 10 horas da manhã até cerca das 16 horas. Por sorte Lena voltou a Cabo Frio no terceiro dia do meu sofrimento sem saber o que eu tinha. Graças a ela no dia seguinte eu já tive assistência médica e o problema foi devidamente equacionado por um cardiologista. Foi mesmo por pouco.

Escapei, mas fui proibido pelo médico de continuar morando na minha casa por ser de dois andares e eu ter que usar uma escada várias vezes ao dia. Lena cedeu um dos quartos de sua casa nova para mim. Mais uma vez ela participava ativamente da minha sobrevivência.

O fato é que acabei deixando aqueles textos de lado e só vim a pegar neles novamente ao final do ano passado, 2010. Achei que deveria tocar aquele projeto pra frente, e assim voltei às narrativas. Antes de me decidir pela divulgação julguei prudente ouvir a opinião de dois amigos da antiga que me conhecem muito bem, porém nada sabem das histórias que narrarei.

Passei para eles apenas rápidas pinceladas sem lhes abrir o teor dos textos. Ouvi conselhos, sugestões, recomendações e alertas, já que abrirei meu coração sem medo de ser feliz. Sei que nesta internet ao fazer isto assumimos certo risco. Ouvi também palavras de incentivo para eu não recuar e já que estava decidido a fazer, que o fizesse. Escolhi um amigo católico e um ateu. Um não soube que eu consultara o outro. Agradeço a atenção e o carinho que tiveram para comigo.

Pesei os prós, os eventuais contras, e me decidi pela divulgação. Tantas vezes já contei histórias verdadeiras que vivi, quem me lê há mais tempo sabe disso. Desta feita, todavia, sei que preciso de um pouco mais de coragem e mesmo de ousadia para falar de certas coisas mergulhando nas minhas emoções de cada momento. Por exemplo, assumir uma certa covardia, toda minha, ante uma verdade que acatei, mas não fiz por onde a desenvolver.

Os fatos narrados estão rigorosamente dentro da verdade do que aconteceu. Se alguém julgar algo ridículo, estará no seu direito e eu respeitarei, só não mudará nada do que foi vivido, do que realmente aconteceu, do que eu testemunhei. Sempre apreciei receber comentários sobre meus textos e não será agora que mudarei de atitude, de forma alguma.

Se alguém analisar algo por uma visão, digamos, religiosa, e divergir do que eu estiver afirmando, tem toda a liberdade de comentar, mas, repito, a realidade por mim vivenciada em nada será alterada e nem eu estarei fazendo qualquer tipo de pregação. O enfoque estará sempre na realidade que eu vivi, jamais em aspectos que envolvam conceitos religiosos. Espero que entendam isso.

Se alguém não entender a razão de eu resolver expor agora o que chamarei de “O Lado Oculto da Minha Vida” digo-lhe apenas que posso ter a sorte de obter informações que me sejam muito úteis ainda a esta altura da minha vida. Por outro lado, estou consciente de que reprimendas poderão me ser direcionadas quanto ao meu proceder em certos momentos. Entendo perfeitamente.

Minha narrativa deverá tomar uns sete ou oito textos, tirando este da apresentação. Pretendo iniciar as narrativas já na próxima semana, provavelmente sem interrupção.  
 

(26 de fevereiro/2011)
CooJornal no 724


Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
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