01/07/2011
Ano 14 - Número 742

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética

          

Francisco Simões



MÉDICO OU DEUS?

 

Francisco Simões, colunista - CooJornal

Eu tenho o maior respeito pelos que exercem a medicina, inclusive uma de minhas irmãs, a Dra. Otília Dora, é médica, psicóloga infantil. Cheguei a trabalhar no Departamento Médico do Banco do Brasil, ainda quando bem jovem, por dois períodos, um de três anos e meio e outro de mais ou menos dois anos.

Eu conheci médicos ótimos e outros nem tanto. Nunca tive necessidade de recorrer a algum deles durante os anos que lá trabalhei. Ou melhor, um deles, de Clínica Geral, a quem fui por indicação de um colega, acabou me orientando e muito bem com relação à minha rinite alérgica. Eu a carrego comigo desde que nasci. O nome dele era Dr. Joari, disseram-me que já faleceu.

Antes tentei solução através de dois especialistas, mas fiquei muito decepcionado com a falta de solução e/ou tentativa de convencimento para eu ir à mesa de cirurgia, feita por um deles. Isto foi desaconselhado tanto por outro otorrino do mesmo Departº Médico do BB, como pelo tal clínico geral, que me apresentou soluções e explicações que funcionam até hoje, porém fora dos procedimentos tradicionais da medicina. Ele me alertara que se eu contasse aquilo a alguém ele jamais confirmaria. Compreendi e guardei comigo suas sábias sugestões.

Vou às consultas, já por longos mais de 36 anos, com o nosso Dr. Carlos de Faria e Pinho, no Rio de Janeiro, homeopata. Posso dizer que me trato com homeopatia há décadas, sem necessitar da alopatia. A homeopatia curou em pouco tempo uma enxaqueca que Zezé carregava por toda a vida e também a curou de certa labirintite que surgiu de repente, um dia, quando acordou. Confio na homeopatia.

Só precisei recorrer a um cardiologista mais recentemente em 2007 quando tive o que se chama vulgarmente de um “piripaco”. Fiquei três noites sem conseguir deitar para dormir, me sufocava. Foi Marlene quem me encaminhou para a solução do problema.

Identificado pelo profissional como uma hipertensão talvez mal cuidada, por mim, sempre achei que eu fui vítima de quase quatro anos vivendo sozinho, sob a emoção forte de uma perda, em 2003, que foi minha segunda esposa. Um dia teria que acontecer, assim achei, mas meu médico discordou. Rendo-me à opinião dele visto tratar-se de um excelente cardiologista elogiado por todos os seus clientes.

Falo do Dr. Ricardo Azevedo que cuida do meu coração, pressão, pulsação, artérias, etc. Dos cinco eletrocardiogramas que fiz com ele entre os anos de 2007 e 2010 minha recuperação foi fantástica. No mais recente ele comemorou como uma recuperação total do meu problema. Tomo alguns medicamentos que ajudam a regular a pressão, a pulsação, e cuido muito bem da alimentação, como sempre o fiz, além de me dedicar disciplinadamente aos meus exercícios diários.

Não abandonei e jamais abandonarei a homeopatia que sempre me ajudou a viver melhor graças à competência do amigo, Dr. Carlos de Faria. Até aqui eu quis me posicionar em relação a médicos e à medicina, em geral, no que tange à minha vida nesses 74 anos, às vésperas dos 75. Agora vamos virar a página dentro do mesmo assunto, eu e a medicina, para opinar sobre outros aspectos. Vamos a eles.

Sempre condenei quando qualquer médico, seja ele quem for, talvez por excesso de confiança nos seus conhecimentos e nas informações sobre a doença de alguns pacientes, decide determinar o que chamo de “sentença de morte” ou “prazo de vida”, afirmando que este ou aquele paciente não viverá mais do que uns dois dias, ou uma semana, ou um mês, etc. Claro que uma pessoa facilmente impressionável pode até colaborar para que tal sentença se confirme.

Vamos a exemplos reais que conheci bem de perto, dos quais tenho testemunho, e mais um que poucos devem conhecer, narrado em uma entrevista dada pelo mestre da superação, o ex-pianista, hoje maestro, João Carlos Martins.

Em minha família tivemos três pessoas que foram, além de empregadas, integrantes do nosso seio familiar. Uma delas ainda vive, está com 85 anos e mora com uma de minhas irmãs. A outra vive com a família dela na Ilha do Mosqueiro e está hoje com 86 anos.

Uma terceira, Vivi, que era bem magrinha, quando tinha 62 anos teve sério problema de saúde e precisou retirar boa parte dos intestinos. O caso dela parecia tão delicado que os médicos disseram que não sobreviveria muito tempo. O mais “otimista” calculou apenas uma semana. Duas irmãs minhas, inclusive a que é médica, foram testemunhas deste fato. Vivi, que era pessoa de muita fé, quando soube sorriu e teria dito: “Quem eles pensam que são para dizerem quando eu vou morrer? Disso quem sabe é Deus.” E manteve sua esperança de que sobreviveria.

Pois bem, ela viveu até os 86 anos, ou seja, mais 24 anos para além da “profecia” dos ilustres doutores e morreu de morte natural, nada a ver com a tal doença. Outro caso, por mim e Zezé testemunhado, além de outras pessoas da família dela, ocorreu com a filha de um sobrinho quando ela tinha 13 para 14 anos. De repente ela não comia nada, ficou pele sobre osso, chocante de se ver. Contei sobre isto num dos meus textos da série “O Lado Oculto da Minha Vida”. Os médicos também “sentenciaram” que ela não teria mais do que uns poucos dias de vida, mesmo sem conseguirem diagnosticar a causa para o que acontecia com a menina.

Sem qualquer explicação pela ciência médica (a outra está no texto a que me refiro acima) a menina de repente começou a melhorar, a ter apetite, a ganhar corpo e ganhar força, enfim, voltou à vida. Hoje ela está linda, estudando e trabalhando, cheia de saúde. Já se passaram uns 17 anos. Na época, levada pelo pai a um dos médicos, este se mostrou surpreso, porém não soube explicar a recuperação dela.

Outro dia eu li uma entrevista do Sr. João Carlos Martins, o homem da superação, ex-pianista, atualmente maestro dos melhores, à revista Lola Magazine, da Editora Abril. Quando lhe perguntaram se apesar de tudo que ele já vivera ainda tinha algum sonho a realizar ele respondeu que pretendia continuar trabalhando com música até perto dos 100 anos, como o seu pai. A seguir explicou.

O pai dele teve câncer ainda aos 36 anos e perdeu mais da metade do estômago. Os médicos teriam afirmado que ele não viveria mais que uma semana. Acreditem que o pai de João Carlos Martins viveu até os 102 anos e morreu em um acidente, não de morte natural. A revista em que li aquela entrevista estava no consultório de nossa dentista, a Dra. Andréa. Eu copiei a página e guardei. Posso enviar a quem desejar ler. Garanto que vale a pena.

Sempre me perguntei o que leva alguns doutores a sentirem esta necessidade de estabelecerem “prazo de vida” para pacientes com doença eventualmente grave! Julgo isto, pedindo desculpas aos ilustres médicos em questão, certa imprudência, afinal quem seja fraco emocionalmente pode se deixar levar pela palavra da autoridade médica, como eu já disse, e colaborar, de alguma forma, com sua própria morte. Da minha parte não vejo nada que justifique aquele procedimento.

Todos nós conhecemos casos ou ouvimos falar sobre pacientes que, mesmo “sentenciados” à morte por seu médico, face ao seu estado de saúde, acabaram vivendo muito mais, tendo uma vida bem mais longa do que a ciência médica previra. Tem sido muito comum isso ocorrer. Já ouvi diversos casos a mim relatados por pessoas amigas. Será que no momento da “sentença” o doutor se julga um Deus?


(01 de julho/2011)
CooJornal no 742


Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
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