13/04/2012
Ano 15 - Número 782


 

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética

 

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Francisco Simões


SAUDADE É BOM

Francisco Simões, cokunista - CooJornal

Há umas semanas eu divulguei a crônica, “Órfão de Coração?”. O assunto me veio de repente, sem querer, como outras vezes já me aconteceu, quando uma amiga comentou a razão de alguém se sentir muito triste, perdendo até o sono, quando seu amor tinha que se ausentar em viagem. O alguém em verdade, era eu.

Ao dizer que aquele sentimento ela definiria como ser um “órfão de coração”, jamais a amiga Renata, da BRACOM, a FORD aqui de Cabo Frio, imaginara que dali estava me fornecendo um mote para eu escrever aquele texto e a se expressar em forma de poesia.

Sabem, sem falsa modéstia, que eu gosto e valorizo sempre a opinião dos que me lêem, especialmente quando me escrevem comentando. Pelas estatísticas fica-se sabendo que somos bem lidos, mesmo por pessoas que nunca nos escreveram, mas tudo bem. O importante é que faço o que gosto, o que me dá prazer.

O tema daquela crônica, recentemente divulgada, se tinha tudo a ver com amor igualmente abraçava a saudade. Quem ama sabe que digo a verdade. E com a saudade muitas vezes a vida nos apresenta a dor, o sofrimento, além das alegrias de quem é feliz por amor. Faz parte.

Felizmente aquele texto, o “Órfão de Coração?”, gerou vários e bons comentários. Ao dar sua opinião alguns acabam por quase escrever um novo texto em cima do mesmo tema e isto se repetiu no caso daquela crônica.

Outros, com poucas palavras, exprimindo seus sentimentos, acabam também por nos fornecer mais motivos para nos debruçarmos sobre o que me escrevem e daí extrairmos mais inspiração para novos textos. Gosto muito disto, muito mesmo.

Um dos meus amigos da antiga, leitor assíduo, com muita honra para mim, e dos que mais comentam meu trabalho sem se preocupar em bajular, mas sempre sendo sincero, autêntico, no que escreve, assim se expressou:

“Retrataste a verdade. Quem pode dizer o contrário? Mas em questão de amor, aliás, em questão de histórias de relacionamentos humanos, há muitas verdades diferentes umas das outras; tão diferentes quanto são diferentes os(as) personagens que as vivem. - Senti, não sei se acertadamente, que o teu texto tem destino bem definido. Acertei?” – Obrigado, amigo Manuel dos Santos, acertaste no alvo, pois.

Fiquei surpreso com pessoas que dificilmente comentam, por escrito, mas me falam pessoalmente sobre um ou outro texto meu, terem vencido certa “timidez” com as palavras escritas e apresentado manifestações que traduziram inclusive sentimentos pessoais, alguns bem íntimos. Obrigado pela confiança, amiga Inês de Carvalho.

Outra boa amiga, Silvana Guimarães, escritora, poeta, editora do lindo site GERMINA LITERATURA E ARTE, fez este breve, mas significativo comentário: “Que lindo isso, Chico. Um órfão do amor. Pura poesia, claro. Que eu gostei de ler.” – Obrigado por mais este prestigio de sua leitura e comentário, Silvana.

Aliás eu disse na hora à Renata, que proferira a expressão “órfão de amor”, que mesmo sem talvez perceber ela acabara de dizer algo poético. Também achei tão lindo que decidi escrever aquela crônica. E como valeu a pena, amigos e amigas.

Li e gostei de receber variadas manifestações dos que me lêem, porém decidi destacar essas poucas pelo conteúdo das mesmas. Entretanto falta eu me referir a uma das mensagens que acabou me propiciando a “palavra-chave” para o título desta crônica e a idéia para eu externar minha opinião a respeito deste comentário.

Ele veio do sul, de uma amiga também de longa data, pessoa que conheci aqui pela internet quando eu participava de concursos literários realizados pelo seu grupo, O ALPAS XXI. Ela é professora, escritora, poeta entre outras qualidades que a dignificam. Gaúcha da melhor estirpe.

Refiro-me à Rozélia S. Rázia que alguns de vocês conhecem. Após mensagem de comentário sobre o texto já referido acima eu respondi agradecendo, como sempre faço. Mas, Rozélia me surpreendeu com outra mensagem na qual escreveu isto, apenas isto e nem precisava dizer mais nada. Que lindo amiga. Disse ela:

“A saudade às vezes faz bem, nos faz olhar para nós como realmente somos e valorizarmos o outro que nos completa.”

Pelas experiências que já vivi nesta minha longa vida posso dizer que você está certa, amiga. Se já senti saudade em perdas, o que me plantou muita dor, por outro lado na saudade também já reconheci o quanto eu amava, e/ou amo alguém, como você diz, “que nos completa”.

Você definiu corretamente com outras palavras o sentimento expresso no que minha amiga Renata classificara de “órfão de amor”. Parabéns. Você também me fez recordar o poema “Metade”, do compositor, intérprete e poeta, Oswaldo Montenegro.

Entre tantos versos lindos ele diz: “... Porque metade de mim é amor... e a outra... também...” ... “Porque metade de mim é partida... e a outra, saudade...”
 

(13 de abril/2012)
CooJornal nº 782



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
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