20/04/2012
Ano 15 - Número 783


 

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética

 

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Francisco Simões


DENÚNCIA ANÔNIMA?

Francisco Simões, cokunista - CooJornal

Nós que escrevemos rotineiramente nesta internet e que divulgamos nossos textos tanto em prosa (artigos, crônicas, etc) como em versos (poesias), assinamos, ou seja, colocamos nosso nome na autoria de cada um deles, sempre.

Conheço muitos autores que escrevem aqui em sites variados ou diretamente neste espaço virtual. Alguns eu sempre repasso para os amigos porque gosto do que escrevem, e somos todos responsáveis pelo que nós escrevemos, pelo que dizemos, como tem que ser, aliás.

O que escrevemos e divulgamos é verdadeiro, é autêntico em sua essência, jamais algo que possa ser considerado apócrifo. Agora em janeiro, como sabem, eu completei onze anos escrevendo quase sem parar, nesta internet, já tendo hoje mais de 800 textos em prosa que, graças a Deus, têm recebido ampla divulgação.

Ninguém que seja responsável por este ou aquele espaço literário, que se proponha a abrir caminho para tantos autores ignorados, por exemplo, pela mídia escrita, aceitaria para divulgar algo cujo autor preferisse ficar no anonimato. Isto simplesmente não existe.

Cada qual em seu estilo propaga seus escritos aqui ou ali, e alguns, como eu, escrevem para três ou mais sites, ou revistas literárias virtuais, além de fazê-lo em seu próprio espaço, ou seu site pessoal. Isto é normal e felizmente há muito que ler nesta internet com estilos para os mais variados gostos. Todos, como disse, assinando seus trabalhos, jamais figurando como uma espécie de “autor anônimo”.

Alguns já devem estar se perguntando a razão de eu estar aqui a falar em cima do óbvio, que o nosso Nelson Rodrigues chamaria de “ululante”, quer dizer, claríssimo, evidente. Por que estaria eu a gastar palavras com este assunto?

Agora vamos então direto ao ponto. Procurei fazer aquele intróito para me referir a um monte de mensagens que são repassadas aqui, rotineiramente, na qual muitas das vezes lemos algo assim: “Se for repassar, por favor, retire meu e-mail, ou meu nome”. Ou então, querendo dizer o mesmo com outras palavras, escrevem: “Se mandar isto para alguém não se esqueça de apagar meu e-mail, ou meu nome.”

Muitas dessas mensagens carregam no seu bojo denúncias e/ou acusações contra alguém, ou alguns, geralmente políticos. Ora, quem recebe algo, lê e repassa para um grupo de amigos, na minha visão está querendo dar divulgação ao que se contém no documento em questão. Se o faz é porque concorda com o que está dito ali. Ou não? Claro que sim. Eu jamais repasso algo se discordo do seu conteúdo.

Quando alguém procura o caminho do anonimato, ou busca não ser identificado, posso entender, com todo o respeito a quem faz isto, que deseja que outros tomem conhecimento do fato denunciado, porém tem medo de se expor. Por quê?

Não entendo tal postura especialmente se identifico o remetente e o conheço. Quando muito fico eu acabrunhado por ver uma atitude nada digna de alguém de quem eu esperava seriedade, honestidade, autenticidade, jamais um comportamento medroso querendo parecer um avestruz ao enfiar sua cabeça no buraco. E veja que o avestruz, embora muitos achem que faz isto por medo, não é verdade, ocorre que assim agindo ele percebe melhor a aproximação de algum eventual inimigo. Você sabia? Pois é?

Entretanto as pessoas que fazem questão de se “esconder no anonimato”, mas disseminam o que pode ou não ser verdade, jamais terão o meu apoio. Fico mesmo aborrecido e triste, pois não aprovo e nem compartilho, isto é, não tomo parte em qualquer atitude como esta em que leio “Se for repassar, por favor, retire meu e-mail, ou meu nome”.

Sabem o que faço com este tipo de mensagem quando as recebo? Eu as apago de imediato, ou as lanço ao lixo, pois se quem é autor ou simplesmente repassa, concordando, pretende manter-se no “anonimato”, não merece de mim nenhuma atenção nem eu incomodaria meus amigos com algo duvidoso e/ou leviano.

Felizmente grande parte do que recebo e repasso não só traz o nome do autor, ou do amigo que me repassou, concordando com o texto, como uns poucos fazem, assim como eu, ao repassar emitem sua opinião. Isto eu respeito, isto eu aprovo, isto, se julgar que devo, eu repasso adiante, mas cito o nome de quem me enviou.

Prestem atenção quando receberem algo repassado por mim e verão que lá está citado sempre o nome da pessoa que me mandou aquilo, geralmente acompanhado de um agradecimento ou de algum elogio caso seja um vídeo, ou um pps daqueles maravilhosos. Costumo também, ao repassar, fazer um breve comentário.

Ao encerrar, mando um recado aos que insistem em fugir da responsabilidade quando nos repassam algo: “Por favor, nos poupem dessa vergonha que nem o avestruz aprovaria.”
 

(20 de abril/2012)
CooJornal nº 783



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
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