07/06/2013
Ano 16 - Número 843


 

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética

 

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Francisco Simões


A NATUREZA NOS VISITA OUTRA VEZ

 

Francisco Simões, colunista - CooJornal

Tenho contado histórias verdadeiras dessa maravilhosa convivência nossa com a Natureza. Tudo começou na minha casa do bairro do Braga, aqui em Cabo Frio, porém tornou-se muito mais freqüente e rotineira nesta casa de Marlene onde vivo desde o começo de 2007.

Narrei por exemplo a morte de um lindo passarinho no colo de Lena, estando eu ao seu lado, lamentando junto com ela a perda de um ser que tanto amamos. Eu o encontrara no pátio de minha casa caído ao chão e agonizando. Lena pegou um pano colocou sobre seu colo e ali o passarinho deu seus últimos suspiros. Foi uma cena realmente muito triste, mas que sei nem todos entenderão nosso sentimento.

Histórias alegres de passarinhos e até de borboletas eu me lembro de já ter contado em foto textos diversas vezes. Acompanhei o nascimento de filhotes fotografando discretamente os ninhos várias vezes aqui em nosso quintal. Também mostrei em outro foto texto a visita de uma linda borboleta que ficou ao meu lado, perto do computador, por horas seguidas.

Eles sabem que podem entrar em nossa casa, pois jamais serão agredidos. Os que me lêem sempre devem se lembrar do passarinho que entrou aqui em certa tarde, depois se acomodou no alto de um móvel na cozinha e lá acabou dormindo. Somente saiu de volta à Natureza na manhã seguinte.

Quando algum passarinho cai ao chão com defeito na asa sem poder voar logo o pegamos e protegemos porque nossa cadela maior, a Tuane, se pega qualquer ser estranho a ela no quintal ela o mata. Ela não o faz por mal, em verdade deve julgar que é um “invasor” e pressente algum perigo em sua presença. Deve ser isso. Já Touche e Safira, os dois Yorkshire, convivem bem com qualquer elemento da Natureza diferente deles.

Hoje quero lhes contar mais uma história, verdadeira como sempre, ocorrida há algumas semanas. Eu conversava com nossa neta Adriele enquanto ela tomava sorvete na copa aqui de casa e a janela da sala estava fechada por causa do vento frio e forte que soprava do sudoeste.

De repente um bem-te-vi entrou rápido pela porta da sala e começou a fazer vôos em torno do ambiente da sala. Quando ele resolveu vir na nossa direção com vôos rasantes pela copa nossa neta se assustou. Eu a acalmei dizendo que um passarinho jamais nos faria mal e que ele só estava se divertindo. Claro que até aí era uma repetição de fatos anteriores.

Realmente seria caso outro passarinho, uma andorinha, logo a seguir, não tivesse também resolvido nos visitar simultaneamente com o bem-te-vi. Os dois passaram a voar juntos entre a sala e a nossa copa. Nós apenas nos divertíamos também.

A certa altura o bem-te-vi achou por bem de “invadir” o corredor na direção de nossos dois quartos. Nisso a andorinha parou para descansar só um pouco no ventilador da sala. Eu não estava com a câmera à mão e mesmo que a tivesse seria muito difícil registrar aquelas visitas inesperadas e muito rápidas.

Logo depois o bem-te-vi voltou da visita ao interior maior de nossa casa. Certo dia um deles já entrara direto pela janela de nosso quarto suíte. Eles pressentem que são sempre bem-vindos e que aqui jamais serão maltratados.

Desde que voltei a morar em casa, aqui em Cabo Frio, passaram a se avivar ainda mais minhas doces lembranças de infância na grande e linda casa do bairro do Marco, em Belém, onde nasci. Recordações que carrego comigo por toda a vida.

Voltando à história atual, quando os dois passarinhos já se haviam reencontrado na sala, ali bem na nossa frente, nós sorrimos mais uma vez e a seguir ficamos tristes quando eles decidiram sair deixando nossa casa impregnada daquele ar de felicidade com que a natureza nos presenteia vez ou outra.

Ela está bem aqui, ao nosso lado, dentro do nosso terreno. Não é nossa vizinha, mas uma amiga permanente que quem mora em apartamento ou em casa, porém em cidade grande, jamais pode senti-la tão perto.

Amamos a Natureza e vamos convivendo o melhor que podemos com ela. Os passarinhos estão sempre liberados para nos visitar quantas vezes quiserem.



(07 de junho/2013)
CooJornal nº 843



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
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