20/09/2013
Ano 16 - Número 858


 

ARQUIVO SIMÕES


Francisco Simões
em Expressão Poética

 

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Francisco Simões

 

NA LITERATURA NÃO VEJO CONCORRÊNCIA


 

Francisco Simões, colunista - CooJornal

Quem acompanha de perto o meu trabalho divulgando textos nesta internet tais como artigos, crônicas, poesias, especialmente no CooJornal da revista RIO TOTAL, da amiga Irene Serra, onde estou há quase 13 anos, sabe que jamais olhei para outro escritor, outro autor, como “concorrente”.

Sei haver pessoas que escrevem, porém que evitam repassar textos de outros, pois talvez julguem estejam se desprestigiando se fizerem isso. Sei que também alguns nem gostam de receber comentários. Que me perdoem aqueles que pensam assim, eu jamais veria um concorrente em um ou em outro autor, de forma alguma.

No meu julgamento estamos todos caminhando no mesmo sentido, buscando o mesmo objetivo, realizando um sonho ou um desejo, no meu caso que vem desde minha infância. Sempre digo que trabalhar no rádio desde os 17 anos e lá ter começado a escrever e divulgar meus textos publicamente além de produzir programas, em verdade eles foram dois dos meus sonhos de porão.

Não me preocupa o tema que abordarei ao escrever, mas tenho os meus preferidos, claro. Acredito que isto ocorra com quase todo mundo que se dedica à escrita. Não sou de escrever apenas sobre determinado assunto, pelo contrário. Gosto mais de fazê-lo sobre a vida, sobre fatos dos quais participei ou que eu presenciei, etc. Entre eles incluo histórias da minha própria vida. Tenho muito a contar.

Mas alguns perguntarão por que eu decidi abordar esta temática no texto de hoje? Pois eu explico. Ocorre que há mais de um ano eu venho divulgando toda semana artigos maravilhosos inclusive os da amiga de S. Paulo, a jornalista Marli Gonçalves que vêm recebendo muitos elogios os quais repasso a ela.

Eu não a conhecia, entretanto um dia ela surgiu na minha telinha enviando-me um texto dela em caráter pessoal, ou seja, direto para o meu e-mail. Isto eu respeito muito e valorizo. Eu li, gostei e o divulguei entre centenas de e-mails que tenho no meu catálogo de endereços, desde que ela me autorizou a fazê-lo.

A partir dali nunca mais parei de repassar os textos da Marli até porque julgo que o que é bom deve mesmo ser divulgado, sempre digo isso. Ficamos bons amigos.

Também já divulguei textos de um excelente escritor cearense, o Francisco Neto. Este, entretanto de repente sumiu e nunca mais me enviou nada nem deu mais notícias embora eu tenha escrito para ele algumas vezes. Ele silenciou definitivamente. Sei que continua a escrever para um jornal de Fortaleza.

Igualmente houve um escritor gaúcho, de Porto Alegre, cujo nome eu esqueci, que me enviava bons textos para eu ler e de quando em vez eu divulgava o trabalho dele. Este também sumiu repentinamente já há alguns meses sem qualquer explicação. A última notícia que tive dele foi que estava trabalhando na elaboração de novo livro a ser editado. Espero que esteja curtindo o sucesso do livro.

Vamos agora dar a volta neste assunto para entenderem a razão que me motivou a escrever sobre isto. Parece que uns poucos, poucos mesmo, não entendem este tipo de atitude. Já chegaram a me indagar se eu não me sinto diminuído apoiando o trabalho de outrem talvez em detrimento do que eu faço na mesma área.

Minha resposta foi a mesma que eu já dera antes: jamais. Como eu disse mais acima neste texto nunca vejo nessa área outro autor, escritor, poeta, etc como concorrente, nem tenho motivo para isso. Não faço uso da soberba, e quando repasso algum texto de que gosto eu dou sempre minha opinião.

Inclusive algumas pessoas que me lêem vez ou outra também repassam meu trabalho em suas listas. Já tive provas disto e agradeço. Vejo nesta atitude uma interação leal, companheira e mesmo altruísta, modéstia à parte no que me cabe.

Escrevo porque amo escrever o que herdei do meu saudoso pai português. Não me preocupo com prêmios, embora os tenha ganho algumas vezes e até prêmios muito bons (vide meu site pessoal (www.francisco-simoes.com).

Tenho consciência das minhas limitações Leio semanalmente todos os artigos do CooJornal da revista RIO TOTAL, todavia atualmente só comento com autores ou autoras com os quais interajo há muito tempo e que sei correspondem a esta minha atitude sem problema.

Permito-me encaixar neste assunto outro que no fundo tem a ver. É verdade que quando achei que poderia comentar um ou outro artigo de alguém, alguns até com renome na literatura nacional, tive imenso desapontamento. Por essa e outras hoje nunca mais escrevo para quem já não me relaciono neste espaço.

Afinal se me dirijo a alguém educadamente, opinando sobre o que escreveu, o que qualquer pessoa pode e tem o direito de o fazer, fico injuriado ao ter o silêncio como resposta ou palavras que parecem vir de um pedestal que eu rejeito. Já aconteceu comigo, podem crer.

Mas, resumindo este meio longo texto/comentário, sem querer fazer critica a ninguém, digo que quem escreve deve sempre respeitar não só a opinião de seus leitores como eventuais comentários. Esses podem ser a favor ou contra os argumentos do autor, não importa. O leitor tem direito a sua opinião independente.

Igualmente quem escreve deve prestigiar pessoas que também o fazem sem achar que enaltecendo o trabalho de outro está se diminuindo, está se rebaixando, digamos assim, o que considero uma grande bobagem. Encerro reafirmando que na literatura nunca vejo concorrência. O resto é mera soberba.



(20 de setembro/2013)
CooJornal nº 858



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com

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