15/01/2015
Ano 18 - Número 920


ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

Venha nos
visitar no Facebook

Francisco Simões

OS COMENTÁRIOS SEMPRE BEM-VINDOS
 

Francisco Simões, colunista - CooJornal

 

Nestes cerca de 15 anos que voltei a escrever e divulgar minhas crônicas e eventuais poesias não posso me queixar de não me lerem. Felizmente já recebi até hoje mais de 5.000 comentários de leitores.

O que julgo mais curioso não são as mensagens que me chegam falando deste ou daquele texto, desta ou daquela poesia, não, isto tem sido um fato até corriqueiro e convivo bem com ele. Nem todos que comentam têm obrigação de gostar do que eu escrevo, claro, mas felizmente a esmagadora maioria tem concordado com o que digo nos meus textos.

Acho interessante e fico ainda mais feliz é quando me chegam comentários sobre textos que escrevi há muitos anos. E isto tem se repetido com certa frequência, acreditem. O meu texto que mais já rendeu mensagens de comentários vindos muito depois de sua divulgação foi aquele em que falei sobre o fato de eu suar apenas de um lado só, porém apenas em determinadas situações.

Certas pessoas percebem que com elas ou eles acontece a mesma coisa e aí me escrevem fazendo perguntas, querendo mais detalhes, enfim, se aquilo tem a ver com alguma doença ou não. Tenho sempre afirmado que nada tem de doença, apenas um pequeno fenômeno que nunca souberam me explicar.

Cheguei a falar disto com vários médicos e mesmo com amigos espíritas, mas fiquei sem resposta esclarecedora. Porém vejam que aquele texto foi por mim divulgado no RIO TOTAL, em seu CooJornal, faz muitos anos, todavia sempre aparece alguém se referindo a ele e me fazendo indagações. Não me importo, pelo contrário até gosto e festejo.

Outros temas por mim abordados em diversos textos costumam vez ou outra despertar a atenção de alguém que ao lê-lo decide me escrever por algum motivo. Por isso já não me espanta receber comentários sobre crônicas divulgadas há muito tempo. Eu confesso que comemoro sempre, não no sentido de me vangloriar, não é isso, mas por perceber que de alguma forma o que eu escrevi tocou a atenção ou o sentimento de alguém.
Também ocorre de fatos por mim narrados, fatos verdadeiros, acontecidos próximo a mim e por mim presenciados de repente também ocorrerem com outras pessoas. Elas poderiam apenas presenciar e nada dizer, mas alguns, ou algumas resolvem me comunicar até apresentando eventuais fotos quando é o caso.

Nem todos se lembrarão, por exemplo, quando contei algumas vezes de visitas inesperadas que tivemos em casa. Visitas da Natureza, algo que nos alegra e nos revigora como ver um ou mais passarinhos entrarem pela janela ou pela porta e ficarem a brincar aqui dentro. Este fato já nos ocorreu algumas vezes.

Não imaginam a alegria que nos dá presenciar cenas como essas. Ver um ou dois pássaros voarem de um lado para o outro, brincando entre nossa sala, a copa e mesmo o corredor sem se sentirem agredidos. Talvez haja quem não se sensibilize com isto, porém nós adoramos esses presentes da Natureza.

Há alguns anos quando eu ainda estava morando na minha casa no bairro do Braga, aqui em Cabo Frio, bem antes de me casar com Marlene e vir morar aqui no bairro Jardim Nautilus, certo dia vi uma linda borboleta toda marron bem grande entrar pela minha garagem e pousar no lado de dentro da porta da mesma.

Aproximei-me dela e cheguei mesmo a tocar suavemente em suas asas, mas ela não se assustou. Um amigo que estava lavando o meu carro disse-me que pelo tamanho ela devia ser bem idosa e certamente estava procurando um lugar calmo, sossegado, para morrer. Ele acrescentou que já presenciara isto acontecer.

Fiquei curioso e ao mesmo tempo meio triste, pois gostei da borboleta. Realmente na manhã seguinte quando fui à garagem e achei que poderia fazê-la voar verifiquei que a borboleta marron estava mesmo morta. Mais uma lição de vida que eu aprendi.

Pois vejam que ontem, dia 06/Janeiro (escrevo este texto no dia 07), chegou-me uma mensagem trazendo foto em anexo. Quem me escreveu foi uma senhora chamada Mara Rocha que até então nunca fizera contato comigo. D. Mara, muito simpática, se referia àquela crônica antiga para me dizer o que acontecera em sua casa uns dias antes e que ela documentou com uma foto.

Uma grande e bonita borboleta marron, primeiramente confundida com um morcego, entrou em sua casa e passeou à vontade por vários cômodos. Passado o espanto ela decidiu, como eu fiz há alguns anos em minha casa, deixá-la ficar na parede em que se acomodara. Seus filhos se assustaram, mas o fato é que ela ficou lá até o dia seguinte sem incomodar ninguém.

Como disse D. Mara, somente no outro dia foi que ela resolveu pegá-la e soltá-la na Natureza sem a machucar. Felizmente esta não estava morrendo. Cumprimentei minha mais nova leitora e parece que ganhei mais alguém para dividir a leitura dos meus escritos.

Este fato me levou a escrever este texto que dedico a todos que com muita boa vontade costumam comentar os meus trabalhos, concordem ou não com o que eu escrevo.

Obrigado amigos e amigas, e “somos todos CHARLIE”, com certeza. Desculpem, porém eu não pude evitar marcar minha posição num assunto em que tantos estão escrevendo a respeito e que tem a ver com a defesa da “Liberdade de Expressão” não apenas na França, mas no mundo em geral.
 


(15 de janeiro/2015)
CooJornal nº 920



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
fm.simoes@terra.com.br
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com

Direitos Reservados