15/05/2016
Ano 19 - Número 984

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões


MAIS VÍTIMAS DO OLHO GRANDE

 

Francisco Simões, colunista - CooJornal



Eu já escrevi sobre este assunto, mas quis voltar a ele novamente. Afinal se há algo que me incomoda, às vezes até me irrita são as tais “vítimas do olho grande”.

Melhor dizendo, aquelas pessoas que querem sempre levar alguma vantagem e daí se expõem em situações que sabem serem arriscadas e que são geralmente armadilhas para ferrá-las.

O que eu chamo de “olho grande” é a ganância de ganhar sempre, ou se possível entrar numa parada incerta achando, por ter mesmo o tal olho grande, que o otário é o outro ou os outros. Acontece que geralmente estes é que são os espertos, ou malandros, ou mesmo ladrões.

Já vi pessoas amigas, gente bem chegada a nós, cair em cada uma que a mim pelo menos não dá nenhuma pena. Um dos “golpes” mais antigos é o tal do oferecimento de um bilhete ganhador e que o portador quer se desvencilhar dele porque não vai ter tempo de receber o prêmio. Acredito que já Adão e Eva conheciam este golpe...

Não parem de ler este texto só pelo que eu afirmo acima, não, mas creiam que ainda hoje, em pleno ano de 2016, há gente que mergulha de cabeça nessa armadilha porque o olho grande os cega no bom senso. Os faz serem burros, idiotas, etc, pela cegueira do falso lucro.

Pior é quando vejo pessoas se exporem na TV fazendo queixa à reportagem que alguém, algum malandro o “enganou”. Não é verdade a pessoa mesmo é que se expõe, repito, ao golpe pensando sempre que é mais malandro que o próprio. E pagam um baita mico de público.

Hoje com o advento da internet os vigaristas atacam criando mensagens, algumas tão absurdas, que nenhuma pessoa sensata pode cair num golpe daqueles. O pior é que muita gente cai e depois vai chorar na TV. Acho isto tão ridículo que me dá é raiva.

Como diz a letra de certo samba bem antigo “malandro é malandro e mané é mané”, e isto pode ser perfeitamente adaptado aos tempos atuais, embora o malandro da letra daquele samba, o malandro de antigamente, era o que se chamava de o bom malandro.

Pela internet recebo muitas mensagens sérias e boas de amigos e amigas com os quais mantenho contatos, todavia de outras fontes, normalmente desconhecidas, recebo não só spam adoidado como mensagens me atacando, me ameaçando por dívidas que eu nunca fiz, que nunca tive além de mensagens dizendo que preciso atualizar já o meu cadastro em tal Banco ou minha conta será encerrada!!

Bolas, eu jamais tive conta em qualquer outro Banco que não seja no mesmo que tenho a vida inteira, assim como nada devo a ninguém. Isto naturalmente deve ocorrer com muitos que me lêem, pois essa turma não seleciona ninguém para tentar dar golpes.

Vejam que mesmo o meu Banco é usado por alguns desses marginais e em mensagens com erros de português, com montagens precárias, quase todas as semanas me “alertam para atualizar o meu cadastro”. Eu simplesmente apago.

No meio de tanta baboseira, desculpem o termo chulo, vêm sempre aquelas dizendo que fui sorteado ou escolhido ou coisa parecida para receber determinado prêmio em dinheiro. Eles gastam certamente um tempo enorme atrás de pessoas desavisadas ou “inocentes úteis” que caiam nessas armadilhas.

Apesar de tantos avisos pela TV e mesmo aqui na internet, alguns escorregam e se dão mal. Entregam seus dados, permitem que marginais invadam seus computadores, etc. Em verdade muitos desses são as tais “vítimas do olho grande”. Querem sempre levar alguma vantagem e acabam é tendo um baita prejuízo como eu já disse.

De quando em vez, eu repito, vejo em jornais televisivos pessoas a se queixar de terem caído nesses golpes. Ora, deveriam era fazer um exame de consciência e pararem de arriscar para tentar levar alguma vantagem em tudo. Lamentável.



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Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(15 de maio, 2016)
CooJornal nº 984



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
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