15/10/2016
Ano 20 - Número 1.002

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



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Francisco Simões, colunista - CooJornal



É quase impossível encontrar-se alguém que ao falar de sua vida não se refira a altos e baixos, a momentos alegres e tristes, a festas e eventuais tragédias etc. Parece ser este o destino geral dos seres humanos. Exceções se existem, são muito raras, raras mesmo.

Há os que creditam os fatos que lhe ocorrem durante sua existência ao destino, outros cujo raciocínio eu não acompanho debitam ou creditam suas tristezas e alegrias ao “olho grande de terceiros”, assim como há os que colocam sempre Deus no centro desses acontecimentos.

Os que acreditam em reencarnação costumam afirmar que os acontecimentos de agora em sua vida certamente já estavam programados devido à existência anterior ou várias vidas já vividas.

Eu sou cristão, católico por formação, e costumo respeitar as crenças alheias, mesmo a posição de quem seja ateu. Com estes eu até costumo me entender bem. Tenho amigos que professam diversas crenças inclusive os que não professam nada apenas vivem e talvez aqui se encaixem os ateus. Nunca discutimos sobre religião.

O fato é que nos meus 80 anos e três casamentos, eu vivi num paraíso quando criança e mesmo na juventude, todavia ao tomar uma decisão mais séria em minha vida hoje percebo que errei e errei muito. Paguei um preço alto, todavia muito justo pelo desacerto do caminho que eu tomei.

Com certeza aquela minha decisão equivocada trouxe problemas não apenas para mim, mas também para outras pessoas, algumas que acabaram sendo vítimas e que com o tempo acabaram corrigindo seu viver para uma vida feliz. Certamente nem todas conseguiram êxito.

Eu poderia me abrigar na sombra de um simples “mea culpa”, mas sei que errei embora não tenha cometido o erro sozinho, claro. Sobre os raciocínios acima por mim relacionados não culpo meu destino, muito menos eventual reencarnação, nem outros fatores. Foi mesmo um desvio feio de rota em minha juventude.

Enfrentei os dragões da maldade que me rodeavam, porém soube levantar a cabeça, passar por cima de tantos obstáculos e dar sequência ao que parecia terminar ali. Alguns amigos me ajudaram nesta cruzada e me ajudaram muito. Vários deles já partiram desta vida.

Como soe acontecer com a pessoa que não está, digamos, “marcada só para sofrer”, eu acabei usufruindo bem mais à frente de um longo período de felicidade. Digamos que foi a minha volta por cima ou minha segunda chance nesta existência.

Na minha história de vida eu tomei conhecimento depois que outros amigos e amigas igualmente passaram pelos mesmos dissabores e alegrias. Afinal a vida é assim, repito, ninguém é sempre bom nem sempre mau e o destino, se existe, segue os mesmos parâmetros.

Ocorre que chegamos a uma etapa de vida como eu me encontro agora que começamos a ver o nosso “horizonte” cada dia mais próximo. O importante é viver, desde que tenhamos saúde, amizade, alegria, e estarmos sempre ativos. Eu não pretendo parar tão cedo desde que a vida me permita continuar atuante. Gosto de escrever e pretendo fazê-lo ainda por muito tempo.

O que aos 80 anos a gente nem costuma mais imaginar é que uma alegria maior e diferente possa vir ao nosso encontro. Afinal eu já sou avô há uns vinte anos, pois tenho uma filha do primeiro casamento que me proporcionou esta alegria.

Estando já há uns 8 anos no terceiro casamento, de repente fico sabendo que o filho de Marlene, o Julinho (meu enteado, mas não simpatizo com esta palavra prefiro dizer ser ele o filho homem que eu não tive), vai ser papai. A esposa dele está esperando um menino para meados do mês de janeiro/2017. Haja ansiedade.

Marlene não cabe em si de contente e tem toda razão. Agora imaginem aqui este véio Chico que já passou por 8 décadas de uma existência longa, eu que sou o mais velho de 10 irmãos/irmãs, hoje apenas seis, como recebo a bela notícia de vir a ser novamente avô.

Estou babando de alegria e felicidade, com certeza. Tão bobo que estou confessando a vocês, aqui e agora, este segredo com que a vida me presenteia. Espero que ela também me conceda saúde, paz, e um tempo de existência no qual eu possa acompanhar o crescimento dele.

Obrigado Julinho, obrigado Inês, e seja bem-vindo Benjamin. Deus lhe guarde.
 


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Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(15 de outubro, 2016)
CooJornal nº 1.002



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
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